LUIZINHO DAS ARÁBIAS E UM GOL DA VITÓRIA CONTRA O FORTALEZA

A temporada de 1985 foi de ouro para o centroavante Luizinho das Arábias. Ele foi o artilheiro do campeonato cearense com 24 gols e um dos maiores goleadores dos Estaduais pelo Brasil, empatado com o atacante Bill, do Atlético/GO, que marcou o mesmo número de tentos. Em julho daquele ano, o nosso ídolo enfrentou seu ex-clube, o Fortaleza, e decidiu a parada em favor do Tubarão da Barra por 1×0. Acima, você confere esse gol em vídeo resgatado pelo pesquisador Zidney Marinho. Foi o primeiro gol de Luizinho em cima do tradicional adversário, fato este que se repetiu outras quatro vezes naquele certame. Treinado por Caiçara, o Ferrão bateu o Leão com o futebol de Wálter, Laércio, Arimatéia, Léo e Clésio; Nélson, Alex e Adilton; Cardosinho (Foguinho), Luizinho das Arábias e Carlos Antônio. Já o Fortaleza, comandado pelo ex-lateral direito Louro, jogou com Salvino, João Carlos, Pedro Basílio, Perivaldo e Marcelo; Wilson, Jacinto e Buíque; Amilton Rocha (Ernílson), Celso e Ribamar (Batista). Naquele domingo de vitória coral, o jogo foi arbitrado por Leandro Serpa e marcou a estreia do zagueiro Léo, contratado pelo Ferrão junto ao Remo/PA. Sob a presidência do empresário Caetano Bayma, aquela formação coral foi um dos maiores elencos já montados em toda história do Ferroviário Atlético Clube, só não sendo campeã ao final da temporada em razão de uma sequência de erros de arbitragem.

GOL DE OLIVEIRA CEARÁ E MORTE DE TORCEDOR CORAL NO CASTELÃO

Oliveira Piauí vai pra cima do Fortaleza sob o olhar do zagueiro Arimatéia e do goleiro Giordano

Naquele domingo de 24 de julho de 1977, enquanto o Brasil inteiro tomava conhecimento do famoso caso de assassinato da jovem carioca Cláudia Lessin Rodrigues, Ferroviário e Fortaleza faziam um Clássico das Cores também com clima de tragicidade. Com gols de Oliveira e Alzir, o time coral bateu o Leão por 2×1 no Castelão. Geraldinho marcou o único gol do adversário. O acontecimento trágico da partida aconteceu no momento do gol do meia atacante Oliveira, logo aos 11 minutos de partida. Possivelmente emocionado com o tento coral, o torcedor Lauro Oliveira Martins passou mal e faleceu nas arquibancadas do estádio. De nada adiantaram os primeiros socorros promovidos por torcedores que estavam ao seu redor. Foi uma vitória conseguida com um jogador a menos, já que Kalu foi expulso pelo árbitro Leandro Serpa. O meio campista Joel Maneca, jogador de uma capacidade técnica reconhecida, foi considerado o melhor em campo. Treinado por Pedrinho Rodrigues, o Ferrão venceu com Giordano, Bassi, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Grilo; Joel Maneca  e Danilo Baratinha; Kalu, Oliveira, Oliveira Piauí (Alzir) e Babá (Paulo César Feio). O Fortaleza, treinado por Moésio Gomes, formou com Lulinha, Alexandre, Ivan Limeira, Adalberto e Paulo Maurício; Ubiranir (Lucinho) e Bibi; Geraldinho, Amilton Melo, Geraldino Saravá (Gildásio) e Dudé. O público do jogo foi de 8.489 pagantes. O zagueiro Ivan Limeira, do Fortaleza, havia jogado no Ferroviário na temporada de 1971 e era irmão do folclórico Zé Limeira, famoso torcedor coral falecido em 2004. No Ferrão, o goleador Oliveira, também conhecido como Oliveira Ceará por causa da presença de outro jogador com o mesmo nome, Oliveira Piauí, trabalhou por décadas no clube como supervisor e treinador, passando a adotar o nome José Oliveira.

LEMBRANÇA DA PRIMEIRA VITÓRIA CONTRA O FORTALEZA NO CASTELÃO

Goleador Lula

Hoje são 2 de julho. Nesse mesmo dia, na temporada de 1975, o Ferroviário batia o Fortaleza pela primeira vez atuando no Castelão, com um gol solitário do atacante Lula. O jogo foi válido pelo 2º turno do campeonato cearense e teve o pernambucano Sebastião Rufino como árbitro, perante um público de 11.337 pagantes. O time tricolor era o bicampeão cearense daquele momento, mas não foi páreo para o Tubarão da Barra, treinado por William Pontes. A derrota alijou o Fortaleza de qualquer pretensão de conquistar aquele turno. A vitória coral foi construída com a seguinte formação: Pedrinho, Paulo Tavares, Lúcio Sabiá, Cândido e César; Aucélio e Oliveira; Vanderley, Erandy, Lula e Jeová (Vicente). O adversário, treinado por Moésio Gomes, jogou com Lulinha, Alexandre, Ozires, Nena e Roner; Jeová (Zé Raimundo), Lucinho e Zé Carlos; Luizinho, Amilton Melo e Geraldino Saravá (Dario). O goleador Lula entrou pra história naquele jogo com o gol da vitória. Contratado junto ao Potiguar/RN, ele vestiu a camisa coral em 89 jogos entre 1974 e 1977. Marcou 44 gols no total pelo Ferrão. Naquele mesmo ano de 1975, o jovem Lula terminou o ano como o principal artilheiro do campeonato estadual com 8 gols assinalados.

REGISTRO DO FERROVIÁRIO NO CAMPEONATO CEARENSE DE 2001

Ferroviário Atlético Clube em 2001 – Em pé: Aderson, Hilton, Rogério Carioca, Alencar, Paulo Adriano e Adão; Agachados: Maradona, Zé Carlos Vampeta, Buiú, Dino e Roberto Juazeiro

Mais uma registro do Ferroviário perfilado, dessa vez o time de 2001, antes de um confronto contra o Fortaleza, no PV, em maio daquele ano. Foto diretamente do acervo do preparador físico Fábio Monte, que aparece ao lado do centroavante Adão na imagem. Outros integrantes do clube aparecem também, como o preparador de goleiros Pepe, o roupeiro Aldir, o massagista Fran, agachado, e o diretor de futebol Oliveira, todos situados à esquerda na fotografia. Do lado direito, é possível ver ainda o preparador físico Clovandi Costa. Trata-se de um registro de uma época bastante complicada para estes profissionais, que conviviam com atrasos de salários constantes, greves e falta de uma melhor estrutura para disputar as competições. A prova disso é que o Tubarão da Barra terminou o campeonato cearense de 2001 apenas na sexta colocação, com 23 pontos conquistados. Na temporada anterior, o Ferrão havia lutado contra o rebaixamento no Estadual pela primeira vez em sua história, fato este que se repetiu algumas vezes pelos próximos treze anos.

GOLAÇO DE BRANCO NA FINAL DE TURNO CONTRA O FORTALEZA

Assista o vídeo acima com atenção. Há um quarto de século, ele estava guardado no baú do Almanaque do Ferrão e agora chega ao blog após insistentes pedidos. Trata-se da matéria da TV Verdes Mares do jogo final do 3º turno do campeonato cearense de 1995. Ferroviário e Fortaleza faziam a decisão. Aos 32 minutos da etapa final, o lateral  esquerdo Branco chutou de fora da área e fez o gol do título. Branco foi titular nos Estaduais de 1993 e 1994, mas perdeu a posição para João Marcelo em 1995. Na partida decisiva contra o Fortaleza, Branco havia acabado de entrar em campo, substituindo justamente o lateral titular. O gol de Branco eliminou o Tricolor do Pici do campeonato e garantiu ao Ferrão a chance de jogar por um simples empate contra o Icasa na final do certame, que valeu ao Tubarão da Barra o inédito bicampeonato. Naquela quinta-feira à noite, véspera de feriado, 12.166 pagantes foram ao PV. As duas torcidas dividiram o estádio meio a meio. O treinador Ramon Ramos lançou o Ferrão com Jorge Luiz, Biriba, Santos, Batista e João Marcelo (Branco); Paulo Adriano, Hílton (Piti), Acássio e Esquerdinha; Robério (Nasa) e Reginaldo. O Fortaleza, do técnico Danilo Augusto, perdeu com Souza, Gaúcho (Luciano Melado), Rau, Eduardo e Adriano; Odair, Marquinhos e Darley; Vivinho, Mirandinha (Zé Raimundo) e Serrinha. Dacildo Mourão foi o árbitro da partida. Ao final do jogo, Paulo Adriano levantou o troféu, já que o capitão Ricardo Lima estava suspenso. Na matéria acima, vemos também o atacante Piti, que foi bastante útil naquela campanha. Sem dúvida alguma, um jogo marcante na gloriosa história coral, agora eternizado no Almanaque do Ferrão.

CRÔNICA SOBRE O FERROVIÁRIO NA ESPORTE ILUSTRADO EM 1946

A revista Esporte Ilustrado foi uma importante publicação no Brasil entre 1920 e 1956. Dez anos antes de ser extinta, uma crônica escrita por Índio do Jaguaribe figurou nas páginas da revista versando sobre dois títulos recentes da equipe que representava a Rede de Viação Cearense, a saudosa RVC. Em meio ao texto, o registro fotográfico das formações campeãs do campeonato cearense de 1945 e do Torneio Início de 1946, quando o Ferroviário recebeu a taça que levava o nome do médico, ex-deputado estadual e constituinte Honório Correia Pinto. Na final do Estadual de 1945, a vítima foi o Maguari, que acabou desativando sua equipe de futebol depois da derrota inesperada. Por sua vez, o Fortaleza foi o adversário na final do Torneio Início de 1946. As decisões aconteceram no gramado do PV. Vale a pena conferir a matéria acima e recordar nomes grandiosos dos primórdios da história coral. Muito embora a revista falasse em bicampeonato estadual para o Ferroviário, ele só veio meio século depois.

VITÓRIA DE VIRADA COM GOL DECISIVO DO PELÉ DO NORDESTE

Confira o vídeo acima. É um Clássico das Cores em agosto de 1981. O Fortaleza fez 2×0 logo aos 16 minutos do primeiro tempo. O Ferrão voltou na etapa final disposto a mudar o rumo do jogo e conseguiu uma vitória histórica com gols de Meinha, Jangada e Sima, o Pelé do Nordeste. Assim era a alcunha do craque piauiense Sima, que o Ferroviário foi buscar por empréstimo junto ao River/PI no momento em que negociou em definitivo o ídolo Jacinto para o Cruzeiro/MG. Sima não chegou a brilhar na Barra do Ceará, mas foi um grande nome do futebol nordestino a vestir a gloriosa camisa coral em 38 partidas em 1981. Naquela tarde no Castelão, o habilidoso Sima resolveu a parada a favor do Tubarão da Barra, marcando um belo gol no clássico, que marcou a estreia do zagueiro gaúcho Darci Munique. Repare que na etapa inicial foram utilizadas as camisas com listras na diagonal. No segundo tempo, os jogadores vestiram a camisa tradicional da época que trazia exatamente três listras na horizontal.

Registro da emoção dos jogadores corais após Jangada marcar o gol de empate no Castelão

Depois da saída do treinador uruguaio Juan Alvarez um mês antes, o Ferrão era treinado por Moésio Gomes. Naquele domingo, ele mandou à campo a seguinte formação: Salvino, Laércio (Jorge Bonga), Darci Munique, Nilo e Jorge Henrique; Doca, Meinha e Sima; Jangada, Paulo César Cascavel e Paulinho (Babá). O Fortaleza do técnico Jálber Carvalho jogou com Sérgio Monte, Alexandre, Artur, Lineu e Clésio; Chinesinho (Pinheirense), Odilon e Jadir (Dedé); Mazolinha, Evilásio e Dudé. Os gols do tricolor foram marcados por Evilásio e Mazolinha. O jogo aconteceu no Castelão e teve um público de 10.101 pagantes. A partida foi dirigida por Luis Vieira Vila Nova.

Sima no Ferroviário

Na equipe coral, além do zagueiro estreante Darci Munique, destaque para o jovem lateral direito Laércio, que disputava apenas seu segundo Clássico das Cores na categoria profissional, bem como a presença do ponta esquerda Paulinho, ele que havia sido cedido pelo Cruzeiro na negociação que envolveu a compra do passe do craque Jacinto. Porém, os holofotes do jogo ficaram mesmo em cima do piauiense Sima, que decidiu o jogo. Simão Teles Bacelar é seu nome completo. Ele reside hoje em Teresina, onde foi dez vezes campeão estadual e onze vezes artilheiro do campeonato piauiense. A foto ao lado é um dos raros registros do jogador com a gloriosa camisa do Ferroviário de listras diagonais utilizada em 1981. No mês passado, Sima completou 72 anos de idade. Sua carreira no futebol teve início em 1966 no Piauí Esporte Clube e durou até a temporada de 1987, quando pendurou as chuteiras defendendo mais uma vez o River. Em 2014, Sima ganhou uma grande homenagem: a versão regional do Prêmio Arthur Friedenreich, dado anualmente ao artilheiro do Nordeste na temporada, recebeu o nome de Prêmio Sima exatamente em reconhecimento ao seu talento como craque e goleador.

OS GOLS DE UMA VITÓRIA POR 3X1 NO CLÁSSICO DAS CORES EM 1975

Goleiro Pedrinho puxa a fila no treinamento do preparador Wilson Couto para pegar o Fortaleza

Hoje abrimos os arquivos sonoros do Almanaque do Ferrão e voltamos 45 anos no tempo para resgatar os gols de uma vitória do Tubarão da Barra por 3×1 em cima do Fortaleza no estádio Castelão. O jogo foi válido pelo 3º turno do campeonato cearense de 1975 e teve na arbitragem o carioca Arnaldo César Coelho. O grande nome do jogo foi o experiente atacante Erandy, embora os gols tenham saído dos pés de Jeová e duas vezes de Lula, artilheiro da competição naquela temporada. O quarto zagueiro Cândido, cria da base coral, estava emprestado e descontou para o Fortaleza. Treinado por William Pontes, o Tubarão da Barra venceu com Pedrinho, Paulo Tavares, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Eldo; Vicente, Aucélio e Danilo Baratinha; Lula, Erandy (Chicó) e Jeová. O Fortaleza de Móesio Gomes perdeu com Lulinha, Alexandre, Hamilton Ayres (Ozires), Cândido e Roner; Chinesinho e Zé Carlos; Zé Raimundo, Amilton Melo, Reinaldo (Luizinho) e Geraldino. A brilhante narração abaixo é de Gomes Farias e os comentários de José Tosta, ambos em transmissão ao vivo pela Rádio Verdes Mares de Fortaleza. Ao final do campeonato estadual, Erandy já pensava na aposentadoria e passou a acumular também a função de treinador da equipe e levou um jovem time coral à conquista do Taça Bayma Kerth, uma espécie de Taça Fares Lopes da ocasião. Nascia naquele episódio o treinador Erandy Pereira Montenegro.

MAIS UMA GOLEADA IMPIEDOSA CONTRA O FORTALEZA NOS ANOS 1990

Todo mundo lembra da supremacia coral em cima do Fortaleza na maior parte dos anos 1990. O famoso ´carimbo` de 3×0, 4×0 e 5×0 se repetiu algumas vezes a favor do time coral no período. Considerando os 44 jogos oficiais e amistosos entre 1993 e 1999, o Ferrão assinalou a expressiva marca de 31 gols de saldo contabilizados a partir de 92 marcados e 61 tomados, uma margem consideravelmente folgada, fruto das inúmeras goleadas impostas pelo Tubarão da Barra naquele momento do futebol cearense. Acima, você confere o vídeo de um famoso 4×0 contra o Fortaleza na temporada de 1998. Com gols de Bertoldo, Paulo Adriano, Rômulo e Marquinhos Pernambuco, o Ferrão arrasou o adversário no dia 15 de março daquele ano em jogo válido pelo campeonato cearense. Treinado pelo falecido Argeu dos Santos, o Ferrão se impôs com o futebol de Jorge Luiz, Chiquinho (Alex), Aldemir, Santos e Bertoldo; Solimar, Cantareli (Saulo), Paulo Adriano e Marcelo (Marquinhos); Rômulo e Marquinhos Pernambuco. O técnico Sérgio Lopes escalou o Fortaleza com o futebol de Eduardo, Valdo (Júnior Pipoca), César, Fabiano e Quinho (Da Silva); Pires, Oldair, Pastor e Macula; Barbosa (Válter) e Márcio. As imagens da goleada coral são da TVC e você ainda confere os elogios do apresentador Lima Júnior ao técnico coral. Três meses depois, o time coral ficou com o vice campeonato estadual de 1998 ao perder a final para um Ceará recheado de jogadores contratados e inscritos somente para a decisão do campeonato, num dos episódios mais vexatórios do futebol alencarino  devidamente garantido pelo regulamento da competição.

GRANDE VITÓRIA DO FERRÃO EM CIMA DO LEÃO NO ESTADUAL DE 1981

Os gols acima aconteceram há quase 40 anos. Foi no dia 8 de novembro de 1981, quando Ferroviário e Fortaleza jogaram pelo campeonato cearense no Castelão. O ponta direita Jangada, recentemente falecido, e o ponta esquerda Babá marcaram os gols do Ferrão. Essa vitória foi muito comemorada pois sacramentou a vaga do time coral no campeonato brasileiro do ano seguinte, já que a derrota tirou as chances do Fortaleza de conquistar a vaga para a competição nacional. O goleiro Salvino, atuando pelo Tubarão da Barra, foi o grande nome do jogo. De curioso, Moésio Gomes e Lucídio Pontes, dois renomados treinadores do futebol cearense, em lados opostos. Identificado com o Fortaleza, Moésio era o técnico coral nesse jogo, enquanto que Lucídio, de profunda identificação com o Ferroviário, treinava o Leão na ocasião. Confira as escalações: o Ferrão alinhou com Salvino, Jorge Henrique, Paulo César Piauí, Nilo (Paulo Maurício) e Roner; Doca, Meinha e Sima. Jangada, Roberto Cearense (Paulo César Cascavel) e Babá. Já o Fortaleza perdeu com Washington, Alexandre, Lineu, Luiz César e Clésio; Nélson, Jadir e Brás (Chinesinho); Izone (Viegas), Evilásio e Dudé. O jogo foi válido pelo hexagonal decisivo do 3º turno e teve Luís Vieira Vila Nova no apito, diante de 3.467 pagantes. No vídeo acima, destaque para o golaço de Babá, de falta, em cima do goleiro Washington, que cinco anos depois jogaria no Ceará. No Ferrão, o meia Sima, o maior craque da história do futebol piauiense, vestia a camisa de número 10 do Tubarão da Barra.