EXPERIENTE GILBERTO ESTREIA EM CLÁSSICO DAS CORES EM 1978

Goleiro Gilberto fez sua estreia no arco coral na vitória de 2×1 em cima do Fortaleza em 1978

Foi num 3 de setembro como hoje que o experiente goleiro Gilberto fez sua estreia no arco coral. Corria o 1º turno do Campeonato Cearense de 1978 e ele foi contratado para dar segurança à defensiva do Tubarão da Barra, já que os jovens Paulinho, Edmundo e Giordano não haviam se firmado nos primeiros jogos da competição. Nascido em Getulina, interior de São Paulo, o arqueiro passou por times importantes como São Paulo/SP, América/MG, Santa Cruz/PE e Sport/PE antes de desembarcar na Barra do Ceará, aos 35 anos de idade. Foi peça importante na equipe que fez uma excelente campanha no Estadual e que tinha nomes como Lúcio Sabiá, Doca, Jacinto, Ricardo Fogueira e Paulo César, que serviram justamente de base para a equipe campeã cearense em 1979. Enquanto esteve no Ferrão, Gilberto teve o estrategista Lucídio Pontes como treinador, justamente na temporada que registra a maior média de público nos jogos do Ferroviário em toda a história.

Chamada de uma matéria na Revista do Esporte sobre Gilberto no São Paulo em 6 de julho de 1963

Naquele Clássico das Cores disputado no primeiro domingo de setembro, o Ferrão formou com Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Cândido; Jodecir (Ricardo Fogueira), Doca e Jacinto (Jorge Bonga); Marcos, Paulo César e Babá. O meia Jorge Bonga, ex-Sport/PE, também estreou nesse jogo, à exemplo do lateral Ricardo Fogueira. Ambos iniciaram o jogo no banco. O Fortaleza, do técnico interino Wilson Couto, perdeu com Lulinha, Roner, Celso Gavião, Otávio Souto e Jair; Joel Maneca, Bibi e Lucinho (Batista); Haroldo (Iê), Geraldino Saravá e Dudé. Depois que pendurou as luvas, Gilberto voltou para a capital paulista e trabalhou várias décadas no São Paulo. Durante o período que atuou como preparador de goleiros da base, foi o responsável por revelar Rogério Ceni, que viria a ser um dos goleiros mais emblemáticos do mundo. Gilberto trabalhou também como administrador do CT do tricolor paulista no bairro da Barra Funda. Abaixo, vamos recordar esse vídeo raríssimo com os gols do jogo que marcou a estreia de Gilberto com a camisa de número 1 do Ferrão. Jacinto e Doca marcaram para o Tubarão da Barra e acabaram com o Leão.

AMÉRICA É O QUARTO ADVERSÁRIO DE MINAS GERAIS NA VIDA CORAL

Ferroviário joga pela segunda vez na história no Estádio Independência em Belo Horizonte

Em jogo válido pela segunda fase da Copa do Brasil 2021, o Ferroviário enfrenta o América Mineiro em Belo Horizonte. O Coelho é o quarto adversário mineiro na história coral. Antes do atual confronto, o Tubarão da Barra enfrentou o Cruzeiro/MG em partidas realizadas em 1970, 1978, 1981 e 1983, o Atlético/MG nos anos de 1981 e 2018, além do Ipatinga/MG no Campeonato Brasileiro de 2006. Outro detalhe sobre o confronto com o América é que esta é a quarta vez que o Ferroviário atua na cidade de Belo Horizonte, tendo anteriormente realizado dois jogos no Mineirão e um no Estádio Independência, local do confronto desse ano contra o Coelho mineiro. Até a data de hoje, somente dois jogadores deixaram sua marca atuando em Belo Horizonte: o volante Doca e o atacante Almir, ambos no Mineirão. O jogo contra o América/MG é decisivo e quem vencer passa para a terceira fase da Copa do Brasil desse ano. Em caso de empate, teremos uma disputa de pênaltis.

MAIS UM ANIVERSÁRIO DO POLÊMICO JOGO CONTRA O VASCO

Ferroviário Atlético Clube naquele 23/01/1983 – Em pé: Augusto, Laércio, Luisinho, Zé Carlos e Hélio Show; Agachados: Paulo César Cascavel, Betinho, Ednardo, Edson e Jorge Veras

Um jogo bastante polêmico na história coral completa mais um aniversário nesse 23 de janeiro. Naquele domingo de 1983, o Ferroviário fazia sua estreia na Taça de Ouro, a versão equivalente à atual Série A do campeonato brasileiro. O adversário era o tradicional Vasco da Gama, campeão carioca da temporada anterior. Pouco mais de quatorze mil pagantes foram ao Castelão e presenciaram cenas exóticas do árbitro Roberto Nunes Morgado. Completamente transtornado dentro de campo, ele distribuiu vários cartões amarelos em jogadas normais, expulsando ainda Betinho e Doca, e deixando os corais inferiorizados numericamente. Não bastasse enervar os jogadores do Ferrão com atitudes transloucadas nas quatro linhas, o juiz ainda apitou boa parte do jogo correndo apenas na linha lateral, sendo estrepitosamente vaiado pelos torcedores. Num dos momentos mais cômicos daquele domingo, para não dizer trágico ao mesmo tempo, o árbitro deu cartão vermelho até para o policiais que foram obrigados a entrar em campo para acalmar os ânimos. Pouco tempo antes, o árbitro havia sido diagnosticado com transtornos psicológicos. Em 1989, Roberto Nunes Morgado morreu de Aids. Os acontecimentos no Castelão são até hoje lembrados.

Acima, você confere o vídeo raro com os dois gols do jogo. O primeiro foi marcado pelo volante Dudu, que nove anos depois vestiu a camisa do próprio Ferroviário já em final de carreira. O lateral esquerdo Pedrinho fechou o placar com um belo tento. Treinado por Wilson Couto, o Tubarão da Barra formou naquela tarde/noite com o futebol de Hélio Show, Laércio, Nilo, Zé Carlos e Luisinho; Augusto, Edson e Betinho; Ednardo (Doca), Paulo César Cascavel e Jorge Veras. O Vasco da Gama jogou com Acácio, Galvão, Orlando Fumaça, Celso Gavião e Pedrinho; Dudu, Serginho e Roberto Dinamite; Pedrinho Gaúcho (Elói), Ernani e Almir (Marco Antônio). O técnico era Antônio Lopes. Como se vê na escalação, o quarto zagueiro Celso Gavião, campeão cearense pelo Ferrão em 1979, atuava na equipe carioca. Na transmissão do polêmico jogo pela Rádio Verdes Mares de Fortaleza, o lendário narrador Gomes Farias, cunhou uma frase memorável para relatar, aos ouvintes, os rompantes tresloucados do árbitro: “o torcedor cearense que veio ao Gigante da Boa Vista para ver o Roberto Dinamite está vendo outro Roberto, está vendo o árbitro Roberto Nunes Morgado“. 

FOTO RARA DO FERROVIÁRIO EM 1982 DURANTE AMISTOSO EM ITAPIPOCA

Ferroviário em 10/01/1982 – Em pé: Paulo Maurício, Giordano, Darci Munique, Nilo, Jorge Henrique e Augusto; Agachados: Doca, Ednardo, Paulo César Cascavel, Roberto Cearense e Babá

Confira o retrato acima. Ela pertence ao acervo particular do ex-volante Doca e terminou desgastada com o tempo. Se algum nobre torcedor gostar de Photoshop, está aí um prato cheio para restauração! A imagem foi produzida por ocasião de um amistoso de pré-temporada do Ferroviário no estádio municipal de Itapipoca, muito antes do time da casa disputar alguma divisão profissional do futebol cearense. Trata-se de uma fotografia de 1982, mais precisamente do dia 10 de janeiro, quando o Tubarão da Barra bateu a Seleção de Itapipoca por 3×1, gols de Paulo César Cascavel, Ednardo e um gol contra de Dedé. Treinado por Assis Furtado, que anos depois militou na crônica esportiva de Fortaleza, o Ferrão formou Giordano (Edmundo), Paulo Maurício, Darci Munique, Nilo e Jorge Henrique (Laércio); Augusto, Doca (Carlos Brasília) e Ednardo; Paulo César Cascavel, Roberto Cearense e Babá. A escalação do adversário você pode conferir na ficha do jogo 1.869 disponível na versão impressa do Almanaque do Ferrão. Na época, o time coral faturou 200 mil cruzeiros de cota. A vitória foi de virada já que o selecionado de Itapipoca venceu o 1º tempo por 1×0. Meses depois, o atacante Roberto Cearense seria negociado com o Sport/PE.

ÁUDIO RARO DE 30 ANOS ATRÁS COM FORTE EMOÇÃO DOS TORCEDORES

Luizinho das Arábias

Nomes de um time inesquecível em 1985: Alex, Luizinho das Arábias, Cardosinho e Doca

O Almanaque do Ferrão resgata um áudio raríssimo de 30 anos atrás, mais precisamente de dezembro de 1985, quando o Ferroviário sagrou-se vencedor do 2º turno do campeonato cearense após dois jogos decisivos com o Fortaleza. Escute e recorde a grande emoção vivida pela torcida coral no PV, com a participação de nomes da crônica esportiva como Júlio Sales, Chico Rocha, Gomes Farias e Ivan Bezerra, além das vozes emocionadas do ídolo Luizinho das Arábias, do goleiro Serginho, do lateral esquerdo pernambucano Válter, do presidente Caetano Bayma e do lendário Zé Limeira, torcedor símbolo do Ferrão, que tinha um time inesquecível naquele ano. São 6 minutos gloriosos da história coral resgatados diretamente do nosso túnel do tempo. Segure a emoção!