EX-MEIA ARNALDO VISITA A BARRA DO CEARÁ TRINTA ANOS DEPOIS

Campeão Cearense em 1988, o ex-meio campista Arnaldo visitou o memorial do clube na Barra

Arnaldo foi um dos principais nomes do Ferroviário Atlético Clube na brilhante conquista do título estadual de 1988. Era a sua segunda passagem pela Barra do Ceará. Na primeira, em 1985, compôs um time extraordinário que acabou não sendo campeão. Na terceira e última, em 1991, estava já quase no fim de sua carreira. Ano passado, o jogador relembrou suas histórias no time coral numa Live em plena pandemia de Coronavírus. Agora, em 2021, visitando novamente a cidade de Fortaleza para jogar uma competição entre veteranos, Arnaldo fez questão de passar nas dependências da Barra do Ceará, relembrar os velhos espaços e conhecer o memorial do clube entre troféus e imagens históricas. Nos trinta anos desde que vestiu a camisa coral pela última vez, Arnaldo trabalhou com futebol durante 14 anos no Japão, atuou nas categorias de base do Santo André/SP, clube onde é ídolo da torcida e um dos principais nomes da história, e mais recentemente tem trabalhado na gestão de espaços esportivos na prefeitura da cidade. Ontem, na Barra do Ceará, o ex-meia coral reencontrou por acaso o também ex-atleta Danilo Augusto, conhecido como Danilo Baratinha no futebol cearense da década de 1970. Ambos atuaram juntos no Fortaleza em 1980 e recordaram velhas e engraçadas histórias do folclórico treinador João Avelino, entre outras lembranças. Arnaldo também foi reconhecido pelo ex-goleiro Birigui, que apesar de mais jovem, recordou sua passagem: “eu era da base, mas sempre via ele jogando demais na turma do Toninho Barrote e do Evilásio“. Ao lado do gramado, Arnaldo assistiu a vitória de 3×1 do Ferrão em cima do União/CE em partida amistosa. Depois do jogo, quando o sol se pôs na Barra do Ceará, o ex-meia coral foi embora com a certeza de que teve uma tarde de muitas emoções, reconhecimento e mais recordações na memória.

EMPATE COM O GUARANY EM SOBRAL NA TEMPORADA DE 1996

O vídeo acima é o resgate dos melhores momentos de um jogo do Ferroviário pelo Campeonato Cearense de 1996. Corria o 3º Turno da competição, no dia 9 de Junho, e o Guarany, jogando em seus domínios, abriu o placar com o centroavante Mano. O artilheiro Robério empatou para o Tubarão da Barra no segundo tempo. No final do vídeo, podemos conferir entrevistas com o volante Rutênio, cria do próprio Ferroviário, porém emprestado ao Cacique do Vale, e de Luiz Torquato, presidente do Guarany, que declarou ter sido o Ferrão muito superior dentro de campo. A partida teve César Augusto na arbitragem e o Ferroviário formou com Jorge Luiz, Biriba (Borges), Batista, Santos e João Marcelo; Paulo Adriano (Gibi), Silvio César, Marquinhos e Clayton; Robério e Esquerdinha. Danilo Augusto era o técnico coral. Por sua vez, treinado por Teco Teco, o Guarany jogou com Batista, Jadilson (Eraldo), Joãozinho, César e Erandy; Toninho Barrote, Rutênio e Márcio Silva; Lalá, Mano e Léo (Cristiano). Na sequência do campeonato, o Ferroviário Atlético Clube sagrou-se campeão do 3º turno, fazendo a final em dois jogos contra o Quixadá. A conquista qualificou o time coral para a final da competição contra o Ceará.

GOLAÇO DE REGINALDO FRANÇA CONTRA O RIVER AOS 49 MINUTOS

Matéria de jornal sobre a grande vitória do Ferroviário no Campeonato Brasileiro de 2002

Lembra do golaço do Reginaldo França contra o River/PI aos 49 minutos do segundo tempo? Apelidado pelo treinador Danilo Augusto como “Gol de Deus“, o lance, acontecido há exatos 18 anos, foi de uma beleza plástica indescritível. O jogo valia pelas oitavas de final da Série C do Campeonato Brasileiro de 2002. Depois de perder o primeiro confronto por 3×2 em Teresina, o Ferroviário precisava vencer por dois gols de diferença para obter a classificação. O time coral vencia por 1×0, gol de Danilo, e a decisão da vaga ia para os pênaltis, quando o árbitro Alberto Batista Carvalho anunciou cinco minutos de acréscimos. Praticamente no último lance da partida, realizada no PV diante de 2.624 pagantes, o Tubarão da Barra teve um escanteio a seu favor, cobrado por Arildo. Na sequência do lance, o ex-coral Jorge Luiz rebateu a bola pra fora da área e ela caiu nos pés de Reginaldo França, que marcou o tento da classificação. Após o golaço, os torcedores corais foram ao delírio e o jogo logo acabou. Naquele domingo, o time coral formou com Ivanoé, Aírton (Arildo), Marcos Aurélio (Cícero César), Puma e Helinho; Édio, Ricardo Baiano, Danilo e Reginaldo França; Serrinha (Gil Bala) e Guedinho. O time piauiense jogou com Jorge Luiz, Niel, Rauli, Venício e Buiú (Matoso); Jó, Garrinchinha, Esquerdinha (Rondineli) e Lira; Wágner e Mairan (Joniel). Na continuidade da competição, o Ferroviário enfrentou o Nacional de Manaus e foi eliminado nas quartas de final. Abaixo, o próprio Reginaldo França recorda aquele golaço sensacional em áudio especialmente gravado para o Almanaque do Ferrão, falando do lance propriamente dito e das curiosas orientações que recebeu do treinador e do diretor Emanuel Brasileiro na borda do campo antes do lance decisivo.

A NOITE QUE O FERRÃO FECHOU O CAIXÃO DO PRESIDENTE ADVERSÁRIO

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Justino Oliveira Filho teve que entrar no caixão

O futebol e seus casos pitorescos, aquele tipo de assunto que você conta e ninguém acredita. Pois saibam que o Ferroviário já fechou o caixão do Sr. Justino Oliveira Filho na noite de 4 de outubro de 2002, portanto há exatos 13 anos. Ele era o presidente do Tocantins Esporte Clube, time do interior maranhense que cruzou com o Ferrão na 2ª fase do campeonato brasileiro da Série C daquela temporada. No jogo de ida realizado no Estádio Bine Sabbag, na cidade de Santa Inês, o confiante dirigente apostou que entraria dentro de um caixão caso seu time perdesse dentro de casa. O atacante Guedinho fez 2 gols e o time coral venceu por 2×1. Como promessa é dívida, não se sabe de onde surgiu um caixão no estádio e Justino Filho cumpriu o prometido para delírio de apenas 80 pessoas que pagaram para ver o jogo. Dizem as más línguas que Justino era proprietário de uma funerária e usou o fato para promover sua marca. Sabe-se lá.

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Guedinho e Danilo

Estamos falando do jogo 3.007 da história do Ferroviário. Após o confronto e a vergonha gerada para o presidente, o técnico Estevão Leão foi dispensado e o próprio Justino Oliveira Filho dirigiu a equipe maranhense no jogo de volta, ocasião em que o Tocantins/MA tomou de 7×0 no PV. Sob o comando de Danilo Augusto, o Ferrão atuou no confronto macabro de Santa Inês com Ivanoé, Aírton, Marcos Aurélio, Puma e Helinho; Édio, Ricardo Baiano, Adriano Cearense (Ivanildo) e Danilo (Reginaldo França); Serrinha (Nissinho) e Guedinho. Por sua vez, o adversário formou com Leandro, Orlando, Ricardo, Carlinhos e Nogueira; Washington, André, Wágner e Marquinhos; Alan e Cléber. Depois dos maranhenses, o Ferroviário ainda passou pelo Ríver/PI na terceira fase da competição, mas caiu nas quartas de final para o Nacional/AM. Aquela Série C rendeu um sabor amargo de desclassificação quando tudo levava a crer que o time coral tinha potencial para conseguir o acesso. Rendeu também várias histórias, entre elas a da hilária noite que o Tubarão da Barra fechou o caixão do presidente adversário.