JARDEL É LEGENDÁRIO DO FERRÃO E LEGENDÁRIO DO FUTEBOL EUROPEU

Ex-atacante Mário Jardel estampa o oitavo copo da série ´Legendários` do Ferroviário em 2019

A direção de marketing do Ferrão anunciou o nome do ex-atacante Jardel como novo ´Legendário` na série de copos distribuídos nos jogos do clube na Série C nacional desse ano. Apesar de ter feitos poucas partidas com a camisa do nosso time profissional, o ex-centroavante é a cria das bases do estádio Elzir Cabral que mais sucesso alcançou no futebol mundial em todos os tempos, imortalizado na Europa por ter recebido duas vezes a ´Chuteira de Ouro`, troféu atribuído ao maior artilheiro da temporada no velho continente. No Ferrão, Jardel foi lançado no time profissional pelo treinador José Maria Paiva, no dia 25/8/1990, quando ainda não havia completado 17 anos de idade. No ano seguinte, após grande performance numa competição nacional de base, foi negociado com o Vasco/RJ e ganhou o mundo de forma espetacular depois de brilhar no Grêmio/RS, onde até hoje é lembrados por seu faro de artilheiro.

A série de copos colecionáveis do Ferroviário já chega a seu oitavo número e traz Mário Jardel

Dez anos atrás, antes de pendurar as chuteiras, Jardel voltou ao Ferroviário gerando muita empolgação na ocasião. De forma completamente inédita, a apresentação do filho pródigo aconteceu em rede de televisão para todo o Estado do Ceará, ao vivo, durante a transmissão pela TV Verdes Mares do jogo Icasa 3×4 Ferroviário, no dia 1° de fevereiro de 2009. Jardel vestiu a camisa coral no ar e anunciou seu retorno, convocando o torcedor coral para sua volta triunfal de helicóptero, três dias depois, no Elzir Cabral, num dos momentos mais emblemáticos do futebol cearense em todos os tempos. Cerca de um mês depois, após intensiva preparação física, em um Estádio Elzir Cabral completamente lotado, Jardel entrou aos 28 minutos do segundo tempo e voltou a vestir a camisa coral depois de 18 anos. Aos 37 minutos, após cruzamento da direita, a bola chegou no peito do centroavante, que tirou a marcação do zagueiro e, com uma facilidade impressionante, chutou por cobertura, marcando um golaço, naquele que foi o seu primeiro gol no profissional do Ferrão. A volta de Jardel ao time que o projetou teve repercussão mundial, principalmente em Portugal, onde foi ídolo das torcidas do Porto e do Sporting de Lisboa. Pra rememorar a grandeza daquele momento, o Almanaque do Ferrão reproduz abaixo o vídeo daquele belo gol e toda emoção do momento em matéria do Globo Esporte nacional no dia seguinte.

POR ONDE ANDA O PONTA ESQUERDA BETO ANDRADE DO TÍTULO DE 1988?

Beto Andrade em Morada Nova

Você lembra do Márcio Roberto Andrade do Nascimento? Talvez não com esse nome, mas certamente se falarmos do ponta esquerda Beto Andrade, sua memória funcionará. Ele foi campeão cearense pelo Ferrão em 1988, atuando em 39 partidas em toda temporada e marcando 11 gols no total durante sua breve, porém vitoriosa, passagem pela Barra do Ceará. A foto ao lado é recente e, hoje em dia, Beto Andrade reside em sua terra amada, a bela Morada Nova, que fica a 170 km de Fortaleza, cidade de onde chamou a atenção coral depois de uma bela participação no torneio Intermunicipal, que teve a final realizada no Castelão, em janeiro de 1988, e que foi assistida por todos os observadores de clubes. Ali, após grande performance, o ponta esquerda foi contratado pelo Ferrão. Em seguida, Beto Andrade mudou de clube e foi atuar no Rio Negro/AM, tendo ainda uma bela passagem pelo Santo André/SP. O ex-jogador coral atuou depois em Portugal e permaneceu na Europa por muito tempo, mesmo depois de pendurar as chuteiras. Foram 25 anos de continente europeu, morando nas cidades de Guimarães, em Portugal, e em Bretigny, na França. Em 2015, Beto Andrade resolveu voltar para o Brasil e encontrou porto seguro em sua velha Morada Nova, onde hoje é proprietário de uma galeteria.

Beto Andrade em foto do Jornal do Ferrim

Mesmo tendo nascido em Fortaleza, Beto Andrade começou a se destacar em competições esportivas atuando no futebol de salão do colégio Egídia Cavalcante, em Morada Nova. Depois, representando a cidade em torneios intermunicipais, chamou a atenção do fisicultor José Maria Paiva, que o levou para as bases do Fortaleza. Desprezado no Pici, Beto Andrade chegou a trabalhar como digitador da Cagece, a companhia de água e esgoto cearense. Durante o Intermunicipal de 1988, Beto foi convidado pelos dirigentes Carlos Alberto Mota e João Cavalcante a ir para o Ferrão, onde voltou a trabalhar novamente com José Maria Paiva, que inclusive chegou a ser treinador coral em alguns jogos durante a memorável campanha daquele ano. Beto Andrade foi para o Ferroviário ainda como jogador amador e só conseguiu ser profissionalizado durante a competição porque o Fortaleza abriu litígio com o time coral requisitando a propriedade do atleta após perceber o sucesso do ponta esquerda. Pela legislação na ocasião, dois anos depois de ter feito sua última partida na base do Fortaleza, Beto Andrade assinou profissionalmente com o Tubarão da Barra e seguiu sua caminhada no futebol graças ao time coral, que lhe abriu as portas para um mundo novo e de sucesso a partir da grande conquista do campeonato cearense de 1988. Poucos meses depois de chegar ao clube, Beto Andrade ganhou matéria de uma página no Jornal do Ferrim, periódico de divulgação da diretoria coral na ocasião. Em declaração à publicação, Beto Andrade exaltava: “É como se fosse algo assim impossível de se contar. Pensar que há cerca de seis meses eu era desconhecido e hoje reconhecido nas ruas, vendo o estádio gritar o meu nome, é difícil até de definir“. Até hoje lembrado, Beto Andrade.

ARRANCADA PARA O BICAMPEONATO COMEÇAVA HÁ EXATOS 20 ANOS

Essa semana completa exatamente 20 anos que o Ferroviário venceu uma partida importantíssima pelo Campeonato Cearense de 1994, iniciando ali a trajetória vitoriosa que culminou com o título máximo daquela temporada e conquista do inédito bicampeonato no ano seguinte. Engana-se quem pensa que o ano vinha sendo fácil para o Tubarão da Barra. O time alternava boas e más apresentações, tendo num curto período de tempo José Maria Paiva, Humberto Maia e Edmundo Silveira no comando técnico à beira do campo, após a complicada saída do carioca José Dultra. Foi quando o Guri chegou em meados de setembro. Sim, ele, César Moraes, o melhor treinador da história do Ferrão, escolhido pelos torcedores na campanha ´Time dos Sonhos` realizada no ano passado.

Depois de bater o Guarany e empatar com o Fortaleza, a partida em questão contra o Ceará representou a primeira de duas vitórias do Guri em cima do alvinegro, no total de quatro partidas realizadas entre eles até a final do campeonato. O Ferrão não perdeu nenhuma. A vitória naquele jogo noturno foi crucial para dar moral ao grupo, numa partida que o Tubarão não contou com Nasa, Acássio, Basílio e Batistinha, todos em grande fase. Pra compensar, César Moraes lançou a juventude do lateral direito Alex, de 17 anos, e do endiabrado ponta Reginaldo, que só não fez chover e garantia ali a condição de titular no time do Guri até o fim do Estadual. O gol da vitória foi do folclórico Cícero Ramalho, um dos três artilheiros corais na temporada, em belo chute do meio da rua, desbancando o Ceará que era simplesmente o vice-campeão da Copa do Brasil de 94.

O Almanaque do Ferrão recupera abaixo as imagens do jogo da arrancada do título. Sem dúvida, uma grande oportunidade para rever bons momentos em campo do time que é apontado como um dos melhores da história coral e que naquele 26 de outubro formou com Roberval, Alex, Batista, Careca e Branco; Lima, Ricardo Lima e Eron (Esquerdinha); Cantareli, Cícero Ramalho (Edinho) e Reginaldo. A escalação do alvinegro e demais detalhes do embate, você pode conferir no jogo 2546 da história do Ferroviário disponibilizado na versão impressa do almanaque.