FOTO RARA DO FERRÃO NO CAMPEONATO BRASILEIRO DE 1991

3mar1991

Ferroviário no Elzir Cabral em 1991 – Em pé: Jaime, Celso Gavião, Naldo, Valdecy, Guará e Toninho Barrote; Agachados: Magno, Basílio, Cacau, Ademir Patrício e Arnaldo.

A foto acima não é nada comum. Voltemos até 1991. Repare no patrocínio verde em cima das listras corais. Era da tradicional loja varejista ´A Esmeralda`, de propriedade do ex-presidente Moacir Pereira Lima. Nela, vê-se o vitorioso zagueiro Celso Gavião já no final de sua carreira, além dos experientes jogadores Valdecy, ex-Guarany de Sobral, e Ademir Patrício, ex-Ceará. Perceba também o goleiro piauiense Guará, irmão do também goleiro Jorge Luiz, bicampeão no Ferrão em 1995. Também do Piauí, mais precisamente do Tiradentes/PI, o ponta esquerda Arnaldo. Favor não confundir com o paulista Arnaldo, campeão em 1988 e que também chegou a jogar na temporada de 1991. O registro foi feito no Elzir Cabral, antes de um jogo contra o Moto Clube/MA pelo Campeonato Brasileiro.

A NOITE MÁGICA DAS DEFESAS MILAGROSAS DE CÍCERO CAPACETE

Cicero Capacete em 12/09/1979: uma das maiores atuações de um goleiro no futebol cearense

Todo torcedor do Ferroviário já ouviu falar da noite histórica que um ex-goleiro coral pegou até pensamento no Castelão e garantiu a vitória do Tubarão da Barra, por 1×0, em cima do Ceará. Foi em 12 de setembro de 1979. Portanto, aquele jogo memorável acaba de completar mais um aniversário. Foi exatamente aquela vitória mágica que abriu as portas para o Tubarão da Barra conquistar mais um título estadual, apenas quatro dias depois, ao vencer por 3×0 o Fortaleza, seu conhecido freguês na temporada. Mas por que foi uma vitória mágica? Porque foi algo totalmente improvável em razão do rolo compressor que era o time alvinegro em busca de um inédito pentacampeonato. Diante de 30.801 expectadores, Jangada e Ricardo Fogueira foram expulsos logo no início do jogo. Aos 29 minutos, gol de Celso Gavião para o Ferrão. A partir daí, o Ceará impôs um massacre dentro de campo e o time coral heroicamente suportou a pressão. Vitória épica com a consagração de vários heróis na nossa história, principalmente o goleiro Cícero.

O troféu do Grande Lance Antarctica até hoje guardado pelo ex-goleiro Cícero em sua residência

Antes do grande jogo contra o Ceará, espalhou-se um boato de que Cícero estaria “na gaveta” de dirigentes alvinegros. A diretoria coral entrou em parafuso. A leviandade se espalhou rapidamente como todas as mazelas que circundam o sub-mundo do futebol cearense. Houve quem sugerisse a exclusão do goleiro da meta coral. Cícero Capacete foi a campo e deu a resposta com defesas consagradoras e milagrosas. As bolas que ele não defendeu ou iam pra fora ou batiam na trave. Numa delas, a bola chocou-se no travessão e voltou para os braços do goleiro coral. No lance mais sensacional da partida, Cícero defendeu uma cabeçada à queima roupa do atacante Ivanir, o que lhe valeu o famoso troféu com o pinguim do ´Grande Lance Antarctica`, uma das principais honrarias patrocinadas pelas famosa cervejaria destinadas aos jogadores de futebol nas décadas de 70 e 80. Cícero Capacete guarda até hoje seu troféu em sua residência em Fortaleza.

Manchete do Caderno 2 do Jornal O Povo documentando os detalhes de uma vitória histórica

Quem esteve presente no Castelão naquela noite de quarta-feira lembra da intensa alegria e comemoração dos jogadores corais com o apito final do árbitro Leandro Serpa. Quase que por encanto, o título cearense – que não vinha desde 1970 – estava quase nas mãos do Ferroviário. Num dos momentos mais marcantes, Cícero Capacete agradece a Deus caminhando de joelhos de uma área a outra do gramado, tendo lado a lado a companhia do lateral esquerdo Ricardo Fogueira, também de joelhos, e de vários outros curiosos que acompanhavam aquela cena histórica. A vitória histórica do Ferrão veio do futebol de Cícero Capacete, Jorge Luís, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira; Celso Gavião, Jeová (Doca) e Terto; Raulino (Dedé), Paulo César e Babá. O Ceará foi derrotado com Dalmir, Tércio, Pedro Basílio, Darci (Geraldino Saravá) e Bezerra (Beto); Edmar, Artur e Aloísio Guerreiro; Jangada, Ivanir e Tiquinho. A importância desse jogo na história coral é tamanha que muitas vezes o gol de Celso Gavião é usualmente citado como o ´gol do título` de 1979. Na verdade, não foi. Mas é como se fosse por razões óbvias. Aconteceu no jogo 1.709 da história coral. Improvável, eterno, mágico e para sempre lembrado.

IMAGENS RARÍSSIMAS DE UM GRANDE CLÁSSICO DAS CORES EM 1978

Não deixe de ver o vídeo acima. É mais uma pérola resgatada pelo Almanaque do Ferrão. Trata-se de uma vitória coral em cima do Fortaleza pelo campeonato cearense na já longínqua temporada de 1978. Era exatamente um 3 de setembro como hoje, portanto há 38 anos. As imagens dos Gols do Fantástico daquele domingo são as mais antigas que se tem notícia na história do clube. Este é o quarto vídeo referente ao campeonato de 1978 que conseguimos recuperar, depois de buscarmos no fundo do baú os gols de dois jogos contra o Ceará e de uma partida contra o América. Treinado pelo saudoso Lucídio Pontes, o Tubarão da Barra fazia a estreia do experiente goleiro Gilberto, vindo do futebol pernambucano. Os gols foram do craque Jacinto e do eficiente volante Doca, enquanto Ié descontou para o Fortaleza. Foi uma vitória bastante celebrada. Seis dias depois, o Ferrão conquistaria o 1º turno e carimbava o passaporte para as finais do campeonato.

Meio campista Jacinto e treinador Lucídio Pontes em 1978: dois nomes eternos do Ferroviário

Repare na escalação do Ferrão: Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Cândido; Jodecir (Ricardo Fogueira), Doca e Jacinto (Jorge Bonga); Marcos, Paulo César e Babá. O  zagueiro Cândido, formado nas categorias de base do próprio clube, atuou improvisado na lateral esquerda. O experiente Ricardo Fogueira também fez sua estreia nessa partida, entrando no segundo tempo, e logo depois assumiu a titularidade da camisa 6 do Ferroviário. O meia Jorge Bonga, ex-Sport/PE, foi outro estreante naquele domingo. O Fortaleza, do técnico interino Wilson Couto, perdeu com Lulinha, Roner, Celso Gavião, Otávio Souto e Jair; Joel Maneca, Bibi e Lucinho (Batista); Haroldo (Iê), Geraldino Saravá e Dudé. Peceba a presença de Celso Gavião na zaga tricolor, ele que foi a principal contratação do Ferrão no início da temporada seguinte, numa verdadeira rasteira coral dada no Fortaleza. Foi o jogo 1.625 da nossa história, que teve o falecido Gilberto Ferreira no apito e um público pagante de 14.574 pessoas. Depois de cinco anos bastante difíceis, a temporada de 1978 definitivamente reacendia a chama do Ferrão.

VOLTE ATÉ 1980 E ESCUTE OS GOLS DE FERROVIÁRIO 5×1 TIRADENTES

montenegro e lanzoninho

Montenegro e Lanzoninho em 1980

O Almanaque do Ferrão liga hoje a máquina do tempo e volta até 1980, mais precisamente no domingo, dia 31 de julho. Ferroviário e Tiradentes jogavam, no PV, pela largada do 2º turno do campeonato cearense. Motivado pela conquista recente do 1º turno, o Ferrão atropelou o Tigre com gols de Nilsinho, Jacinto, Celso Gavião, Marco Antônio e Paulo César. William descontou para o adversário. O time coral tinha o empresário Antônio Carlos Montenegro na presidência e era treinado pelo experiente Lanzoninho. Foi o jogo 1.770 da história coral, que teve um público de 2.138 pagantes e arbitragem de Monteiro da Silva. O Ferrão formou com Salvino, Jorge Luís, Lúcio Sabiá (Nilo), Celso Gavião e Jorge Henrique; Jeová, Nilsinho (Doca) e Jacinto; Osni, Paulo César e Marco Antônio. O Tiradentes jogou com Gilmar, Milton, Totô, Júlio e Perivaldo (Adão); Aucélio, Da Silva e Vanderley; Eci (Chico Alves), Dedé e William. O artilheiro Paulo César não balançava a rede adversária há 6 partidas. No quinto tento do Ferrão, de pênalti, o batedor oficial Celso Gavião deu a bola para o goleador coral fazer as pazes com o gol e a torcida foi ao delírio. Aperte o botão abaixo e escute quase 7 minutos com a narração dos gols na Rádio Verdes Mares de Fortaleza.

DA BARRA DO CEARÁ PARA O MUNDIAL INTERCLUBES NO JAPÃO

celsonoporto

Celso Gavião: zagueiro do Porto em 1987

Hoje cedo, o poderoso Barcelona conquistou mais uma vez o título do mundial interclubes no Japão. Você sabia que ex-corais já tiveram o privilégio de saborear essa mesma conquista desde 1960? Como não lembrar de início do lendário Celso Gavião, o maior zagueiro-artilheiro da história do Ferroviário? Depois de deixar o time coral no final de 1980, ele ganhou o mundo e estava na zaga do Porto, campeão mundial em 1987, na final contra o Penarol do Uruguai. Para conseguir o feito, o time português havia conquistado o título de campeão europeu com direito a gol decisivo de falta de Celso Gavião, contra o Dínamo de Kiev, na antiga União Soviética, no episódio que colocou aqueles jogadores na história como os ´heróis de Kiev`. Na grande final, vitória portuguesa em cima do poderoso Bayern de Munique por 2×1 em jogo disputado em Viena. Do Ferrão para o mundo!

jogadores_inter

Clemer, Ediglê, Mossoró e Iarley

O atacante Jardel, em 1995, e o lateral/volante Nasa, em 1998, chegaram perto de repetir o feito de Celso Gavião, com Grêmio/RS e Vasco/RJ respectivamente. Infelizmente tiveram Ajax e Real Madrid pelo caminho e a conquista não foi possível. Por outro lado, Iarley, seis anos depois de deixar a Barra do Ceará, teve a felicidade de conquistar o mundo com a camisa do Boca Juniores da Argentina, em 2003, na final contra o Milan da Itália. Em 2006, ele repetiu a dose, dessa vez defendendo o Internacional/RS na finalíssima contra o Barcelona. E Iarley não estava só. Ele tinha no time campeão o goleiro Clemer, que jogou no Ferrão em 1993, e o zagueiro Ediglê, que havia atuado no time coral em 1997. De quebra, a presença no grupo do potiguar Márcio Mossoró, que não foi inscrito para o mundial interclubes no Japão, mas havia conquistado a Libertadores meses antes ao lado dos ex-corais, ele que passou pelo Sub-20 do Ferrão em 2001 sem nunca ter atuado pelo time profissional. Sete nomes e histórias de mundiais pra contar. Só mesmo no Ferrão.

JOGARAM NOS ADVERSÁRIOS E ENCONTRARAM PORTAS ABERTAS

O vídeo acima apresenta o gol da vitória coral contra o Ceará na narração do competente Brenno Rebouças, semana passada, na estreia de ambos na Taça Fares Lopes, competição cearense que movimenta os clubes no segundo semestre. O tento foi marcado pelo atacante Rinaldo, 40 anos de idade, no melhor estilo da velocidade que o caracterizou há poucos anos como ídolo do Fortaleza em mais de 100 gols assinalados. Rinaldo é certamente o jogador de mais idade que passou por Ceará ou Fortaleza e que depois encontrou guarida no Ferroviário. Que brilhe na Barra como vários outros o fizeram. O Almanaque do Ferrão recorda os principais casos. São mais de 50 nomes. Alguns internautas sentirão saudades, outros podem até sentir dor de cabeça ao recordar certos atletas, mas vale a pena a confecção da lista abaixo.

artuzao

Artur do Carmo: zagueirão pai d´égua

Por ordem alfabética, recorde alguns jogadores que se destacaram no Ceará e que depois atuaram pelo Ferroviário em suas respectivas temporadas: Aírton (1993), Arlindo Maracanã (2011), Argeu (1993), Artur (1979), Daniel (1972), Djalma (1988), Erandy (1975), Erasmo (2000), Expedito Chibata (1965), Guilherme (1959), Ivanildo (2002), Jangada (1981), Januário (2003), Jéfferson (2006), João Carlos (1967), Jorge Costa (1974), Juju (1951), Luciano Oliveira (1974), Marcos do Boi (1967), Marquinhos Capivara (1993), Mastrillo (1998), Magela (1977), Paulo Tavares (1974), Ramon (1984), Roberval (1994), Samuel (1974), Sérgio Alves (2006), Wanks (1994), Wolney (1987), Zezinho (1970) e Zezinho Fumaça (1971).

paulomauricioeroner

Laterais Paulo Maurício e Rôner

Do Fortaleza, ganharam destaque e depois passaram pelo Tubarão da Barra os seguintes nomes: Adílton (1985), Alexandre (1986), Birungueta (1971), Caetano (1989), Celso Gavião (1979), Cícero Capacete (1979), Da Silva (1988), Eliézer (1997), Facó (1967), França (1939), Geraldino Saravá (1980), Gilmar Furtado (1990), Haroldo (1981), Jombrega (1940), Jorge Pinheiro (1994), Louro (1969), Mano (1968), Maradona (2001), Mozart (1966), Lupercínio (1986), Luizinho das Arábias (1985), Nélson (1985), Paulo Maurício (1978), Rôner (1981), Sérgio Monte (1985), Solimar (1998) e Zé Félix (1939).

MÁRIO JARDEL E CELSO GAVIÃO SE REENCONTRAM EM PARTIDA FESTIVA

celsojardel2015

Ídolos corais em Fortaleza

Responda rápido: Celso Gavião e Jardel jogaram juntos no Ferroviário? Não? A foto ao lado foi tirada ontem em Fortaleza. Foi um jogo festivo que reuniu ex-atletas do futebol cearense, aproveitando a passagem de Jardel pelo estado do Ceará, ele que atualmente é deputado estadual no Rio Grande do Sul. Celso Gavião foi campeão cearense em 1979 pelo Ferrão. Jardel tinha apenas 6 anos na ocasião. Em comum, o fato de terem defendido o Vasco/RJ e o Porto. Mas se você acha que eles nunca jogaram juntos, se enganou redondamente. Ambos fizeram parte do elenco coral no finalzinho de 1990. Jardel, em início de carreira, entrou em 2 jogos naquele período. Celso Gavião, na reta final como jogador de futebol profissional, atuou em 6 partidas. Detalhe que o tempo pode tentar apagar, mas o Almanaque do Ferrão recorda pra você.

FILHO HOMENAGEIA PAI COM PRESENÇA DE EX-JOGADORES

cicero05222

Cícero na noite que fez história

Hermano Custódio, torcedor há vários anos do Ferroviário Atlético Clube, comemorou seus 70 anos de idade no último sábado com a presença de inúmeros familiares e amigos. A bela festa aconteceu na nova sede da AABB em Fortaleza, localizada na Av. Barão de Studart, uma das áreas mais conhecidas da cidade, com direito até a partida de futebol entre os presentes. Num clima de alegria e muita descontração, a surpresa principal ficou por conta da presença de três ilustres ex-jogadores do Ferroviário, convidados especialmente pelo filho do aniversariante com o objetivo de prestar uma homenagem ao pai: o ex-zagueiro Celso Gavião, o ex-goleiro Cícero Capacete e o ex-atacante Sérgio Alves.

1979_2

Celso: ídolo da garotada em 79

Celso e Cícero foram duas peças importantíssimas no título estadual de 1979, especialmente na noite de 12 de setembro daquele ano, quando Cícero fechou o gol e foi talvez responsável pela maior apresentação individual de um goleiro em toda história do futebol cearense, garantindo com defesas milagrosas uma vitória em cima do Ceará por 1×0, gol exatamente saído dos pés de Celso Gavião, que naquela oportunidade estava atuando de volante. Muita gente lembra dessa partida como a que definiu o campeonato em favor do Ferrão, embora o jogo do título tenha sido 4 dias depois contra o Fortaleza. Certamente não foi diferente com Hermano Custódio, que agora 36 anos depois, teve o privilégio de contar com dois dos artífices daquela memorável conquista que tirou o penta campeonato do Ceará. Em termos de números, Celso Gavião fez 122 partidas com a camisa coral, marcando 32 gols, o que o qualifica como o maior zagueiro-artilheiro da história do clube. Já Cícero atuou em 34 jogos e, apesar de ter jogado vários anos no Fortaleza, era oriundo do América/RN quando foi contratado pelo Ferroviário.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Sérgio Alves: 12 gols no Ferrão

Sérgio Alves também foi convidado para a festa e se fez presente. Mesmo considerado um dos maiores ídolos do Ceará,  time pelo qual torce o filho do aniversariante, Sérgio Alves teve uma passagem digna no Ferroviário três anos antes de encerrar sua carreira. Foram 28 jogos e 12 gols marcados com a camisa coral, inclusive um deles em cima do próprio Ceará, em jogo válido pelo campeonato cearense de 2007. Depois que penduraram as chuteiras, apenas Cícero não voltou a trabalhar na Barra. Celso e Sérgio atuaram ainda como técnico do clube em 1992 e 2013 respectivamente. Os três foram de grande gentileza para com o aniversariante e seu filho alvinegro, razão pela qual merecem o destaque do Almanaque do Ferrão.

REVEJA OS GOLS DE UMA GOLEADA NUM 7 DE ABRIL COMO HOJE

Que tal recordar um jogo do Ferroviário disputado exatamente na data de hoje? Voltamos no túnel do tempo e vamos até 7 de abril de 1994, um ano mágico para o clube e por consequência para seus fiéis torcedores. Recuperamos as imagens de uma partida realizada naquela noite quando a máquina coral de fazer gols funcionou a pleno vapor. Foi um maravilhoso 6×0 contra o tradicional Calouros do Ar, com 2 gols do ídolo Acássio. Os outros tentos foram assinalados por Cícero Ramalho, Edinho, Nasa e Batistinha, que você pode conferir no vídeo acima.

Ainda treinado pelo carioca José Dultra, ex-zagueiro do Vasco/RJ e do Remo/PA, o Ferrão foi escalado com Dênis, Caetano (Edinho), Batista, Santos e Branco; Lima (Eron), Nasa, Acássio e Basílio; Batistinha e Cícero Ramalho. O Calouros tinha alguns jogadores que passaram pelo Ferroviário, inclusive contava com o comando técnico de Celso Gavião, um dos maiores zagueiros da história coral. Ele escalou o ´Tremendão da Aerolândia` com o futebol de Júnior Lemos, Zé Carlos, Márcio Gomes, Luciano e Paulo César; Feliciano, Idésio (Edmar) e Gilson; Nonato, Célio (Cafuringa) e Ronaldinho.

Após a extravagante vitória em cima do Calouros e de outros bons resultados, o Ferrão viveu dias complicados no campeonato pouco tempo depois. Numa partida contra o América, o Tubarão da Barra quebrava a bola e passou a ser vaiado pela exigente torcida coral. O gol do alívio veio dos pés do atacante Batistinha, que ao comemorar desferiu uma banana para os torcedores que vaiavam a equipe atrás da trave. O mundo quase veio abaixo por conta dessa atitude e gerou um dos raros momentos de desconforto entre time e torcida naquela brilhante temporada até hoje reverenciada.

FOTOS ANTIGAS DO FERRÃO EM EXPOSIÇÃO NO SHOPPING RIOMAR

10968398_10205093322446840_6459248450126775930_n

Ex-corais ontem no RioMar: Geraldino Saravá, Cícero Capacete, Celso Gavião, Erandy e Pacoti

Foi inaugurada na noite de ontem a exposição “A História do Futebol Cearense” no belíssimo Shopping RioMar de Fortaleza. O coquetel de inauguração contou com a presença de personalidades do futebol cearense e o pentacampeão mundial Cafu. Nomes como Pacoti (1955-58, 1966-67), Erandy (1975-76), Geraldino Saravá (1980), Celso Gavião (1979-1980,1990-1991), Marquinhos Capivara (1993) e Cícero Capacete (1979), todos ex-atletas do Ferroviário Atlético Clube nos períodos acima discriminados, prestigiaram o espaço, que fica aberto a visitantes de forma gratuita até o dia 2 de março. Tai uma boa dica para os torcedores corais e apreciadores do futebol cearense.

IMG-20150210-WA0023

Ferrão em fotografias

O Ferrão está contemplado na exposição com seu próprio stand de fotos antigas, com destaque principalmente para algumas imagens das décadas de 60 a 90. Os ex-atletas Pacoti e Mirandinha mereceram seus próprios stands com imagens e jornais de acervo particular. É no stand de Pacoti que se encontra uma foto rara do Ferroviário, publicada na Revista Placar no ano de 1975, com boa parte do elenco coral da época com nomes como o lateral Paulo Tavares, os goleiros Zé Antônio e Pedrinho, o meia Danilo Baratinha, o atacante Lula, artilheiro do campeonato cearense daquele ano, dentre outros jogadores que defenderam o Tubarão da Barra no período. Além disso, um manequim veste o uniforme coral utilizado na temporada de 2012. É só ir no Shopping RioMar e conferir!