UMA FOTO QUE REPRESENTA BEM A VIDA DO GOLEIRO NO FUTEBOL

Rafael Muralha, Fernando Júnior e Eduardo: goleiros do Ferroviário na temporada de 2013

Já que ontem foi o ´Dia do Goleiro` no Brasil, a seção ´Retratos` presta uma homenagem a todos os goleiros que defenderam o Ferroviário em mais de oito décadas de existência. A imagem simboliza bem a vida dos goleiros, sempre pulando e caindo no chão nos treinamentos e nas partidas. Há quem diga que em determinados jogos, o goleiro nem suja o uniforme dada a inoperância do adversário. Não é o caso dos três goleiros da foto acima, tirada no segundo semestre de 2013, durante mais um dia de treino puxado na Barra do Ceará com o preparador William Mardoch. Vejam e recordem Rafael Muralha (11 jogos pelo Ferrão), Fernando Júnior (60 jogos) e Eduardo (2 jogos). O paranaense Fernando Júnior atua hoje no futebol angolano. Rafael Muralha continua no futebol cearense e Eduardo, irmão do goleiro Cássio do Corinthians, desistiu da profissão.

HOMENAGEM A ROGER E AOS GOLEIROS DA HISTÓRIA CORAL

Semana passada, o goleiro Roger fez grandes defesas na vitória do Ferrão por 1×0 em cima do Crato, no PV. O jogo foi válido por mais uma rodada da segunda divisão cearense. A grande atuação de Roger mereceu um vídeo particular no canal oficial do clube no Youtube. Ele teve seu nome ovacionado pela torcida coral ao final do jogo. Formado nas categorias de base do Corinthians/SP e com boas passagens no futebol do Mato Grosso do Sul, Roger é o 195º goleiro da história de 83 anos do Ferroviário. Hoje, no dia do goleiro, o Almanaque do Ferrão homenageia o atual arqueiro coral, lembrando outros nomes que defenderam o clube, uns com muito sucesso, outros nem tanto.

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Alexandre Pavão em 2004

Que tal começar com Alexandre Pavão? O ex-goleiro do Figueirense/SC chegou em 2004 para o Tubarão da Barra. Fez apenas um jogo, tomou 4 gols, todos eles decorrentes de suas falhas em campo. Ficou tão constrangido com a atuação que pediu pra ir embora no dia seguinte. Por outro lado, como não lembrar de Marcelino, goleiro coral em 170 partidas entre 1969 e 1976, dono da maior marca de um arqueiro até hoje no futebol cearense, com seus 1.295 minutos sem sofrer gols, no ano de 1973. Dia de recordar ainda os lendários Ado e Wendell, consagrados no futebol brasileiro, assim como Clemer, que tiveram a oportunidade de vestir a gloriosa camisa do Ferroviário Atlético Clube.

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Fernando Lira: reserva em 1982

Dia do goleiro também é uma boa oportunidade para lembrar de nomes que não fizeram tanto sucesso, de passagem apagada, que faz os torcedores sequer lembrarem que jogaram no clube. Um exemplo é o Fernando Lira, ex-Sport/PE, reserva de Hélio Show no campeonato cearense de 1982. Foram apenas 3 jogos com a camisa coral. E Osvaldo, Carlinhos e Pedrinho, os três que brigaram pela titularidade no estadual de 1990? Certa vez, o Almanaque do Ferrão até resgatou um vídeo com os três. Lembra? Jorge Hipólito, nos anos 70, foi outro goleiro que também mereceu postagem especial no blog. Houve também o experiente Duílio, ex-Ríver/PI, que atuou em apenas 4 partidas em 1984.

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Walter: titular em 1987

Nesse dia do goleiro, daria até pra fazer uma crônica com todos os 195 ´guarda-valas´ corais, porém é preferível não adotar nenhum critério para mencionar os nomes dessa postagem. A intenção é citá-los apenas de forma aleatória, homenageando todos eles, os campeões, titulares ou não: Alderi, Zé Dias, Gumercindo, Juju, Cavalheiro, Douglas, Edilson José, Aloísio Linhares, Paulinho, Cícero Capacete, Giordano, Edmundo, Serginho, Robinson, Roberval, Miguel, Luís Sérgio, Dênis e Jorge Luiz; os quase nunca lembrados: Jorge Carioca, em 1992, Renato, em 1977, Zenga, em 2000, o indefectível Satanaz, em 1947, Banana, em 1991, Guanair, em 1993, Célio, em 2011, entre tantos outros. Podemos ainda citar Walter, ex-Tiradentes/CE, reserva entre 1985 e 1986, porém titular com grande atuações em 1987. No título estadual do ano seguinte, foi ele quem jogou as primeiras partidas. Enfim, o blog citou apenas alguns nomes entre os 195 goleiros que atuaram nos mais de 3.500 jogos da história coral. Sintam-se todos lembrados e homenageados. Feliz dia do goleiro!

TRÊS GOLEIROS BRIGAVAM PELA CAMISA 1 DO FERROVIÁRIO EM 1990

O Almanaque do Ferrão volta no tempo e resgata uma matéria da TV Verdes Mares de janeiro de 1990. O time coral se preparava para as disputas do campeonato cearense sob a presidência de Vicente Monteiro. Três goleiros disputavam o posto de titular do Ferroviário: os experientes Carlinhos e Pedrinho, bem como o cearense Osvaldo, reserva no título coral estadual dois anos antes. A briga pela titularidade prometia e gerava uma expectativa positiva, bem diferente da campanha coral dentro de campo durante a competição, uma das mais pífias da história, quando conquistou apenas 6 vitórias no campeonato inteiro, sendo 3 delas em cima do fraco Calouros do Ar.

O goleiro Carlinhos foi contratado para o certame, mas não ficou muito tempo na Barra do Ceará após algumas falhas nos treinos e apenas 1 jogo oficial, exatamente o da estreia coral com derrota para o Tiradentes, no Elzir Cabral. Por sua vez, Pedrinho era remanescente da temporada anterior e trazia na bagagem titularidades no Botafogo/PB e Náutico/PE. Jogou 17 partidas pelo Ferrão. Já Osvaldo, que tinha passado pelo Ceará e pelo Calouros, foi o que mais atuou. Foram 41 jogos entre 1988 e 1991. Um detalhe curioso na época é a média de altura de 1,79 m dos três goleiros, uma estatura totalmente inaceitável para o mercado futebolístico nos dias de hoje. Confira a matéria e recorde esses três atletas que passaram pelo Tubarão da Barra.

DOIS GOLEIROS RECORDISTAS MORREM NA MESMA SEMANA

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Jorge Reis morreu ontem

O goleiro coral Marcelino perseguia o recorde de Jorge Reis em 1973. Não conseguiu, mas bem que tentou. Um ano depois, Neneca triunfou e colocou seu nome nos anais do futebol nacional. Marcelino parou nos 1.295 minutos sem sofrer gols, o que não é pouco, mantendo a terceira melhor marca até 1977, quando Mazzaropi, do Vasco/RJ, suplantou todos com 1.816 minutos. Jorge Reis jogava no Rio Branco/ES e Neneca defendia o Náutico/PE. Nesse começo de 2015, os dois partiram para o time do céu com a diferença de uma semana. Primeiro, Neneca, no final de janeiro. Ontem, Jorge Reis. Foram embora pra sempre, mas sempre também serão lembrados. Mazzaropi mora no Rio Grande do Sul e Marcelino, em Fortaleza, no bairro Papicu.

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Neneca faleceu no final de janeiro

Jorge Reis terá eternamente a marca de 1.604 minutos, o que lhe valeu na época até premiação no programa de TV do Chacrinha. Neneca levou consigo a invencibilidade de 1.636 minutos. Dois grande goleiros, dois nomes que sempre estiveram na mente de Marcelino, um dos arqueiros mais famosos da história do Ferroviário, não só pelo recorde, mas pela longevidade no arco coral durante boa parte da década de 70, o que o levou a ser escolhido no Time dos Sonhos do Ferrão. São marcas históricas no Brasil que dificilmente serão quebradas pelos goleiros da atualidade. Jorge Reis e Neneca, agora lá de cima, continuarão vigilantes como sempre fizeram em suas metas.