A PASSAGEM DO EXPERIENTE GOLEIRO GILBERTO PELO FERRÃO

Favor não confundir com o goleiro homônimo que jogou no Ferrão em 1978. A foto acima é do pernambucano Gilberto, também goleiro, que disputou 10 partidas com a camisa coral na temporada do ano 2000. Gilberto viveu sua grande fase no futebol no início dos anos 1990 com a camisa do Sport/PE, o que lhe valeu uma rentável negociação para defender as cores do São Paulo/SP. Defendeu ainda o Santos/SP e o América/MG, entre outras equipes, antes de desembarcar no Ceará no final da mesma década. No início da temporada 2000 foi anunciado pelo Fortaleza como novo reforço e chegou a vestir o uniforme do clube durante um dia de treino no Pici. Acabou não assinando contrato, pois cogitou receber uma melhor proposta vinda do Paysandu/PA, que acabou não se concretizando. O Fortaleza não gostou do comportamento do atleta e desistiu do acerto. Gilberto foi oferecido ao Ferroviário pelo ex-arqueiro Banana, que atuava na ocasião como seu representante. Insatisfeito com a performance dos jovens Zenga e Wágner nos primeiros jogos do Campeonato Cearense, o experiente Gilberto foi contratado e fez sua estreia pelo Tubarão da Barra, no dia 9 de fevereiro de 2000, contra o Crato, no Elzir Cabral. Foram apenas dois meses no clube, durante um período bastante conturbado da história coral, que acabou combinando com uma série de outros problemas de relacionamento vividos pelo arqueiro na Barra do Ceará. Na sequência de sua carreira, conseguiu viver novamente um bom momento no Náutico/PE. Pendurou as luvas e virou treinador de goleiros com atuação recorrente em times do próprio futebol pernambucano.

EXPERIENTE GILBERTO ESTREIA EM CLÁSSICO DAS CORES EM 1978

Goleiro Gilberto fez sua estreia no arco coral na vitória de 2×1 em cima do Fortaleza em 1978

Foi num 3 de setembro como hoje que o experiente goleiro Gilberto fez sua estreia no arco coral. Corria o 1º turno do Campeonato Cearense de 1978 e ele foi contratado para dar segurança à defensiva do Tubarão da Barra, já que os jovens Paulinho, Edmundo e Giordano não haviam se firmado nos primeiros jogos da competição. Nascido em Getulina, interior de São Paulo, o arqueiro passou por times importantes como São Paulo/SP, América/MG, Santa Cruz/PE e Sport/PE antes de desembarcar na Barra do Ceará, aos 35 anos de idade. Foi peça importante na equipe que fez uma excelente campanha no Estadual e que tinha nomes como Lúcio Sabiá, Doca, Jacinto, Ricardo Fogueira e Paulo César, que serviram justamente de base para a equipe campeã cearense em 1979. Enquanto esteve no Ferrão, Gilberto teve o estrategista Lucídio Pontes como treinador, justamente na temporada que registra a maior média de público nos jogos do Ferroviário em toda a história.

Chamada de uma matéria na Revista do Esporte sobre Gilberto no São Paulo em 6 de julho de 1963

Naquele Clássico das Cores disputado no primeiro domingo de setembro, o Ferrão formou com Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Cândido; Jodecir (Ricardo Fogueira), Doca e Jacinto (Jorge Bonga); Marcos, Paulo César e Babá. O meia Jorge Bonga, ex-Sport/PE, também estreou nesse jogo, à exemplo do lateral Ricardo Fogueira. Ambos iniciaram o jogo no banco. O Fortaleza, do técnico interino Wilson Couto, perdeu com Lulinha, Roner, Celso Gavião, Otávio Souto e Jair; Joel Maneca, Bibi e Lucinho (Batista); Haroldo (Iê), Geraldino Saravá e Dudé. Depois que pendurou as luvas, Gilberto voltou para a capital paulista e trabalhou várias décadas no São Paulo. Durante o período que atuou como preparador de goleiros da base, foi o responsável por revelar Rogério Ceni, que viria a ser um dos goleiros mais emblemáticos do mundo. Gilberto trabalhou também como administrador do CT do tricolor paulista no bairro da Barra Funda. Abaixo, vamos recordar esse vídeo raríssimo com os gols do jogo que marcou a estreia de Gilberto com a camisa de número 1 do Ferrão. Jacinto e Doca marcaram para o Tubarão da Barra e acabaram com o Leão.

MAIS UM EX-JOGADOR DO FERROVIÁRIO FALECEU DE COVID

Anúncio de jornal cearense sobre a estreia do goleiro Ubirajara com a camisa do Ferroviário em 1976

Infelizmente, o ex-goleiro Ubirajara entrou para a lista de jogadores que passaram pelo Ferroviário Atlético Clube que faleceram durante a pandemia de Covid no Brasil. Ele partiu para o plano superior no mês passado, mais precisamente no dia 5 de julho, aos 74 anos de idade. Acima, para homenagear a memória do ex-atleta coral, destacamos uma matéria de jornal sobre a estreia do goleiro no Tubarão da Barra na temporada de 1976, justamente num clássico contra o Ceará. Ubirajara incorpora a lista de nomes como o goleiro Dário, os laterais Ivan Lopes, Naldo, Marcelo Veiga e Ayala, e mais recentemente o tambem goleiro Carlinhos. Todos eles adoeceram de Covid-19 e não resistiram às complicações da doença. Ubirajara fez apenas 7 jogos com a camisa do Ferroviário. Ele era natural de São João de Meriti, no Rio de Janeiro.

IMAGENS RARÍSSIMAS DE UM GRANDE CLÁSSICO DAS CORES EM 1978

Não deixe de ver o vídeo acima. É mais uma pérola resgatada pelo Almanaque do Ferrão. Trata-se de uma vitória coral em cima do Fortaleza pelo campeonato cearense na já longínqua temporada de 1978. Era exatamente um 3 de setembro como hoje, portanto há 38 anos. As imagens dos Gols do Fantástico daquele domingo são as mais antigas que se tem notícia na história do clube. Este é o quarto vídeo referente ao campeonato de 1978 que conseguimos recuperar, depois de buscarmos no fundo do baú os gols de dois jogos contra o Ceará e de uma partida contra o América. Treinado pelo saudoso Lucídio Pontes, o Tubarão da Barra fazia a estreia do experiente goleiro Gilberto, vindo do futebol pernambucano. Os gols foram do craque Jacinto e do eficiente volante Doca, enquanto Ié descontou para o Fortaleza. Foi uma vitória bastante celebrada. Seis dias depois, o Ferrão conquistaria o 1º turno e carimbava o passaporte para as finais do campeonato.

Meio campista Jacinto e treinador Lucídio Pontes em 1978: dois nomes eternos do Ferroviário

Repare na escalação do Ferrão: Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Cândido; Jodecir (Ricardo Fogueira), Doca e Jacinto (Jorge Bonga); Marcos, Paulo César e Babá. O  zagueiro Cândido, formado nas categorias de base do próprio clube, atuou improvisado na lateral esquerda. O experiente Ricardo Fogueira também fez sua estreia nessa partida, entrando no segundo tempo, e logo depois assumiu a titularidade da camisa 6 do Ferroviário. O meia Jorge Bonga, ex-Sport/PE, foi outro estreante naquele domingo. O Fortaleza, do técnico interino Wilson Couto, perdeu com Lulinha, Roner, Celso Gavião, Otávio Souto e Jair; Joel Maneca, Bibi e Lucinho (Batista); Haroldo (Iê), Geraldino Saravá e Dudé. Peceba a presença de Celso Gavião na zaga tricolor, ele que foi a principal contratação do Ferrão no início da temporada seguinte, numa verdadeira rasteira coral dada no Fortaleza. Foi o jogo 1.625 da nossa história, que teve o falecido Gilberto Ferreira no apito e um público pagante de 14.574 pessoas. Depois de cinco anos bastante difíceis, a temporada de 1978 definitivamente reacendia a chama do Ferrão.

ESTREIAS NO DIA 5 DE JANEIRO NA HISTÓRIA DO FERROVIÁRIO

Ontem foi dia 5 de janeiro e esta data faz referência à estreia do Ferroviário em quatro diferentes edições do campeonato cearense ao longo dos anos, mais precisamente nos certames de 2003, 2008, 2013 e 2014. O Almanaque do Ferrão faz agora um breve resumo histórico de cada estreia e contextualiza o impacto comparativo do resultado da partida com o desfecho final do Tubarão na competição.

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Derrota em 2003 e vice-campeonato no final

Em 2003, o Ferroviário montou um time modesto envolto às limitações financeiras de sempre, mas que acabou ficando com o vice-campeonato por ter sido o clube que mais pontuou entre todos os participantes, com exceção evidentemente do campeão Fortaleza, que arrebatou o título arrastão conquistando dois turnos. O resultado da estreia, entretanto, não foi nada animador: derrota para o Maranguape, em pleno PV, por 1×0, num time que jogou com Zezinho, Arildo, Marcos Aurélio, Puma e Marcelo Sabiá (Andrezinho); Édio, Cícero César, Cantareli (Gil Bala) e Júnior Cearense; Danilo (Renatinho) e Guedinho. Foram estes jogadores que garantiram ao Ferroviário o direito da última participação coral na Copa do Brasil, acontecida no ano seguinte, quando a equipe ainda tinha vaga cativa na Série C do Campeonato Brasileiro.

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Estreia também da camisa preta em 2008

Outra estreia num 5 de janeiro ocorreu cinco anos depois, em 2008, no Elzir Cabral, 1×1 com o Itapipoca, numa partida que o time coral cometeu o deslize de inaugurar seu novo uniforme, na cor preta pela primeira vez na história, sob o sol desgastante de um sábado às 15h30. Os jogadores só aguentaram o primeiro tempo e voltaram de branco para a etapa final. O time formou com Marcelo Silva, Júnior Moura, Jaílson, Nemézio e Teles; Dedé, Stênio (Nilsinho), Mazinho e Júnior Ferreira (Guto); Danúbio (Leonardo) e Danilo Pitbull. A estreia nada convincente foi apenas um aperitivo para o que viria ao final da competição: pontuação baixa no Estadual mais importante dos últimos tempos, pois valia uma vaga para a Série C definitiva do Brasileirão, conquistada pelo Icasa, o que para o Ferroviário significou o rebaixamento sumário para jogar apenas a Série D nacional em caso de futuras classificações via campeonato cearense.

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Perfilados para o hino nacional na estreia de 2013

Em 2013, estreia com vitória em cima do Crato, por 1×0, no PV, com um gol do artilheiro Giancarlo nos acréscimos. Época de esperanças promovidas por uma diretoria renovada, uma equipe com média de 20,4 anos de idade e um projeto de gestão de futebol promissor com objetivos de médio e longo prazos, que valeram uma excelente primeira fase de competição apesar de gritantes limitações financeiras, quando por muito pouco a equipe não conquistou depois de 10 anos uma vaga para a Copa do Brasil. Ferrão com Fernando Júnior, Everton (Márcio), Cleylton, Anderson Borges (Kleyton) e Tinga; Lima, Maico Motta, Foguinho e Leandro; Luisinho (Romário) e Giancarlo.

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Goleada com Iarley e ilusões em 2014

No ano passado, a queda, o rebaixamento para a segunda divisão cearense, apesar da impiedosa goleada na estreia, novamente contra o Crato, 7×2 no Castelão. Sem dúvida, um resultado que escamoteou uma péssima pré-temporada e a ruptura por completo de premissas básicas da gestão de futebol em relação ao que vinha sendo posto em prática na temporada anterior. Formado por Fernando Júnior, Mota, Júnior Carvalho, Regineldo e Everton; Vagno Pereira, Haron (Anderson Lourenço) e Jack Chan (Diego); Iarley (Adilton), Rafael e Igor Eloy, essa equipe deu falsas ilusões a um ótimo público presente no estádio, fechando a série de quatro estreias estaduais no dia 5 de janeiro no decorrer de oito décadas.