RECORDE OS GOLEIROS DO FERRÃO NO INÍCIO DA TEMPORADA DE 1995

Resgatamos o vídeo acima para matar as saudades dos nossos goleiros na vitoriosa temporada de 1995. No início do ano, o arqueiro campeão Roberval, titular na conquista do campeonato cearense de 1994, ainda não havia renovado contrato e três goleiros disputavam a camisa de número 1 na Barra do Ceará, sob o comando do preparador Edmundo Silveira. Com a experiência de quem havia sido campeão como goleiro do próprio Ferroviário em 1979, Edmundo treinava nomes como Birigui e Miguel, ambos egressos da base coral, além do piauiense Jorge Luiz, que voltava de empréstimo ao Itapipoca/CE. Como era de se esperar, o alagoano Roberval renovou contrato e iniciou a temporada como titular, permanecendo assim até meados de setembro, quando Jorge Luiz passou a ser mais utilizado e acabou figurando na meta coral nos jogos mais decisivos da reta final do campeonato cearense, inclusive na grande decisão contra o Icasa, quando o Tubarão da Barra sagrou-se bicampeão estadual. No cômputo geral, Roberval jogou 30 partidas na campanha, Jorge Luiz foi utilizado em 18 jogos e Miguel entrou em duas partidas. Por sua vez, o jovem Birigui acabou não jogando nenhuma partida oficial em 1995, mas obteve uma sequência como titular do Ferroviário, mais maduro, na temporada de 2002. As imagens acima foram veiculadas pela TVC de Fortaleza com reportagem de André Beltrão.

ÚLTIMO GOL DE MIRANDINHA NA ESTREIA CORAL DE 20 ANOS ATRÁS

O Ferroviário estreou no campeonato cearense de 1996 acalentando a conquista do tricampeonato. Era só o que se falava no futebol alencarino. O Almanaque do Ferrão resgata no vídeo acima a estreia coral na competição, no dia 11 de fevereiro daquele ano, jogando contra o Uruburetama no Estádio Antônio de Paula Santos. Foi a partida 2.621 da história coral e marcou o último gol do atacante Mirandinha com a camisa do Tubarão da Barra, ele que havia regressado ao clube para encerrar sua carreira naquela temporada. Não fosse a falha clamorosa do goleiro Birigui no final do jogo, o Ferrão teria conquistado uma vitória de virada atuando fora de casa contra a chamada ´Banana Mecânica`.

Mirandatecnco

Mirandinha: de jogador à técnico

Treinado pelo bicampeão Ramon Ramos, o Ferroviário estreou em busca do Tri com o futebol de Birigui, Biriba, Batista, Santos e João Marcelo; Sílvio César, Odair, Clayton (Marquinhos) e Gibi (Esquerdinha); Dias (Mirandinha) e Reginaldo. Já o Uruburetama, treinado pelo ex-lateral coral Paulo Maurício, jogou com Potiguara, Paulo Santos, Robinho, Valdercisio (Novinho) e Canhão; Chicão, Cilande, Marquinhos e Ednardo; Moisés e Itamar (Chiquinho). Dacildo Mourão apitou a partida diante de um público de 951 felizardos, que testemunharam o último gol de Mirandinha pelo time que o lançou no futebol cearense, pela primeira vez, na segunda metade dos anos 70. O volante Sílvio César, outro que já havia passado pelo Ferrão em anos anteriores, estava de volta e marcou o outro gol coral na partida. Menos de um mês depois, Mirandinha pendurou as chuteiras e passou a ser o treinador do Ferroviário dentro do campeonato cearense, iniciando assim um novo ciclo no futebol, função que voltou a exercer no próprio clube na temporada de 2011.

A MAIOR FAÇANHA CORAL EM NÍVEL NACIONAL NAS CATEGORIAS DE BASE

macae1991

Elenco Sub-17 do Ferroviário que brilhou em competição no interior do Rio de Janeiro em 1991

O Ferroviário sempre se orgulhou do seu trabalho de base e dos jogadores revelados que chegaram a vestir a camisa de clubes importantes no cenário nacional e até internacional. Talvez um dos maiores orgulhos corais nessa área seja o 5º lugar na Copa Macaé Sub-17,  disputada em janeiro de 1991, quando a equipe coral ficou atrás apenas do campeão Flamengo/RJ, Vasco/RJ, Cruzeiro/MG e Botafogo/RJ. Sob o comando do competente Edmundo Silveira, ex-goleiro do próprio Ferroviário no final dos anos 70, jovens corais como Cantareli, Rutênio, Manso, Birigui, Índio e Claudemésio brilharam na competição. A grande maioria dos atletas daquele grupo Sub-17 foi aproveitada no time profissional e dois deles chegaram a Seleção Brasileira: o zagueiro Adriano e o atacante Jardel.

edmundo

Técnico Edmundo Silveira em foto recente

Pouca gente recorda a sequência de jogos do Ferrão rumo ao 5º lugar geral em meio a dezenas de equipes. Na primeira fase, o time coral caiu numa chave com o Macaé/RJ, Confiança/SE e Campo Grande/RJ, classificando na segunda colocação para um mata-mata contra o Madureira/RJ, em jogo vencido pelo Ferrão por 2×0 que credenciou o tubarãozinho para a fase que apontaria os 4 semifinalistas da competição a partir de dois quadrangulares super disputados. No quadrangular do lado do Ferrão, adversários como Vasco/RJ, Corinthians/SP e Noroeste/SP, sendo uma derrota para o time carioca por 0x1, um empate com o Noroeste em 1×1 e uma vitória consagradora em cima do Corinthians por 1×0, mas que não foi suficiente para levar o time coral à semifinal da competição.

Jardel_1991

Jardel em entrevista para TV em 1991

Do elenco de 17 jogadores que disputou aquela copa em Macaé, apenas Ronaldo, Luciano, Régis e Paulo Henrique não vestiram a camisa do time principal nas temporadas seguintes. Os outros 13 atletas tiveram a chance de disputar jogos oficiais ou amistosos pelo Ferroviário. Todos até hoje lembrados no clube como responsáveis pela maior façanha coral em nível nacional nas bases.