NICOLAS SE CONSOLIDA COMO O MELHOR GOLEIRO DESDE JÉFFERSON

Com 1,92m de altura e 34 anos de idade, Nicolas tem se firmado como importante goleiro coral

Titular absoluto nas traves do Ferroviário Atlético Clube desde o Campeonato Brasileiro de 2019, o gaúcho Nicolas tem se consolidado como o melhor goleiro que vestiu a camisa coral desde a última passagem do arqueiro cearense Jéfferson, na já distante temporada de 2009. Portanto, dez anos depois, finalmente o clube conseguiu um titular que pudesse se firmar, disputando jogos importantes e apresentando boa performance. Em média, durante essa década de intervalo, foram praticamente dois goleiros por temporada que se revezaram na meta coral, alguns até de difícil lembrança por parte da torcida do Ferrão, a saber: Dionantan, Witalo, Tarciano, Célio, Ari, Handerson, Nilson, Caíque, Fernando Júnior, Rafael Muralha, Camilo, Alisson, Alex, Adson, Roger, Mauro, Oliveira, Léo, Bruno Colaço, Mailson, Gleibson e Remerson. Depois de defender equipes gaúchas como São Paulo/RS e Novo Hamburgo/RS, Nicolas veio para o futebol cearense em abril de 2019 e já conta com mais de 60 partidas, entre jogos oficiais e amistosos, com a camisa do Ferrão. No último sábado, contra o Manaus, na Arena da Amazônia, Nicolas foi decisivo para o Ferrão com, pelo menos, duas defesas muito difíceis, que garantiram o empate em 1×1 no placar. Mesmo com as bruscas mudanças no elenco coral de 2019 para 2020, o goleiro Nicolas foi um dos poucos jogadores que renovaram contrato e permaneceram na Barra do Ceará.

GOLEIRO AUGUSTO FAZIA SUA ESTREIA NO FERRÃO HÁ 60 ANOS

Estreia de Augusto em 1960

Ele veio do Náutico/PE para o Ferroviário, trazido de Recife pelo treinador Manuel dos Prazeres para a disputas do 3º turno do campeonato cearense de 1960. Estamos falando de Augusto. Há exatos 60 anos, no dia 29 de outubro, o novo arqueiro coral fazia sua estreia num amistoso contra o Ceará. O Ferrão venceu o jogo por 1×0, gol de Macaúba II. Durante o período de um ano que ficou no time da Estrada de Ferro, Augusto disputou posição com os conhecidos Dadá e Zé Alberto, chegando a ser titular durante um bom período, notadamente na temporada de 1961. Aos 30 anos de idade, Augusto Cabral de Carvalho defendeu o arco coral em 37 partidas. De olhos verdes e cabelo castanho, o arqueiro era paraibano, filho de José Justiniano Cabral de Carvalho e Eleonora Cabral de Carvalho. Tinha 1,78m de altura. Inicialmente, Augusto assinou um contrato em branco com o Ferroviário Atlético Clube, sem especificar sua remuneração mensal. Só depois que os dirigentes corais o viram em campo é que o valor acabou sendo definido a partir da qualidade demonstrada pelo goleiro no decorrer dos jogos. Em seu período no time coral, Augusto teve como companheiros nomes consagrados como Aldo, Garrincha, Damasceno e Edilson Araújo. 

FAMOSO GOLEIRO ADO FAZIA SUA ESTREIA HÁ EXATOS 40 ANOS

Experiente goleiro Ado ajeita a barreira coral no histórico “Jogo do Terremoto” contra o Ceará

Foi num 9 de outubro como hoje. Faz 40 anos que o tricampeão mundial Ado vestiu a camisa do Ferroviário pela primeira vez, num total de apenas cinco oportunidades. Reserva de Félix na Copa do Mundo de 1970, ele entrou no segundo tempo de um jogo contra o Tiradentes, no PV, aos 34 anos de idade, no posto do titular Salvino. A partida era válida pelo campeonato cearense de 1980. O time coral formou naquela oportunidade com Salvino (Ado), Jorge Henrique, Jorge Luís, Celso Gavião e Luís Augusto; Zé Maria, Nilsinho e Jacinto; Osni, Sousa (Serginho) e Marco Antônio. Treinado por João Batista, o Tigre foi goleado por 4×0 com Gilmar, Milton, Totô, Júlio e Adão; Jodecir, Vanderley (Maciel) e Aucélio; Eci, Da Silva e William. Os gols foram de Jacinto, Celso Gavião, Osni e Serginho. Depois de repetir a substituição em alguns jogos na reta final da competição, contra Quixadá e Guarani de Juazeiro, o treinador Lanzoninho optou por utilizar o experiente Ado na reta final do Estadual nos jogos decisivos contra o Ceará, inclusive no famoso “Jogo do Terremoto“, em que o arqueiro coral foi um dos melhores em campo e o Ferrão bateu o Ceará por 1×0, com um gol de placa de Bibi. Ado foi vice-campeão cearense com o Ferrão naquela temporada.

FOTO DO FERRÃO EM JOGO DECISIVO NO 1º TURNO DO ESTADUAL DE 1996

Ferroviário Atlético Clube na temporada de 1996 – Em pé: Celso, Dilino, Wálter, Sílvio César e Batista; Agachados: Marquinhos, Odair, Reginaldo, João Marcelo, Cantareli e Clayton

O registro fotográfico acima tem sua dose de raridade. Mostra a onzena do Ferroviário que entrou em campo para um jogo de quartas de final no 1º turno do campeonato cearense de 1996. O jogo foi contra o Ceará e aconteceu no PV. A imagem traz o time coral escalado com o goleiro Celso, que fez apenas dez partidas pelo Tubarão da Barra. Ele chegou procedente do futebol maranhense e participou como titular dos dois primeiros turnos da competição. Depois, ele foi embora e cedeu seu lugar para o bicampeão Jorge Luiz. Depois de um 0x0 no tempo normal e na prorrogação, o Ceará teve mais sorte na disputas de pênalti e venceu por 8×7. O zagueiro Dilino chutou a bola na trave em sua cobrança. O destaque da equipe era o meia Clayton, que veio para o Ferroviário como contrapartida da negociação de venda do volante Ricardo Lima para o Mogi Mirim/SP. Esse time tinha o famoso Mirandinha em seu primeiro trabalho na função de treinador, ele que começou a temporada como jogador. Ao final do certame, as duas equipes decidiram o título e o alvinegro tirou o sonhado tricampeonato do Ferroviário em mais uma decisão eletrizante no futebol cearense.

WALTER DEFENDE PÊNALTI E FERRÃO VENCE COM GOL CONTRA EM 1987

As imagens acima completam aniversário no dia de hoje. Foi no dia 12 de julho de 1987, quando Ferroviário e Ceará fizeram mais um clássico pelo campeonato daquele ano. A narração é de Ivan Bezerra na cobertura da TV Verdes Mares. O Tubarão da Barra escapou de tomar um gol no primeiro tempo, quando o centroavante Mauro Portaluppi cobrou e o goleiro Walter defendeu um pênalti. O atacante alvinegro vinha a ser o irmão mais novo do consagrado atacante, e hoje treinador, Renato Gaúcho. O Ferrão tinha uma equipe mesclada com jogadores experientes e outros egressos da base. Treinado por Erandy Montenegro, o time coral ganhou com Walter, Laércio, Arimatéia, Léo e Ramos; Zé Alberto, Edson e Mardoni (Renato); Mardônio, Narcélio (Cardosinho) e Carlos Antônio. Treinado pelo ex-zagueiro Moisés Matias, o Ceará perdeu com Washington, Reidene, Djalma, Argeu e Bezerra; Oliveira, Flávio (Douglas Neves) e Erasmo; Hílton (Victor), Mauro Portaluppi e Wanks. O gol da vitória saiu aos 30 segundos da etapa final. O Ferroviário bateu o centro e a jogada começou com o paraibano Ramos, que tocou para a progressão rápida entre o experiente Carlos Antônio e o jovem Mardônio. A bola bateu na trave e Bezerra, na ânsia de evitar a jogada, acabou marcando contra, perante um público pagante de 8.860 pessoas. Do time alvinegro, três jogadores passariam depois em campanhas de título do Ferroviário: o zagueiro Djalma, o meia Hílton e o ponta esquerda Wanks. Além deles, o zagueiro Argeu integrou o elenco coral no início do campeonato cearense de 1993.

O VÔO CORAL DO CARAVELLE QUE INICIOU HÁ 50 ANOS ATRÁS

Ferroviário em 1970 com Caravelle no gol – Em pé: Esteves, Hamilton Ayres, Aloísio Linhares, Gomes, Eldo e Coca Cola; Agachados: Simplício, Paulo Velozo, Amilton Melo, Edmar e Alísio

Ele foi um dos goleiros mais renomados da história do futebol cearense. Fez história no Ceará no início dos anos 1960 e depois foi jogar no futebol pernambucano. Quando o Ferroviário perdeu o titular Marcelino no terço final do campeonato cearense de 1970, o dirigente Célio Pamplona foi buscá-lo em Recife para substituir o goleiro carioca. Estamos falando de Aloísio Linhares, o famoso Caravelle, que há exatos cinquenta anos, estreava com a camisa coral. O apelido veio da verve do comentarista Paulino Rocha e foi herdado em razão de um famoso avião comercial francês, que chegava a atingir 800 km/hora. Os vôos sensacionais do arqueiro em sua meta serviram de inspiração para a alcunha nos gramados cearenses. No Ferrão, o experiente goleiro atuou em 22 jogos, entre compromissos pelo campeonato estadual, amistosos e Nordestão daquela temporada. Em seu primeiro jogo, o Tubarão da Barra venceu o ex-time de Aloísio por 3×1, gols de Amilton Melo, Alísio e Paulo Velozo. Naquele final de junho de 1970, o Ferrão formou com Aloísio Linhares, Louro, Hamilton Ayres, Gomes e Eldo; Coca Cola e Edmar; Zezinho, Amilton Melo, Paulo Velozo e Alísio (Wilson). O Ceará jogou com Ita, Daniel, Cícero, Laudenir e Carlindo (Antonino); Artur, Gojoba (Osmar) e Magela; Marco Aurélio, Gildo e Zezinho Fumaça. O goleador Gildo marcou o gol alvinegro. A partida teve o árbitro Aírton Vieira de Moraes, o Sansão, que foi uma atração especial na partida, visto que acabara de regressar da Copa do Mundo no México onde representou a arbitragem brasileira. Apesar de ter conquistado o título de campeão cearense no Ferrão, Aloísio Linhares não permaneceu no Ferroviário para a temporada de 1971 e acabou indo jogar no Fortaleza. O grande goleiro abandonou os gramados depois de contrair hepatite. Faleceu em 2008, aos 72 anos.

AMISTOSO PARA QUITAR A CONTRATAÇÃO DE UM NOVO GOLEIRO

Chegada de Ubirajara

Aconteceu em junho de 1976. O experiente goleiro Ubirajara foi contratado pelo Ferroviário para as disputas do campeonato cearense daquele ano. Carioca de nascimento, Ubirajara Dias Ribeiro tinha 29 anos quando desembarcou na Barra do Ceará, trazendo na bagagem boas passagens pela Portuguesa/RJ, Moto Clube/MA, e Paysandu/PA. Ele vinha do América de Natal, onde em quatro temporadas, o novo arqueiro coral virou ídolo por ter sido bicampeão potiguar e disputado três campeonatos nacionais. Há exatos 44 anos, o Ferrão foi até a capital potiguar para realizar um amistoso como parte do pagamento pela liberação do arqueiro. O jogo, realizado no antigo Castelão, terminou 1×1, com gols de Oliveira para o Ferrão e David para o América. Treinado por César Moraes, o time coral jogou com Ubirajara, César, Pogito, Arimatéia e Ivanildo; Jodecir e Aucélio; Vanderley, Erandy (Pinto), Lula e Fernando Canguru (Oliveira). A equipe potiguar jogou com Batista (Otávio), Ivan, Alberto, Queiro e Telino (Olímpio); Garopa (Romualdo) e Washington; David, Zeca, Pedrão e Ivonildo. O Ferrão poderia ter saído com a vitória, mas o árbitro Luís Meireles anulou um gol do garoto Vanderley no segundo tempo. Ao todo, o goleiro Ubirajara fez apenas sete jogos defendendo a meta coral, isso porque o Ferroviário foi eliminado precocemente do campeonato de 1976 e seu contrato foi rescindido. Depois do Ferrão, o experiente arqueiro seguiu sua carreira até meados dos anos 1980, passando ainda por clubes como Fluminense/BA, Mixto/MT, Goiás e Vila Nova/GO.

NUM 2 DE MARÇO COMO HOJE, FERRÃO APRESENTAVA CAVALHEIRO

Cavalheiro com Joseoly Moreira

Foi no dia 2 de março de 1968. Há 52 anos, o Ferroviário Atlético Clube apresentava no Elzir Cabral, ainda em estágio de construção, o seu novo goleiro para a temporada estadual. Tratava-se de Cavalheiro, ex-arqueiro do Internacional/RS e do Vasco da Gama/RJ, que vinha de uma passagem internacional pelo tradicional Deportivo Lara da Venezuela. Indicado pelo diretor Joseoly Moreira, que o trouxe do Rio de Janeiro, e chancelado pelo ídolo Pacoti, que o conhecia das categorias de base da equipe carioca, o novo guarda-valas do clube estreou num amistoso contra a equipe do Sonda, campeã da segunda divisão cearense. Treinado por Ivonísio Mosca de Carvalho, o Ferrão atuou naquela tarde com o futebol de Edilson José (Cavalheiro), Capturas, Jurandir, Gomes e Barbosa; Coca Cola (João Carlos) e Edmar; Paraíba (Lucinho), Mano, Ademir e Raimundinho. O Sonda jogou com Martini, Cabeleira, Dedé, Azul e Pedro; Luizinho (Zé Maria) e Zé Nilton; Edilson, Eliézer, Adão e Louro. O jogo foi 1×1. O pernambucano Ademir marcou o gol coral. Louro empatou para o Sonda. Aquele grupo coral sagrou-se, ao final da competição, o grande campeão cearense invicto. Cavalheiro reside atualmente no Rio Grande do Sul. Há seis anos, esteve em Fortaleza depois de muitas décadas e reencontrou alguns de seus ex-companheiros numa noite de muita emoção.

ARTILHEIRO DO FUTEBOL EUROPEU FOI TAMBÉM MASCOTE DO FERRÃO

O retrato de hoje é especial. Voltamos à década de 1980, mais precisamente na temporada de 1984. Na imagem ao lado, vê-se o goleiro Dário ladeado por mascotes corais antes de uma partida no Castelão. Você consegue reconhecer algum desses garotos? Ao lado esquerdo do arqueiro coral, de camisa listrada, vemos um jovem mascote que se consagrou na década seguinte como um dos maiores artilheiros do futebol europeu. Trata-se de Jardel, que algumas vezes já mereceu postagens aqui no Almanaque do Ferrão. Filho de uma família que torcia pelo Ferroviário Atlético Clube, o então garoto Jardel, com apenas 11 anos de idade, entrou no gramado com o time profissional do Ferrão. Sete anos depois, o esguio atacante Jardel chamou a atenção do Vasco da Gama numa competição de base em que o Tubarão da Barra foi um dos destaques. O resto da trajetória de Mário Jardel todo mundo sabe, inclusive o desfecho de sua vitoriosa carreira, quando voltou ao Ferroviário descendo de helicóptero no gramado onde deu os primeiros passos no futebol brasileiro. A imagem acima é o início de tudo, uma verdadeira raridade.

JOSEOLY MOREIRA E O GOLEIRO CAVALHEIRO EM RETRATO DE 1968

Joseoly e Cavalheiro em 1968

Registro histórico da chegada do novo goleiro do Ferroviário Atlético Clube para a temporada de 1968. No retrato antigo, o dirigente coral Joseoly Moreira e o arqueiro Cavalheiro. O goleiro conquistou o título estadual invicto daquele ano aos 23 anos de idade, depois de atuar por Internacional/RS e Vasco/RJ, no futebol brasileiro, e pelo Deportivo Lara da Venezuela. Sua passagem no futebol carioca rendeu a indicação para o Tubarão da Barra por intermédio do diretor Joseoly Moreira, que militava profissionalmente no Rio de Janeiro e apoiava a direção coral notadamente no setor de comunicação do clube, além do crivo do eterno ídolo Pacoti, que o conhecia das categorias de base da equipe carioca. Ao todo, foram 35 jogos do gaúcho Cavalheiro como goleiro do Ferrão. Ele largou o futebol ainda jovem e preferiu terminar a faculdade de Direito para seguir a carreira de advogado, inicialmente em Minas Gerais e depois no Rio Grande do Sul, onde reside e completará 74 anos de idade no próximo mês de outubro.