ÁUDIO COM A NARRAÇÃO DOS GOLS DE UMA VITÓRIA DO FERRÃO EM 1987

Quer entrar no nosso túnel do tempo e ouvir a narração de dois gols do Ferroviário Atlético Clube no ano de 1987? Aperte o botão acima e volte até a noite de 11 de junho daquele ano. Com a narração de Júlio Sales e reportagem de Ari Bezerra, que compunham a equipe esportiva da extinta Rádio Uirapuru de Fortaleza, escute os gols do meia esquerda Carioca e do ponta direita Mardônio, na vitória por 2×0 em cima do Quixadá, no PV, pelo campeonato cearense. Foi o jogo 2.181 da história coral. Treinado por Erandy Pereira Montenegro, o Tubarão da Barra formou com Walter, Laércio, Arimatéia, Léo (Renato) e Ramos; Edson, Mardoni (Narcélio) e Carioca; Mardônio, Ilo e Carlos Antônio. O Quixadá, do técnico Dema, perdeu com Semilson, Barbosa, Evilásio, Neto e Roberto; Batista (Ivan), Ernando e Rivando; Rildo, Cícero Ramalho e Gilson. Dacildo Mourão foi o árbitro do jogo, que teve um público pagante de 1.161 pessoas.

FINAL DA COPA DO BRASIL REMETE A GOL DE JACINTO PELO CRUZEIRO

Atlético e Cruzeiro fazem uma autêntica final mineira na Copa do Brasil hoje à noite. A cobertura da mídia recai nos últimos dias exatamente nesse grande jogo. Nas resenhas esportivas, o que mais se ouve é a lembrança de grandes partidas entre ambos, confrontos que estabeleceram uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro. Em entrevista ao canal ESPN Brasil, o ex-cruzeirense Nelinho, lateral da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1978, foi enfático: “lembro de um jogo memorável em que o Jacinto, um cearense que o Cruzeiro contratou, fez um golaço e deu a vitória pro nosso time“. Isso mesmo, Jacinto, cria do Ferrão, em ação pelo time alvianil em 1981, mais precisamente no dia 11 de outubro, segundo o Almanaque do Cruzeiro, de Henrique Ribeiro, numa vitória histórica contra o Atlético Mineiro até hoje lembrada.

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Imagem da página 294 da primeira edição do Almanaque do Cruzeiro lançado em 2007

Jacinto foi um dos jogadores mais talentosos surgidos na Barra. Ele foi lançado no time profissional pela primeira vez em 1976 pelo treinador Lucídio Pontes. Foram ao todo 283 partidas com a camisa do Ferroviário, fato este que o credencia como o décimo jogador que mais vezes vestiu o manto coral entre quase 2 mil atletas que tiveram essa honra. Depois de ser campeão cearense em 79 e fazer dois bons campeonatos nacionais, em 80 e 81, a cria coral chamou atenção do Cruzeiro e teve seu passe comprado pela equipe mineira, que além de dinheiro, cedeu o ponta esquerda Paulinho como parte da negociação. Depois de rodar em outras equipes, Jacinto voltou ao Ferrão em 88 e foi novamente campeão, fazendo seu último jogo no Tubarão da Barra no final de 90.

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Jacinto em seus dias de glória pelo Ferrão

A passagem de Jacinto pelo Cruzeiro foi marcada por esse gol até hoje lembrado em Minas Gerais, como bem recordou o ex-companheiro Nelinho, cujo reserva eventual, o lateral Carioca, titular na vitória contra o Atlético entre os vários suplentes em campo, chegou a vestir a camisa do Ferroviário dois anos depois. Na equipe mineira, Jacinto teve a sorte de trabalhar com o lendário Didi, o homem da folha seca que brilhou na seleção brasileira, pai de Bibi, ex-companheiro de Jacinto no próprio Ferroviário. São apenas algumas das várias curiosidades que fazem o futebol, razão pela qual dificilmente o ex-jogador cearense deixará de torcer por seu ex-clube mineiro nas finais da Copa do Brasil que começam a partir de hoje.