FOTO HISTÓRICA DE UM TIME QUE HUMILHOU O CAMPEÃO DE 1957

Ferroviário Atlético Clube em 1957 – Em pé: Manoelzinho, Macaúba, Eudócio, Ferreira, Nozinho e Gilvan; Agachados: Zé de Melo, Macaco, Pacoti, Kitt, Fernando e o treinador Durval Cunha

O retrato de hoje é bem antigo e foi tirado antes do início de uma partida amistosa entre Ferroviário e Ceará, marcada como entrega de faixas de campeão cearense de 1957 para a equipe alvinegra. O time coral não entrou pra brincadeira e fez 4×0 no placar, com gols dos eternos ídolos Pacoti, Zé de Melo e Macaco. O atacante Pacoti, que depois jogaria no Vasco/RJ e no Sporting de Portugal, marcou duas vezes. O jogo teve o maranhense Sandoval Ramos no apito e foi realizado no PV. Apesar de mostrar nomes consagrados na história coral como Manoelzinho, Macaúba, Nozinho, Kitt, Fernando e os autores dos gols, essa foto traz uma raridade: na meta coral, o goleiro Gilvan, ex-Gentilândia e Ceará. Isso aconteceu em apenas quatro oportunidades na carreira do ex-goleiro, que depois foi técnico do próprio Ferroviário em 1974. José Gilvan Lemos Dias também foi cronista esportivo e, na década de 1980, comentava jogos do futebol cearense, sempre exibidos na TVE, aos domingos à noite. Em 10 de julho de 2007, Gilvan faleceu em Fortaleza vítima de problemas cardíacos.

EX-GOLEIRO CORAL AGORA FAZ PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DO ESPORTE

jefferson_4

Jéfferson na época que defendia o Ferroviário

Ele é certamente um dos goleiros mais importantes do Ferroviário nos últimos 20 anos. Foram 107 jogos no arco coral, muitos deles disputados na excelente campanha do Tubarão da Barra na Série C do Brasileiro de 2006. Dentre todos que passaram pelo clube, ele é o 8ª goleiro que mais vezes atuou na meta coral em toda a história. Estamos falando do ex-arqueiro Jéfferson, que também marcou época no futebol cearense defendendo Ceará e Fortaleza. Depois de concluir seu curso de Economia na Universidade Federal do Ceará, atividade que durante muitos anos teve que conciliar com sua carreira de atleta, ele abandonou de vez o futebol profissional e retomou os estudos. Jéfferson atualmente é aluno do curso de Gestão do Esporte em nível de pós-graduação. Depois que pendurou as luvas, o ex-goleiro coral trabalhou na coordenação técnica do Horizonte/CE, mas desde o ano passado se desligou da função para abraçar novos desafios. Atualmente, ele trabalha na Secretaria de Esportes da Prefeitura de Fortaleza, onde atua diretamente junto ao projeto de areninhas esportivas, um dos principais programas de socialização do prefeito Roberto Cláudio, que consiste em implantar gramados sintéticos e toda uma infraestrutura esportiva em áreas carentes, promovendo assim o desporto para os residentes da localidade. Durante seu dia a dia na nova função, Jéfferson sempre comenta: “Ter atuado nas três principais forças do nosso futebol me tornaram uma pessoa conhecida, o que abre portas no relacionamento com as comunidades”. Desejamos sorte ao ex-goleiro nos novos desafios!

A NOITE MÁGICA DAS DEFESAS MILAGROSAS DE CÍCERO CAPACETE

Cicero Capacete em 12/09/1979: uma das maiores atuações de um goleiro no futebol cearense

Todo torcedor do Ferroviário já ouviu falar da noite histórica que um ex-goleiro coral pegou até pensamento no Castelão e garantiu a vitória do Tubarão da Barra, por 1×0, em cima do Ceará. Foi em 12 de setembro de 1979. Portanto, aquele jogo memorável acaba de completar mais um aniversário. Foi exatamente aquela vitória mágica que abriu as portas para o Tubarão da Barra conquistar mais um título estadual, apenas quatro dias depois, ao vencer por 3×0 o Fortaleza, seu conhecido freguês na temporada. Mas por que foi uma vitória mágica? Porque foi algo totalmente improvável em razão do rolo compressor que era o time alvinegro em busca de um inédito pentacampeonato. Diante de 30.801 expectadores, Jangada e Ricardo Fogueira foram expulsos logo no início do jogo. Aos 29 minutos, gol de Celso Gavião para o Ferrão. A partir daí, o Ceará impôs um massacre dentro de campo e o time coral heroicamente suportou a pressão. Vitória épica com a consagração de vários heróis na nossa história, principalmente o goleiro Cícero.

O troféu do Grande Lance Antarctica até hoje guardado pelo ex-goleiro Cícero em sua residência

Antes do grande jogo contra o Ceará, espalhou-se um boato de que Cícero estaria “na gaveta” de dirigentes alvinegros. A diretoria coral entrou em parafuso. A leviandade se espalhou rapidamente como todas as mazelas que circundam o sub-mundo do futebol cearense. Houve quem sugerisse a exclusão do goleiro da meta coral. Cícero Capacete foi a campo e deu a resposta com defesas consagradoras e milagrosas. As bolas que ele não defendeu ou iam pra fora ou batiam na trave. Numa delas, a bola chocou-se no travessão e voltou para os braços do goleiro coral. No lance mais sensacional da partida, Cícero defendeu uma cabeçada à queima roupa do atacante Ivanir, o que lhe valeu o famoso troféu com o pinguim do ´Grande Lance Antarctica`, uma das principais honrarias patrocinadas pelas famosa cervejaria destinadas aos jogadores de futebol nas décadas de 70 e 80. Cícero Capacete guarda até hoje seu troféu em sua residência em Fortaleza.

Manchete do Caderno 2 do Jornal O Povo documentando os detalhes de uma vitória histórica

Quem esteve presente no Castelão naquela noite de quarta-feira lembra da intensa alegria e comemoração dos jogadores corais com o apito final do árbitro Leandro Serpa. Quase que por encanto, o título cearense – que não vinha desde 1970 – estava quase nas mãos do Ferroviário. Num dos momentos mais marcantes, Cícero Capacete agradece a Deus caminhando de joelhos de uma área a outra do gramado, tendo lado a lado a companhia do lateral esquerdo Ricardo Fogueira, também de joelhos, e de vários outros curiosos que acompanhavam aquela cena histórica. A vitória histórica do Ferrão veio do futebol de Cícero Capacete, Jorge Luís, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira; Celso Gavião, Jeová (Doca) e Terto; Raulino (Dedé), Paulo César e Babá. O Ceará foi derrotado com Dalmir, Tércio, Pedro Basílio, Darci (Geraldino Saravá) e Bezerra (Beto); Edmar, Artur e Aloísio Guerreiro; Jangada, Ivanir e Tiquinho. A importância desse jogo na história coral é tamanha que muitas vezes o gol de Celso Gavião é usualmente citado como o ´gol do título` de 1979. Na verdade, não foi. Mas é como se fosse por razões óbvias. Aconteceu no jogo 1.709 da história coral. Improvável, eterno, mágico e para sempre lembrado.

RECORDISTA NO FUTEBOL CEARENSE VIVE AFASTADO DO MUNDO DA BOLA

Marcelino 2008_2

Ex-goleiro coral Marcelino escreveu seu nome na história do futebol cearense em 1973

Esse senhor estava semana passada numa oficina mecânica na Av. Rogaciano Leite, em Fortaleza. Papo animado, sempre simpático, porém completamente afastado do futebol. Sequer sabia que havia sido escolhido, há três anos, o goleiro da seleção coral de todos os tempos. Esse é Marcelino, que completou 69 anos de idade em janeiro passado. Continua sendo até hoje o goleiro do futebol cearense com maior número de minutos sem sofrer gols. No campeonato estadual de 1973, foram 1.295 minutos sem a bola entrar na meta do Ferroviário, a quarta melhor marca do Brasil em todos os tempos e entre as dez melhores do mundo. Ele já mereceu algumas citações aqui no blog, inclusive com a postagem de uma entrevista sua gravada pela direção de marketing coral em 2013. Marcelino não é muito afeito à Internet, mas ao ser avisado que existia conteúdo sobre ele no Almanaque do Ferrão, ele não titubeou: “Minha filha olha pra mim“, disse. Esse escreveu seu nome na história coral, não apenas pelo recorde que parece ser eterno, mas também pelas 170 partidas que entrou em campo com a camisa do Ferroviário, atrás apenas de Zé Dias e Jorge Luiz, os dois recordistas na posição em número de jogos.

VOCÊ SABIA QUE TÉCNICO FAHEL JÚNIOR FOI GOLEIRO DO FERRÃO?

fahel

Treinador Fahel Júnior deixou recentemente o comando técnico do Confiança de Sergipe

Você conhece esse treinador? Ele foi demitido recentemente do Confiança/SE. Trata-se de José Herbert de Jesus Fahel Júnior, que nasceu em São Paulo, no dia 25 de novembro de 1963. A trajetória do técnico começou do outro lado do mundo. No Japão, foram 12 títulos em 11 anos. No Brasil, impediu que o Santo André/SP fosse rebaixado para a série C do Brasileiro e, em seguida, conquistou o Campeonato Paulista da Série A-2, em 2008, o que deu ao time o acesso à Série A-1. No futebol sergipano, Fahel  Júnior comandou também o River Plate entre 2011 e 2012. Ele foi goleiro do Ferrão. Você sabia?

Digitalizar0050CL222

Vila Olímpica Elzir Cabral nos anos 80: palco do único jogo de Fahel Júnior no arco coral

Corria o ano de 1989 e o Ferroviário buscava um goleiro para rivalizar com o titular Albertino. A direção coral foi buscar Fahel no São Luiz/RS e ele foi apresentado à torcida coral, no PV, exatamente no dia que o Ferroviário foi campeão do Torneio Ciro Gomes, com direito a uma histórica entrevista do então prefeito de Fortaleza registrada aqui no blog há cerca dois anos. Duas semanas depois, Fahel estreou pelo time coral na primeira partida oficial do Ferrão em seu próprio estádio, no dia de São José, numa goleada de 6×0 em cima do Guarani de Juazeiro. Fahel entrou no segundo tempo quando o placar já estava definido. Foram os seus únicos momentos em campo com a camisa coral. Depois disso, nunca mais jogou. Ficou no banco em alguns jogos e depois rescindiu o contrato. Foi definitivamente uma passagem meteórica na Barra do Ceará, mas o Almanaque do Ferrão não deixa o registro passar em branco. Fique por dentro!

POR ONDE ANDA ATUALMENTE O GOLEIRO CÉLIO DE 2011?

20160212110214_223

Goleiro Célio é atualmente o titular da camisa de número 1 do Bangu no campeonato carioca

Lembra do Célio? Ele chegou na Barra do Ceará para disputar a temporada de 2011 pelo Ferroviário depois de compor elencos de times importantes no futebol brasileiro como Palmeiras/SP e Corinthians/SP. Passou ainda por Red Bull/SP e Serra/ES, onde foi escolhido o melhor goleiro do campeonato capixaba de 2010. Apesar de ter atuado antes em dois amistosos contra times de subúrbio, Célio foi apresentado oficialmente à torcida coral na noite de 30 de dezembro de 2010, no Elzir Cabral, num amistoso contra o Baraúnas/RN que terminou empatado em 1×1. O arqueiro chamou atenção pelos seus 1,95m de altura e encheu de esperança os torcedores que o viram em ação na partida. Hoje, ele é um dos destaques do Bangu/RJ no campeonato estadual do Rio de Janeiro.

celionotime

Célio foi titular no arco do Ferroviário nos primeiros jogos do campeonato cearense de 2011

A passagem do ex-goleiro coral no futebol cearense não foi nada boa. Célio é até hoje lembrado nos estádios pelas falhas e más atuações que decretaram uma sequência de péssimos resultados no início do campeonato estadual de 2011. Foram apenas 9 jogos ao todo com a camisa do Ferroviário, que tratou rapidamente de contratar outro goleiro para assumir a titularidade coral, fazendo com que Célio assinasse sua rescisão de contrato e deixasse o clube após dois meses na cidade. Atuou contra o Crato, Fortaleza, Tiradentes, Quixadá e Itapipoca, totalizando apenas 5 partidas oficiais pelo Ferrão. Ao deixar o Tubarão da Barra, Célio vestiu a camisa do Batatais/SP, Linense/SP e Rio Branco/ES. Ele chegou em setembro do ano passado para o Bangu/RJ, onde é titular desde então, atuando sempre com boa performance. Coisas do futebol, dirão os sábios.

ESTREIA DE JORGE HIPÓLITO MARCOU 25 DE NOVEMBRO DE 1972

jorgehipolito

Jorge Hipólito

Esse é Jorge Hipólito, 1,90m, alto para os padrões da época, goleiro formado no Vasco/RJ e que brilhou no campeonato cearense de 1972 pelo Calouros do Ar. No final daquele ano, num 25 de novembro como hoje, ele fazia sua estreia com a camisa do Ferroviário contra o Quixadá, em amistoso no Elzir Cabral. Seria um dos reforços para a temporada seguinte, mas a negociação falhou e o arqueiro não permaneceu. Pouco menos de um ano depois, acabara de ser dispensado do Ceará e voltou a defender o Ferrão em outro amistoso, dessa vez contra um time amador chamado Coritiba. Novamente, não ficou. Vestiu ainda a camisa do Maguary, Guarany-S, Fortaleza e América/CE. Em 1986, já veterano, selou seu nome com um dos melhores do nordeste conquistando a Série B nacional com o Treze/PB. Morreu em março de 2014, aos 64 anos, vítima de câncer nos ossos. Você sabia?