EX-PRESIDENTE EM DOIS MOMENTOS DA HISTÓRIA DO FERROVIÁRIO

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Chateaubriand Arrais na cerimônia de entrega do Pinguim da Antarctica para Celso Gavião

Existem nomes que são históricos e eternamente ligados à equipes de futebol. É o caso do ex-presidente Chateaubriand Arrais, que presidiu o Ferroviário entre 1975 e 1977, além de figurar com destaque em várias diretorias até a vitoriosa gestão bicampeã nos anos 90. Recentemente, ele prestigiou um jantar de confraternização da família coral, ao lado de amigos e do filho que leva orgulhosamente seu nome. Podemos vê-lo aqui em dois momentos, o primeiro na já distante temporada de 1979 em evento da Cervejaria Antarctica, ao lado do premiado zagueiro Celso Gavião e do radialista Gomes Farias. Abaixo, a foto mais recente de Chateaubriand Arrais no jantar desse mês de janeiro. Sem dúvida, um nome eterno na história coral e que mais uma vez é lembrado aqui no blog.

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Chateaubriand Arrais, pai e filho em pé, no jantar da família coral antes do campeonato cearense

FOTO RARA DO FERRÃO NO CAMPEONATO BRASILEIRO DE 1991

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Ferroviário no Elzir Cabral em 1991 – Em pé: Jaime, Celso Gavião, Naldo, Valdecy, Guará e Toninho Barrote; Agachados: Magno, Basílio, Cacau, Ademir Patrício e Arnaldo.

A foto acima não é nada comum. Voltemos até 1991. Repare no patrocínio verde em cima das listras corais. Era da tradicional loja varejista ´A Esmeralda`, de propriedade do ex-presidente Moacir Pereira Lima. Nela, vê-se o vitorioso zagueiro Celso Gavião já no final de sua carreira, além dos experientes jogadores Valdecy, ex-Guarany de Sobral, e Ademir Patrício, ex-Ceará. Perceba também o goleiro piauiense Guará, irmão do também goleiro Jorge Luiz, bicampeão no Ferrão em 1995. Também do Piauí, mais precisamente do Tiradentes/PI, o ponta esquerda Arnaldo. Favor não confundir com o paulista Arnaldo, campeão em 1988 e que também chegou a jogar na temporada de 1991. O registro foi feito no Elzir Cabral, antes de um jogo contra o Parnaíba/PI pelo Campeonato Brasileiro.

A NOITE MÁGICA DAS DEFESAS MILAGROSAS DE CÍCERO CAPACETE

Cicero Capacete em 12/09/1979: uma das maiores atuações de um goleiro no futebol cearense

Todo torcedor do Ferroviário já ouviu falar da noite histórica que um ex-goleiro coral pegou até pensamento no Castelão e garantiu a vitória do Tubarão da Barra, por 1×0, em cima do Ceará. Foi em 12 de setembro de 1979. Portanto, aquele jogo memorável acaba de completar mais um aniversário. Foi exatamente aquela vitória mágica que abriu as portas para o Tubarão da Barra conquistar mais um título estadual, apenas quatro dias depois, ao vencer por 3×0 o Fortaleza, seu conhecido freguês na temporada. Mas por que foi uma vitória mágica? Porque foi algo totalmente improvável em razão do rolo compressor que era o time alvinegro em busca de um inédito pentacampeonato. Diante de 30.801 expectadores, Jangada e Ricardo Fogueira foram expulsos logo no início do jogo. Aos 29 minutos, gol de Celso Gavião para o Ferrão. A partir daí, o Ceará impôs um massacre dentro de campo e o time coral heroicamente suportou a pressão. Vitória épica com a consagração de vários heróis na nossa história, principalmente o goleiro Cícero.

O troféu do Grande Lance Antarctica até hoje guardado pelo ex-goleiro Cícero em sua residência

Antes do grande jogo contra o Ceará, espalhou-se um boato de que Cícero estaria “na gaveta” de dirigentes alvinegros. A diretoria coral entrou em parafuso. A leviandade se espalhou rapidamente como todas as mazelas que circundam o sub-mundo do futebol cearense. Houve quem sugerisse a exclusão do goleiro da meta coral. Cícero Capacete foi a campo e deu a resposta com defesas consagradoras e milagrosas. As bolas que ele não defendeu ou iam pra fora ou batiam na trave. Numa delas, a bola chocou-se no travessão e voltou para os braços do goleiro coral. No lance mais sensacional da partida, Cícero defendeu uma cabeçada à queima roupa do atacante Ivanir, o que lhe valeu o famoso troféu com o pinguim do ´Grande Lance Antarctica`, uma das principais honrarias patrocinadas pelas famosa cervejaria destinadas aos jogadores de futebol nas décadas de 70 e 80. Cícero Capacete guarda até hoje seu troféu em sua residência em Fortaleza.

Manchete do Caderno 2 do Jornal O Povo documentando os detalhes de uma vitória histórica

Quem esteve presente no Castelão naquela noite de quarta-feira lembra da intensa alegria e comemoração dos jogadores corais com o apito final do árbitro Leandro Serpa. Quase que por encanto, o título cearense – que não vinha desde 1970 – estava quase nas mãos do Ferroviário. Num dos momentos mais marcantes, Cícero Capacete agradece a Deus caminhando de joelhos de uma área a outra do gramado, tendo lado a lado a companhia do lateral esquerdo Ricardo Fogueira, também de joelhos, e de vários outros curiosos que acompanhavam aquela cena histórica. A vitória histórica do Ferrão veio do futebol de Cícero Capacete, Jorge Luís, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira; Celso Gavião, Jeová (Doca) e Terto; Raulino (Dedé), Paulo César e Babá. O Ceará foi derrotado com Dalmir, Tércio, Pedro Basílio, Darci (Geraldino Saravá) e Bezerra (Beto); Edmar, Artur e Aloísio Guerreiro; Jangada, Ivanir e Tiquinho. A importância desse jogo na história coral é tamanha que muitas vezes o gol de Celso Gavião é usualmente citado como o ´gol do título` de 1979. Na verdade, não foi. Mas é como se fosse por razões óbvias. Aconteceu no jogo 1.709 da história coral. Improvável, eterno, mágico e para sempre lembrado.

IMAGENS RARÍSSIMAS DE UM GRANDE CLÁSSICO DAS CORES EM 1978

Não deixe de ver o vídeo acima. É mais uma pérola resgatada pelo Almanaque do Ferrão. Trata-se de uma vitória coral em cima do Fortaleza pelo campeonato cearense na já longínqua temporada de 1978. Era exatamente um 3 de setembro como hoje, portanto há 38 anos. As imagens dos Gols do Fantástico daquele domingo são as mais antigas que se tem notícia na história do clube. Este é o quarto vídeo referente ao campeonato de 1978 que conseguimos recuperar, depois de buscarmos no fundo do baú os gols de dois jogos contra o Ceará e de uma partida contra o América. Treinado pelo saudoso Lucídio Pontes, o Tubarão da Barra fazia a estreia do experiente goleiro Gilberto, vindo do futebol pernambucano. Os gols foram do craque Jacinto e do eficiente volante Doca, enquanto Ié descontou para o Fortaleza. Foi uma vitória bastante celebrada. Seis dias depois, o Ferrão conquistaria o 1º turno e carimbava o passaporte para as finais do campeonato.

Meio campista Jacinto e treinador Lucídio Pontes em 1978: dois nomes eternos do Ferroviário

Repare na escalação do Ferrão: Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Cândido; Jodecir (Ricardo Fogueira), Doca e Jacinto (Jorge Bonga); Marcos, Paulo César e Babá. O  zagueiro Cândido, formado nas categorias de base do próprio clube, atuou improvisado na lateral esquerda. O experiente Ricardo Fogueira também fez sua estreia nessa partida, entrando no segundo tempo, e logo depois assumiu a titularidade da camisa 6 do Ferroviário. O meia Jorge Bonga, ex-Sport/PE, foi outro estreante naquele domingo. O Fortaleza, do técnico interino Wilson Couto, perdeu com Lulinha, Roner, Celso Gavião, Otávio Souto e Jair; Joel Maneca, Bibi e Lucinho (Batista); Haroldo (Iê), Geraldino Saravá e Dudé. Peceba a presença de Celso Gavião na zaga tricolor, ele que foi a principal contratação do Ferrão no início da temporada seguinte, numa verdadeira rasteira coral dada no Fortaleza. Foi o jogo 1.625 da nossa história, que teve o falecido Gilberto Ferreira no apito e um público pagante de 14.574 pessoas. Depois de cinco anos bastante difíceis, a temporada de 1978 definitivamente reacendia a chama do Ferrão.

VOLTE ATÉ 1980 E ESCUTE OS GOLS DE FERROVIÁRIO 5×1 TIRADENTES

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Montenegro e Lanzoninho em 1980

O Almanaque do Ferrão liga hoje a máquina do tempo e volta até 1980, mais precisamente no domingo, dia 31 de julho. Ferroviário e Tiradentes jogavam, no PV, pela largada do 2º turno do campeonato cearense. Motivado pela conquista recente do 1º turno, o Ferrão atropelou o Tigre com gols de Nilsinho, Jacinto, Celso Gavião, Marco Antônio e Paulo César. William descontou para o adversário. O time coral tinha o empresário Antônio Carlos Montenegro na presidência e era treinado pelo experiente Lanzoninho. Foi o jogo 1.770 da história coral, que teve um público de 2.138 pagantes e arbitragem de Monteiro da Silva. O Ferrão formou com Salvino, Jorge Luís, Lúcio Sabiá (Nilo), Celso Gavião e Jorge Henrique; Jeová, Nilsinho (Doca) e Jacinto; Osni, Paulo César e Marco Antônio. O Tiradentes jogou com Gilmar, Milton, Totô, Júlio e Perivaldo (Adão); Aucélio, Da Silva e Vanderley; Eci (Chico Alves), Dedé e William. O artilheiro Paulo César não balançava a rede adversária há 6 partidas. No quinto tento do Ferrão, de pênalti, o batedor oficial Celso Gavião deu a bola para o goleador coral fazer as pazes com o gol e a torcida foi ao delírio. Aperte o botão abaixo e escute quase 7 minutos com a narração dos gols na Rádio Verdes Mares de Fortaleza.

DA BARRA DO CEARÁ PARA O MUNDIAL INTERCLUBES NO JAPÃO

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Celso Gavião: zagueiro do Porto em 1987

Hoje cedo, o poderoso Barcelona conquistou mais uma vez o título do mundial interclubes no Japão. Você sabia que ex-corais já tiveram o privilégio de saborear essa mesma conquista desde 1960? Como não lembrar de início do lendário Celso Gavião, o maior zagueiro-artilheiro da história do Ferroviário? Depois de deixar o time coral no final de 1980, ele ganhou o mundo e estava na zaga do Porto, campeão mundial em 1987, na final contra o Penarol do Uruguai. Para conseguir o feito, o time português havia conquistado o título de campeão europeu com direito a gol decisivo de falta de Celso Gavião, contra o Dínamo de Kiev, na antiga União Soviética, no episódio que colocou aqueles jogadores na história como os ´heróis de Kiev`. Na grande final, vitória portuguesa em cima do poderoso Bayern de Munique por 2×1 em jogo disputado em Viena. Do Ferrão para o mundo!

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Clemer, Ediglê, Mossoró e Iarley

O atacante Jardel, em 1995, e o lateral/volante Nasa, em 1998, chegaram perto de repetir o feito de Celso Gavião, com Grêmio/RS e Vasco/RJ respectivamente. Infelizmente tiveram Ajax e Real Madrid pelo caminho e a conquista não foi possível. Por outro lado, Iarley, seis anos depois de deixar a Barra do Ceará, teve a felicidade de conquistar o mundo com a camisa do Boca Juniores da Argentina, em 2003, na final contra o Milan da Itália. Em 2006, ele repetiu a dose, dessa vez defendendo o Internacional/RS na finalíssima contra o Barcelona. E Iarley não estava só. Ele tinha no time campeão o goleiro Clemer, que jogou no Ferrão em 1993, e o zagueiro Ediglê, que havia atuado no time coral em 1997. De quebra, a presença no grupo do potiguar Márcio Mossoró, que não foi inscrito para o mundial interclubes no Japão, mas havia conquistado a Libertadores meses antes ao lado dos ex-corais, ele que passou pelo Sub-20 do Ferrão em 2001 sem nunca ter atuado pelo time profissional. Sete nomes e histórias de mundiais pra contar. Só mesmo no Ferrão.

JOGARAM NOS ADVERSÁRIOS E ENCONTRARAM PORTAS ABERTAS

O vídeo acima apresenta o gol da vitória coral contra o Ceará na narração do competente Brenno Rebouças, semana passada, na estreia de ambos na Taça Fares Lopes, competição cearense que movimenta os clubes no segundo semestre. O tento foi marcado pelo atacante Rinaldo, 40 anos de idade, no melhor estilo da velocidade que o caracterizou há poucos anos como ídolo do Fortaleza em mais de 100 gols assinalados. Rinaldo é certamente o jogador de mais idade que passou por Ceará ou Fortaleza e que depois encontrou guarida no Ferroviário. Que brilhe na Barra como vários outros o fizeram. O Almanaque do Ferrão recorda os principais casos. São mais de 50 nomes. Alguns internautas sentirão saudades, outros podem até sentir dor de cabeça ao recordar certos atletas, mas vale a pena a confecção da lista abaixo.

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Artur do Carmo: zagueirão pai d´égua

Por ordem alfabética, recorde alguns jogadores que se destacaram no Ceará e que depois atuaram pelo Ferroviário em suas respectivas temporadas: Aírton (1993), Arlindo Maracanã (2011), Argeu (1993), Artur (1979), Daniel (1972), Djalma (1988), Erandy (1975), Erasmo (2000), Expedito Chibata (1965), Guilherme (1959), Ivanildo (2002), Jangada (1981), Januário (2003), Jéfferson (2006), João Carlos (1967), Jorge Costa (1974), Juju (1951), Luciano Oliveira (1974), Marcos do Boi (1967), Marquinhos Capivara (1993), Mastrillo (1998), Magela (1977), Paulo Tavares (1974), Ramon (1984), Roberval (1994), Samuel (1974), Sérgio Alves (2006), Wanks (1994), Wolney (1987), Zezinho (1970) e Zezinho Fumaça (1971).

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Laterais Paulo Maurício e Rôner

Do Fortaleza, ganharam destaque e depois passaram pelo Tubarão da Barra os seguintes nomes: Adílton (1985), Alexandre (1986), Birungueta (1971), Caetano (1989), Celso Gavião (1979), Cícero Capacete (1979), Da Silva (1988), Eliézer (1997), Facó (1967), França (1939), Geraldino Saravá (1980), Gilmar Furtado (1990), Haroldo (1981), Jombrega (1940), Jorge Pinheiro (1994), Louro (1969), Mano (1968), Maradona (2001), Mozart (1966), Lupercínio (1986), Luizinho das Arábias (1985), Nélson (1985), Paulo Maurício (1978), Rôner (1981), Sérgio Monte (1985), Solimar (1998) e Zé Félix (1939).