GOLAÇO DE REGINALDO FRANÇA CONTRA O RIVER AOS 49 MINUTOS

Matéria de jornal sobre a grande vitória do Ferroviário no Campeonato Brasileiro de 2002

Lembra do golaço do Reginaldo França contra o River/PI aos 49 minutos do segundo tempo? Apelidado pelo treinador Danilo Augusto como “Gol de Deus“, o lance, acontecido há exatos 18 anos, foi de uma beleza plástica indescritível. O jogo valia pelas oitavas de final da Série C do Campeonato Brasileiro de 2002. Depois de perder o primeiro confronto por 3×2 em Teresina, o Ferroviário precisava vencer por dois gols de diferença para obter a classificação. O time coral vencia por 1×0, gol de Danilo, e a decisão da vaga ia para os pênaltis, quando o árbitro Alberto Batista Carvalho anunciou cinco minutos de acréscimos. Praticamente no último lance da partida, realizada no PV diante de 2.624 pagantes, o Tubarão da Barra teve um escanteio a seu favor, cobrado por Arildo. Na sequência do lance, o ex-coral Jorge Luiz rebateu a bola pra fora da área e ela caiu nos pés de Reginaldo França, que marcou o tento da classificação. Após o golaço, os torcedores corais foram ao delírio e o jogo logo acabou. Naquele domingo, o time coral formou com Ivanoé, Aírton (Arildo), Marcos Aurélio (Cícero César), Puma e Helinho; Édio, Ricardo Baiano, Danilo e Reginaldo França; Serrinha (Gil Bala) e Guedinho. O time piauiense jogou com Jorge Luiz, Niel, Rauli, Venício e Buiú (Matoso); Jó, Garrinchinha, Esquerdinha (Rondineli) e Lira; Wágner e Mairan (Joniel). Na continuidade da competição, o Ferroviário enfrentou o Nacional de Manaus e foi eliminado nas quartas de final. Abaixo, o próprio Reginaldo França recorda aquele golaço sensacional em áudio especialmente gravado para o Almanaque do Ferrão, falando do lance propriamente dito e das curiosas orientações que recebeu do treinador e do diretor Emanuel Brasileiro na borda do campo antes do lance decisivo.

A NOITE QUE O FERRÃO FECHOU O CAIXÃO DO PRESIDENTE ADVERSÁRIO

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Justino Oliveira Filho teve que entrar no caixão

O futebol e seus casos pitorescos, aquele tipo de assunto que você conta e ninguém acredita. Pois saibam que o Ferroviário já fechou o caixão do Sr. Justino Oliveira Filho na noite de 4 de outubro de 2002, portanto há exatos 13 anos. Ele era o presidente do Tocantins Esporte Clube, time do interior maranhense que cruzou com o Ferrão na 2ª fase do campeonato brasileiro da Série C daquela temporada. No jogo de ida realizado no Estádio Bine Sabbag, na cidade de Santa Inês, o confiante dirigente apostou que entraria dentro de um caixão caso seu time perdesse dentro de casa. O atacante Guedinho fez 2 gols e o time coral venceu por 2×1. Como promessa é dívida, não se sabe de onde surgiu um caixão no estádio e Justino Filho cumpriu o prometido para delírio de apenas 80 pessoas que pagaram para ver o jogo. Dizem as más línguas que Justino era proprietário de uma funerária e usou o fato para promover sua marca. Sabe-se lá.

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Guedinho e Danilo

Estamos falando do jogo 3.007 da história do Ferroviário. Após o confronto e a vergonha gerada para o presidente, o técnico Estevão Leão foi dispensado e o próprio Justino Oliveira Filho dirigiu a equipe maranhense no jogo de volta, ocasião em que o Tocantins/MA tomou de 7×0 no PV. Sob o comando de Danilo Augusto, o Ferrão atuou no confronto macabro de Santa Inês com Ivanoé, Aírton, Marcos Aurélio, Puma e Helinho; Édio, Ricardo Baiano, Adriano Cearense (Ivanildo) e Danilo (Reginaldo França); Serrinha (Nissinho) e Guedinho. Por sua vez, o adversário formou com Leandro, Orlando, Ricardo, Carlinhos e Nogueira; Washington, André, Wágner e Marquinhos; Alan e Cléber. Depois dos maranhenses, o Ferroviário ainda passou pelo Ríver/PI na terceira fase da competição, mas caiu nas quartas de final para o Nacional/AM. Aquela Série C rendeu um sabor amargo de desclassificação quando tudo levava a crer que o time coral tinha potencial para conseguir o acesso. Rendeu também várias histórias, entre elas a da hilária noite que o Tubarão da Barra fechou o caixão do presidente adversário.