POR ONDE ANDA O ZAGUEIRO ADRIANO FORMADO NA BASE CORAL?

Ex-zagueiro Adriano, que defendeu o Ferrão entre 1991 e 1993, é técnico do Santa Cruz de Recife

Foram 28 jogos com a camisa do time profissional do Ferroviário entre 1991 e 1993. Formado nas categorias de base do próprio clube, ele era titular absoluto no jovem time coral que conquistou a maior façanha entre todas as equipes cearenses na disputa de uma competição nacional de base nos anos 1990. Chegou a ser chamado pra Seleção Brasileira principal no início de sua carreira e atuou também no futebol espanhol por várias temporadas. Estamos falando do zagueiro Adriano. Você sabe por onde ele anda? Pois saiba que ele está mais em evidência do que você imagina. Recentemente, sob o nome profissional de Adriano Teixeira, ele acabou sendo efetivado como treinador do Santa Cruz de Recife nas disputas da Série B do campeonato brasileiro de futebol.

Zagueiro Adriano, ao lado do goleiro Banana, firmou-se no Ferroviário na temporada de 1991

Adriano foi lançado no time principal do Ferrão, pela primeira vez, através do treinador Djalma Linhares. Profundo conhecedor da posição e campeão pelo Ferrão na temporada de 1988, Djalma confiou no jovem Adriano e o lançou como titular no dia 14/04/1991. O Tubarão da Barra fazia sua última partida pelo campeonato nacional daquele ano e atuava nesse dia contra o Parnaíba/PI, vencendo por 4×1, mesmo jogando nos domínios do adversário. Uma semana antes, Adriano acabara de completar 18 anos de idade. Dois meses depois, ele substituiu o zagueiro Aldo num clássico contra o Fortaleza e estreava no campeonato cearense em grande estilo com uma vitória por 3×0. Dali em diante, foram vários jogos como titular até a temporada de 1993, quando foi negociado com o Sport/PE.

Adriano no Santa Cruz de Recife

Além do Sport/PE, Adriano vestiu as camisas do Fluminense/RJ, Vasco/RJ e do próprio Santa Cruz/PE já no final de sua carreira. Na Espanha, defendeu o Celta de Vigo, o Compostela e o Leonesa. Em termos de conquista de títulos, foi  campeão pernambucano em 1994 e 1996, além da Copa do Nordeste, também em 1994, todos pelo Sport de Recife. No ano de 1995, defendendo a Seleção Brasileira Sub-20, Adriano conquistou o Torneio Internacional de Toulon. Após pendurar as chuteiras,o ex-zagueiro do Tubarão da Barra retornou ao Santa Cruz/PE, que o acolheu como auxiliar técnico e o promoveu recentemente, aos 44 anos de idade, ao posto de treinador de sua equipe profissional. Da geração de ótimos atletas formados pelo treinador Edmundo Silveira, entre eles o goleador Mário Jardel, Adriano foi mais uma cria coral que ganhou o mundo em sua carreira profissional e tem o respeito do torcedor do Ferroviário Atlético Clube.

CBF JÁ RECEBIA CRÍTICAS POR CALENDÁRIO NA TEMPORADA DE 1992

Se você acha que a situação do futebol brasileiro é um problema social recente com o desemprego em massa de centenas de equipes e milhares de jogadores, assista o vídeo acima. O problema não é tão recente assim. Conforme a matéria da TV Verdes Mares, em 1992, vários médios e pequenos clubes do país realizaram contratações para a então Série B do campeonato brasileiro, mas a data de início da competição foi diversas vezes adiada pela CBF. Foram dois meses de espera, um prejuízo para as equipes que tiveram que arcar salários e demais custos inerentes a um elenco de jogadores. Comparado aos 8 ou 9 meses que hoje muitos clubes vivenciam de inatividade por temporada, aqueles 2 meses parecem nada. Confira a situação da época na matéria com o treinador Djalma Linhares e os atletas Júnior Piripiri, Toninho Barrote e Jorge Veras, já veterano, que reclamava da falta de condições no clube por não ter chuteiras para treinar. Coisas de um passado não tão distante se comparado à falência atual da maioria dos times no Brasil.

DOS TREINOS NA BARRA DO CEARÁ PARA O FUTEBOL DA FINLÂNDIA

marcomanso

Ex-zagueiro do Ferroviário Atlético Clube em matéria nacional do Globo Esporte

Um ex-jogador do Ferroviário foi destaque ontem na versão nacional do Globo Esporte. A matéria do noticiário esportivo nada tinha a ver com sua passagem pelo time coral ou até mesmo com o futebol do Brasil. Tratava sobre o futebol da Finlândia – isso mesmo – e alguns brasileiros relacionados com o futebol daquele país foram destaque, entre eles, Marco Antônio Manso, ex-zagueiro do Tubarão da Barra no início dos anos 90.

Segundo o Almanaque do Ferrão, foram apenas dois jogos com a camisa do time principal. Em 07/4/91, Manso entrou no lugar do meia Júnior Piripiri e estreou entre os profissionais na derrota por 1×0 para o Auto Esporte/PI, dentro do Elzir Cabral, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Um mês depois, o treinador Djalma Linhares o colocou durante um amistoso contra o Maria Clara no lugar do experiente zagueiro Valdecy. E só. O promissor Manso não teve mais oportunidades e seguiu para o futebol paulista para ganhar o mundo.

Em matéria do portal Tribuna do Ceará em 2013, Manso recordou sua saída do Ferroviário. Após treinar a semana inteira como titular para uma partida contra o Guarany de Sobral, pelo Campeonato Cearense, foi informado no vestiário que ficaria no banco a pedido da diretoria. “Verdade ou não, aceitei e assisti ao jogo do banco mesmo. Mas, como sabia do potencial que eu tinha, não poderia aceitar aquele tratamento e na semana seguinte fui embora para São Paulo”, contou.

Manso chegou a Finlândia em 1998 depois de atuar na Arábia Saudita e Ilha de Malta. Foram 10 anos como jogador do MYPA, o que valeu depois o convite para atuar como diretor executivo do clube, função que exerce até hoje após concluir vários cursos, inclusive uma graduação em Administração. Ano passado, o ex-zagueiro coral esteve no Brasil visitando as categorias de base do Fluminense/RJ, parceiro da equipe finlandesa. Manso é mais um que bebeu a água da Barra do Ceará e ganhou o mundo, fruto do seu esforço, competência e dedicação.