INAUGURAÇÃO DO ESTÁDIO DE SÃO BENEDITO COM 10 MIL PESSOAS

Manchete de jornal na inauguração do estádio municipal de São Benedito na temporada de 1976

Foi há 40 anos. Exatamente no dia 31 de outubro de 1976, o Ferroviário foi até a fria cidade de São Benedito, no alto da Serra Grande, para inaugurar o estádio municipal que leva até hoje o nome de Capitão Tarcísio Araújo. Dez mil pessoas estiveram presentes na nova praça esportiva, um verdadeiro recorde para os padrões da época, em grande ação promovida pelo então prefeito Thomás Brandão, que contratou o Tubarão da Barra pela quantia de 12 mil cruzeiros. Foi o jogo 1.522 da história coral. Paulinho Machado e Almir marcaram para o Ferrão, enquanto César marcou 2 gols para o selecionado de São Benedito. O time coral, com uma formação recheada de pratas da casa, teve 2 gols anulados e só chegou ao empate no último minuto de jogo, que teve José Abdala no apito.

Paulinho Machado

Comandado pelo competente Lucídio Pontes, o Ferroviário Atlético Clube jogou com Paulinho, Jorge Henrique, Manoel, Félix e Raimundinho; Carlos (Pinto) e Cláudio Silva; Carlos Alberto, Paulinho Machado,  Almir e Babá. A Seleção de São Benedito, do técnico Leite, jogou com Miranda, Nazion, Edmilson, Fernando e Tim; Fernando II e Cadete; Chiquinho (Américo), Vilmar, César (Neném) e Francisco. Na formação coral, o goleiro Paulinho, o lateral Jorge Henrique e o ponta esquerda Babá permaneceram por mais tempo no clube e foram campeões estaduais três anos depois no Ferrão. O atacante Paulinho Machado, autor do primeiro gol em São Benedito, é filho do lendário Manoelzinho, um dos maiores nomes da história do clube. Ele vestiu a camisa coral em 32 partidas e marcou 11 gols. Desde aquele 31 de outubro, o Ferroviário atuou apenas 6 vezes no estádio municipal de São Benedito, uma delas em caráter oficial, pelo campeonato cearense de 2013, quando foi registrado um novo empate.

FOTO DO FERROVIÁRIO EM 1975 NO ESTÁDIO MUNICIPAL DE QUIXADÁ

Ferroviário Atlético Clube em agosto de 1975 – Em pé: Paulo Tavares, Vicente, Lúcio Sabiá, Pedrinho, Arimateia e Eldo; Agachados: Danilo, Oliveira, Lula, Aucélio e Jeová

Eis o Ferroviário perfilado para um amistoso contra o Quixadá em 1975. A partida foi no estádio municipal da cidade, denominado à época de Luciano Queiroz. Aliás, deve ser no mundo inteiro o estádio que mais mudou de nome ao longo das décadas. Perceba na foto a presença do bigodudo fisicultor Wilson Couto, que também foi técnico do Ferrão. Ainda, nomes como o lateral direito Paulo Tavares, ex-Ceará, o saudoso Oliveira, que posteriormente transformou-se em supervisor e também treinador coral, além de nomes importantes da base do clube como Danilo Baratinha, Aucélio e Jeová. Nota-se também a presença do potiguar Lula, artilheiro do campeonato cearense daquele ano, bem como do veterano lateral esquerdo Eldo, remanescente da equipe campeã estadual de 1970. O Quixadá venceu o amistoso por 1×0. Ferrão vivia uma gravíssima crise financeira.

JOGO EM IGUATU REMETE À CONTRATAÇÃO DE JORGE VERAS

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Jorge Veras: ídolo coral

De virada, o Ferrão venceu hoje mais um jogo válido pela segunda divisão do futebol cearense. O Tubarão da Barra segue com grandes chances de retornar à elite estadual e voltar a enfrentar seus tradicionais adversários, Ceará e Fortaleza, no ano que vem. A vitória por 2×1 aconteceu no Estádio Agenorzão, em Iguatu, contra o time de mesmo nome. Antes de ter a atual denominação, o velho estádio da municipalidade iguatuense chamava-se Morenão. Foi lá, em 6 de maio de 1982, que o Ferrão levou um time misto para enfrentar amistosamente a tradicional equipe do Coiguatu, que disputava a liga local. O time coral levou um chocolate de 3×0, mas ganhou um reforço de peso para o campeonato cearense que estava em pleno andamento: Jorge Veras. O ex-jogador da base do Ceará participou do amistoso com a camisa do Coiguatu, marcou um dos gols, e foi depois convidado para reforçar o Ferrão. Três meses depois já era titular da equipe coral fazendo gols no Presidente Vargas e no Castelão.

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Treinador Paulo Murilo Pardal em entrevista

Vale a pena lembrar da onzena do Ferrão naquele amistoso de 1982 em Iguatu: Edmundo (Bira), Nonato Ayres (Pedro), Zé Carlos (Osmar), Júlio e Arnaldo; Doca, Jorge Bonga e Ednardo; Fernando, Carlos Brasília e Alberto. O treinador era Paulo Murilo Pardal, famoso ex-jogador do Flamengo/RJ na década de 60. Repare na escalação do Coiguatu: Indio, Nilsinho, Neto, Cláudio e Birungueta; Edson, Gêra e Batista; Flávio (Ramos), Jorge Veras (Mário) e Ider (Pelé). Além de Jorge Veras, nota-se no meio campo do time iguatuense a presença do jogador Gêra, cearense que depois se consagraria como um dos melhores jogadores de Futsal do mundo. A chegada de Jorge Veras para o Ferroviário rendeu bons frutos para o time coral. Ele formou com o meia Betinho um dupla infernal de goleadores por duas temporadas e escreveu seu nome na galeria dos inesquecíveis do Tubarão da Barra, fazendo inclusive parte da campanha do Time dos Sonhos do Tubarão da Barra. Parece mesmo que jogar em Iguatu emana bons frutos para o Ferroviário. Que fiquem as boas lembranças e que venha logo o acesso para a primeira divisão do futebol alencarino.

O DIA QUE O MAIOR ÍDOLO DO CEARÁ VESTIU A CAMISA DO FERROVIÁRIO

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Gildo na década de 60

O lendário Gildo Fernandes de Oliveira morreu na manhã de hoje. Ele é o maior ídolo da história do Ceará. Em suas redes sociais, o Ferroviário prestou oficialmente suas condolências, não apenas pelo fato de Gildo ter sido um dos principais nomes do futebol cearense em todos os tempos, mas também por ele ter vestido a camisa do Ferrão em sua carreira profissional. Foi apenas uma vez, no dia 31 de janeiro de 1962, no PV, num amistoso contra o famoso esquadrão do Vasco da Gama. Ele e o zagueiro Alexandre, outro ídolo alvinegro, foram cedidos pelo Ceará especialmente para reforçar o time coral no embate contra os cariocas. E Gildo, no auge de sua forma física, deixou sua marca de goleador também com a camisa do Ferroviário, assinalando o único gol coral na derrota por 3×1. Saulzinho, três vezes, marcou para o Vasco/RJ. Naquele jogo histórico, o único de Gildo com a camisa coral, o Ferrão formou com Zé Alberto, Jurandir e Alexandre; Gilberto (Luis Carlos), Damasceno e Eudócio; Kitt (Valdir), Wellington, Gildo, Lucena e Garrincha. O Vasco atuou com Ita, Belini e Barbosinha; Dario, Nivaldo e Coronel; Joãozinho, Saulzinho, Viladôniga, Lorico e Sabará. Está lá na página 108 do Almanaque do Ferrão, exatamente no jogo de número 787 da história coral, eterno Gildo Fernandes de Oliveira, 1 partida e 1 gol marcado pelo Ferroviário Atlético Clube.