VÍDEO RARO DE 1978 ENTROU NA INTERNET E REVIVE JOGO HISTÓRICO

O vídeo acima merece ser assistido várias vezes. É mais uma raridade do campeonato cearense de 1978, uma das maiores edições da centenária competição em todos os tempos, que apareceu recentemente na Internet. O aviso veio do pesquisador potiguar Zidney Marinho, que publicou a raridade em seu canal no YouTube. As imagens mostram os gols de um clássico contra o Ceará, válido pela triangular decisivo do certame. O jogo foi realizado no dia 10 de dezembro daquele ano, um domingo, e foi considerado a melhor partida do campeonato até então. O Ferrão merecia melhor sorte e no final, o 2×2 acabou sendo considerado injusto. O famoso árbitro Arnaldo César Coelho deixou de marcar um pênalti claro de Darci em cima de Luizinho. Os gols foram de Marcos e Jorge Bonga para o Tubarão da Barra, e Tiquinho, duas vezes, marcou para o Ceará. Abaixo, uma bela foto, colorida artificialmente, mostra a base coral naquele ano, praticamente a mesma onzena que atuou no jogo do vídeo em destaque.

Time base do Ferroviário em 1978 – Em pé: Gilberto, Lúcio Sabiá, Arimatéia, Jodecir, Paulo Maurício e Ricardo Fogueira; Agachados: Marcos, Jacinto, Paulo César, Doca e Babá

Treinado pelo estrategista Lucídio Pontes, o Ferrão empatou com Gilberto, Jorge Henrique, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira; Paulo Maurício, Doca e Jacinto (Jorge Bonga); Marcos (Luizinho), Paulo César e Babá. O Ceará de Moésio Gomes jogou com Sérgio Gomes, Júlio, Artur, Darci e Dodô; Edmar, Amilton Melo e Danilo Baratinha (Serginho); Jangada, Ivanir e Tiquinho. Repare na escala alvinegra, um meio campo de extrema qualidade, com os três atletas formados no próprio Ferroviário e,  eternamente, considerados como ídolos corais. O público no Castelão foi de 19.359 pagantes. Como já foi dito no blog anteriormente, a temporada de 1978 representa até hoje a melhor média de público da história do Ferroviário. Da equipe coral, o experiente Gilberto foi treinador de goleiros de Rogério Ceni no São Paulo/SP, a dupla de zaga Lúcio Sabiá e Arimatéia já é falecida e Paulo César mora no Equador há décadas.

LEGENDÁRIO ARTILHEIRO PAULO CÉSAR FAZIA SUA ESTREIA HÁ 42 ANOS

Artilheiro Paulo César estreava pelo Ferroviário e marcava três gols num 20 de junho como hoje

Foi num 20 de junho como hoje, só que em 1978. Há exatos 42 anos, estreava com a camisa do Ferroviário, um dos maiores goleadores de sua história, o pernambucano Paulo César, contratado junto ao Moto Clube/MA. O primeiro jogo do artilheiro com a camisa coral ocorreu contra o extinto Ferroviário no Maranhão, num amistoso realizado no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Logo em seu primeiro jogo, ele marcou três gols na goleada de 4×0 em cima do adversário homônimo. O placar foi completado pelo atacante Luizinho, o peito de aço. Treinado por Nojosa, o Ferrão jogou com Paulinho (Giordano), Jorge Henrique, Júlio, Cândido e Ayala; Jodecir, Doca e Jacinto; Manuelzinho (Sérgio Luís), Paulo César (Tadeu) e Jeová (Babá)(Luizinho). Trazido do Maranhão por conta dos vínculos da equipe com a RRFSA, o Ferroviário de lá, treinado por Baezinho, jogou com Maciel, Ivan, Alcimar, Reginaldo e Luisinho (Dicol); Jorge Santos, Riba e Gojobinha (Zenon); Zequinha, Mendes e Pelé. Pouco dias antes do amistoso que apresentou o legendário Paulo César, o Ferrão comemorou a conquista do título da Taça Waldemar Alcântara, uma espécie de Taça Fares Lopes da época. A partir de sua estreia, Paulo César participou de 137 jogos e marcou 88 gols.

ÁUDIO RARO DE UM DOMINGO DE FUTEBOL COM VITÓRIA CORAL EM 1978

Babá puxado pela camisa pelo defensor do Tigre

Saudade dos domingos de futebol? Em tempos de pandemia mundial, o negócio é reprisar antigos momentos e aguardar dias melhores com a volta da bola aos gramados. Hoje é dia de viajar no tempo e lembrar em áudio de um domingo de 1978. O Ferrão pegava o Tiradentes pelo 2º turno do campeonato cearense e o endiabrado ponta esquerda Babá era um dos destaques da competição. Ele jogou muito bem na vitória coral por 3×1 naquela tarde. Foram dois tentos do artilheiro Paulo César e outro do lateral direito Paulo Maurício. Dedé descontou para o Tigre. Na ocasião, Ceará e Fortaleza prometeram bicho extra para os atletas do Tiradentes pelo menos empatarem o jogo, já que o Tubarão da Barra marchava célere para a conquista do turno, o que acabou não acontecendo após uma decisão emocionante contra o Tricolor do Pici dias depois. O técnico Lucídio Pontes utilizou naquela vitória a seguinte formação: Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira (Jorge Henrique); Doca, Jacinto e Jorge Bonga (Luizinho); Marcos, Paulo César e Babá. O treinador Tenente Castro lançou o Tiradentes com Tarcísio Abelha, Carlito, Nilo, Luís Augusto (Adão) e Cafifa; Citó, Nilsinho e Oliveira (Marcos); Dedé, Alves e William. Atenção no ótimo público no PV: 7.189 pagantes. Não à toa, já foi abordado aqui ser justamente a temporada de 1978 aquela como maior média de público do Ferrão em toda a história. Abaixo, você recorda a narração dos gols daquele jogo nas vozes de Gomes Farias, Edvaldo Pereira e do saudoso comentarista Paulino Rocha na Rádio Verdes Mares.

UM CLÁSSICO DAS CORES ANTOLÓGICO PRA NUNCA ESQUECER

Clássico das Cores antológico do campeonato cearense de 1978 terminou em disputa de pênaltis

Houve um tempo em que o campeonato cearense arrebatava multidões. Disputado em apenas quatro meses – algo muito semelhante com o tempo de duração dos estaduais hoje em dia – o certame alencarino de 1978 foi um sucesso de bilheteria. Não à toa, aquela temporada registra até hoje a maior média de público da história coral. O futebol local vivia uma época de ouro e clássico era sempre disputado no melhor estádio disponível. Ferrão e Fortaleza protagonizaram, no Castelão, a final do 2º turno do Estadual de 1978 e 30.407 pagantes compareceram ao jogo naquela tarde/noite de 29 de outubro. A partida foi arbitrada pelo carioca Luís Carlos Félix. Depois de um 0x0 nos noventa minutos, as duas equipes disputaram mais trinta minutos de prorrogação e o placar eletrônico do Castelão teimou em não se movimentar. Pelo regulamento da competição, a decisão foi para o pênaltis e o Clássico das Cores, ou o “Ferrofort“, como era também chamado na ocasião, escrevia nas páginas da história um de seus momentos mais antológicos. O Fortaleza levou a melhor vencendo por 5×4 e comemorou com muita emoção. O Tubarão da Barra, que já tinha vencido o 1º turno, lamentou o desfecho da grande final do returno e seguiu em frente na competição. O Ceará ganhou o último turno e as três equipes foram para o ´Super Turno`, ficando o alvinegro com o histórico tetracampeonato estadual, aquele do gol do Tiquinho.

Veterano goleiro Gilberto, ex-Santa Cruz/PE, foi o goleiro coral naquela disputa de pênaltis

Toda vez que um Clássico das Cores se realiza, como o de hoje pelo campeonato estadual de 2020, os comandantes do futebol cearense deveriam lembrar dos grandes jogos na história e organizar a competição com mais atrativos e menos aberrações. Mas isso aí é outro assunto. Vale mais o registro histórico de um clássico inesquecível para quem estava no Castelão naquele domingo de 1978, como o Prof. Valdinar Custódio, falecido já há muito tempo, mas que sempre comentava sobre essa derrota dolorosa em suas memórias orais durante saudosos bate papos na roda de jovens amigos de seus filhos, entre eles, este blogueiro, sempre presente e atento a tudo que ele contava. Talvez, lá no céu, ele já tenha perdoado o lateral Ricardo Fogueira por perder a segunda cobrança. Treinado por Lucídio Pontes, o Ferrão jogou com Gilberto, Paulo Maurício, Lúcio Sabiá, Arimatéia e Ricardo Fogueira; Jodecir, Doca e Jacinto (Jorge Bonga); Marcos (Luizinho), Paulo César e Babá. O tricolor, do técnico Moacyr Menezes, ganhou com Lulinha, Pepeta, Chevrolet, Celso Gavião e Dudé; Otávio Souto, Lucinho (Batista) e Bibi; Haroldo (Delmo), Geraldino e Da Costa. O Ferrão iniciou os penais com Jorge Bonga. Ricardo Fogueira perdeu a segunda cobrança e, em seguida, Doca, Babá e Paulo Maurício converteram suas finalizações. O Fortaleza acertou todos os chutes na seguinte ordem: Bibi, Da Costa, Delmo, Dudé e Celso Gavião. Por ironia do destino, o zagueiro Celso, três meses depois, foi contratado pelo Ferrão e tornou-se um dos grandes ídolos da história coral. Reviva  aquele momento mágico na memória dos Clássicos das Cores escutando o áudio abaixo. Resgatamos a histórica transmissão dos gols na disputa de pênaltis na voz de Gomes Farias, Bezerra de Menezes e Edvaldo Pereira, durante a transmissão da Rádio Verdes Mares de Fortaleza. Um registro antológico de um clássico antológico.

MAIOR ARTILHEIRO EM ESTADUAIS ENTRA NA COLEÇÃO LEGENDÁRIOS

Arte promocional do quinto exemplar da série Legendários com o ex-centroavante Paulo César

O ex-atacante Paulo César, campeão cearense pelo Ferroviário em 1979, estampa o quinto exemplar da série ´Legendários` de copos colecionáveis do clube, que são disponibilizados nos estádios por ocasião dos jogos do Tubarão da Barra pela Série C desse ano em Fortaleza. O pernambucano é até hoje o jogador que mais gols marcou  pelo Ferrão numa mesma edição de campeonato estadual. Foram 29 tentos assinalados no certame de 1979, sendo dois deles no jogo decisivo contra o Fortaleza, cujo vídeo raríssimo foi publicado aqui no blog no início desse ano. Paulo César já foi tema de algumas matérias do Almanaque do Ferrão, seja pelo motivo da descoberta de outro vídeo raro com gols que marcou logo no primeiro ano de sua passagem pelo Ferrão, em 1978, ou pelo fato dramático de sua própria família não ter notícias do ex-atleta coral por cerca de trinta anos. Na ocasião, graças ao blog, seus familiares e Paulo César, que fixou residência no Equador desde os anos 1980, mantiveram um contato emocionante pela Internet depois de longos anos. Entre 1978 e 1981, foram 137 partidas e 88 gols com a camisa coral. Quando estava no Ferrão, Paulo César foi negociado com o Santa Cruz/PE por cifras astronômicas para o padrão do futebol cearense na época. Passou pouco tempo em Recife e depois voltou ao Tubarão da Barra. No ano que se despediu definitivamente do Ferrão, foi atuar no Equador pela Liga de Quito (LDU), onde foi vice-campeão nacional, marcou 25 gols e levou sua equipe à Copa Libertadores. Depois, foi contratado pelo famoso Barcelona de Guayaquil, onde se tornou astro nas três temporadas seguintes, uma verdadeira lenda na história da equipe, marcando 6 gols em jogos da Libertadores e 55 gols no campeonato nacional de 1982 a 1984. Paulo César é mais um Legendário coral.

MOMENTO DE CRISE QUE ORIGINOU A CONQUISTA DE UM TÍTULO ESTADUAL

Jornal O Povo destacava saída de Célio Pamplona da presidência do Ferroviário em 1979

O Jornal O Povo recordou na semana passada uma matéria de 1979 destacando uma crise interna no Ferroviário que culminou com a saída do presidente Célio Pamplona. O clube vinha de uma boa campanha na temporada anterior, quando quase chegou a vencer um turno, perdendo-o apenas numa memorável disputa de pênaltis com o Fortaleza. Ressalta-se ainda que 1978 é até hoje a temporada que registra a maior média de público nos 85 anos de história do Ferrão. A média foi de 3.974 pagantes por jogo. Por motivos diversos, o presidente Célio Pamplona não permaneceu para 1979 e José Rego Filho assumiu a presidência numa diretoria formada por Ruy do Ceará, Chateaubriand Arrais, entre outros. O resto da história todo mundo sabe. Em setembro daquele ano, o Ferroviário sagrou-se campeão estadual depois de nove anos.

EX-ZAGUEIRO CORAL NOS ANOS 1970 FALECEU DURANTE A SEMANA

Mesmo aposentado dos gramados, Félix nunca deixou de ser zagueiro jogando entre os amigos

Faleceu Félix, ex-zagueiro do Ferroviário entre 1975 e 1978. Cria das categorias de base do próprio clube, Francisco de Assis Félix da Silva participou de 27 partidas pelo time profissional do Ferrão em toda a história. Sua primeira partida pelo time principal aconteceu em 31/08/1975, justamente na estreia coral no Torneio Bayma Kerth, competição idealizada pela Federação Cearense para ocupar o calendário dos times que não participavam do campeonato nacional naquela temporada. O Ferrão foi o campeão da competição e Félix participou de 3 partidas na campanha. O ex-zagueiro coral fez apenas um jogo oficial pelo campeonato cearense com a camisa coral. Foi no dia 25/09/1977, no Castelão, na derrota por 2×0 para o Guarani de Juazeiro, quando fez dupla de zaga com Júlio Araújo. Na ocasião, o Ferrão entrou com um time misto já que os titulares estavam em excursão para amistosos no Maranhão. Aquela derrota coral derrubou milhares de apostadores do teste 388 da Loteria Esportiva. Félix ainda conquistou, com a camisa coral, a Taça Waldemar Alcântara em 1978. Jogou também no Tiradentes e no Icasa, além de ser conhecido no futebol suburbano, onde atuou no Valença, Noturno e no Milan. Ultimamente, o ex-zagueiro lutava contra a depressão.

CAMISA COM LISTRAS NA DIAGONAL VOLTAM A SER USADAS APÓS 37 ANOS

Zagueiro Afonso e a camisa de 2018

Depois de apresentar um modelo dourado e outro laranja na época da segunda divisão cearense, o Ferrão voltou a inovar em relação a seu uniforme de jogo. Dessa vez, a novidade não está relacionada com a terceira camisa, mas sim com a primeira. Depois de 37 anos, o Tubarão da Barra volta a utilizar o padrão branco com listras corais na diagonal. Diferente do modelo utilizado pela última vez na temporada de 1981, a camisa atual simplifica, moderniza e apresenta apenas uma listra vermelha e outra preta na diagonal. Pra variar, houve quem gostou, mas também quem odiou, porém ninguém pode negar a óbvia referência histórica da nova camisa coral.

Ponta Paulinho em 1981

A camisa com listras diagonais foi utilizada muitas vezes no Campeonato Cearense de 1978, conforme já mostrado aqui no Almanaque do Ferrão através do resgate inédito do vídeo de um gol do ex-lateral Ricardo Fogueira, contra o Fortaleza, além da postagem sobre o deputados estaduais eleitos naquele ano. Depois, esse modelo passou a ser utilizado algumas vezes nas temporadas seguintes, revezando com o padrão  branco de listras horizontais e com o uniforme coral de listras verticais. Em 1981, o Ferroviário disputou suas últimas partidas com a camisa de listras diagonais, numa época em que o clube contava com nomes como o goleiro Procópio, o zagueiro Darci Munique, o craque piauiense Sima, o centroavante Roberto Cearense e o ponta esquerda Paulinho, ex-Cruzeiro/MG, cedido ao Ferrão como parte da negociação da compra do cearense Jacinto por parte do time mineiro. Portanto, ao inovar em 2018 com uma adaptação nova para aquele modelo antigo, o Ferroviário faz uma conexão histórica com seu próprio passado.

NÃO FALTAVA DEPUTADO ESTADUAL COM A CAMISA DO FERROVIÁRIO

Ilustres Deputados Estaduais na Assembleia Legislativa do Ceará com a camisa do Ferroviário

O retrato acima foi tirado em dezembro de 1978. Nele, estão alguns Deputados Estaduais eleitos em 15 de novembro daquele ano para a legislatura entre 1979 e 1982. Ao todo, a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará recebeu 22 representantes da ARENA e 11 do MDB, os dois únicos partidos brasileiros na ocasião. Na imagem acima, alguns Deputados resolveram posar com os modelos da camisa coral naquela temporada. Com a bola na mão e com camisa de goleiro, vê-se Aquiles Peres Mota, ex-presidente do Tubarão da Barra. Ao seu lado, as Deputadas Douvina de Castro e Maria Luiza Fontenele, que sete anos depois elegeu-se Prefeita de Fortaleza. O Almanaque do Ferrão reconheceu mais alguns na imagem, a saber: Airton Maia Nogueira, Etevaldo Nogueira Lima – também ex-presidente do Ferrão, Júlio Rego e Ubiratan Aguiar, além do Deputado Paulino Rocha, comentarista da Rádio Verdes Mares, que faleceu poucos meses depois. Em tempo: na temporada de 2018, depois de 37 anos, o Ferroviário voltará a usar uma camisa com listras diagonais.

FAMÍLIA ACHAVA QUE ARTILHEIRO CORAL ESTIVESSE MORTO

Paulo César em foto da família

Em setembro desse ano, o Almanaque do Ferrão publicou uma matéria sobre o paradeiro de Paulo César, grande artilheiro coral entre o final da década de 70 e começo dos anos 80. Ele foi o goleador máximo do campeonato cearense de 1979, conquistado brilhantemente pelo Tubarão da Barra. Após sua passagem pelo futebol alencarino, Paulo César foi jogar profissionalmente no Equador e por lá fixou residência, perdendo posteriormente o contato com sua família que reside em Pernambuco. Após a publicação do blog, os familiares do ex-goleador coral entraram em contato informando a grande repercussão da postagem dentro do núcleo familiar. A sensação de alívio foi a mais evidenciada entre eles. Devido aos quase trinta anos sem mensagens de Paulo César, seus irmãos achavam que ele já havia falecido. A surpresa de vê-lo no vídeo publicado em nosso blog, com imagens do ano passado no Equador, encheu o coração de seus irmãos de alegria. Agora, eles querem achar Paulo César e matar a saudade.

Irmãos do ex-artilheiro Paulo César em Pernambuco: Maria de Fátima, Severino e Maria Leda

O último contato de Paulo César com Maria Leda Pires Dino, sua irmã, ocorreu durante as Olimpíadas de Seul, em 1988. A comunicação entre ambos sempre se dava por carta, independente do local que Paulo César estivesse jogando. Nesse longo período sem contato, o ex-artilheiro coral sequer pôde ser informado do falecimento da mãe, que tentou muitas vezes buscar informações do filho, além da morte de seu irmão chamado Josivaldo Pires Dino. Agora, quase três décadas depois e diante da surpreendente notícia de que Paulo César está vivo, Maria Leda e os irmãos Maria de Fátima e Severino, desejam retomar o contato para matar as saudades do querido irmão de uma vez por todas. Um outro irmão dele, que mora em São Paulo, também está ansioso por isso. A família já procurou, através do Facebook, o próprio Barcelona de Guayaquil, clube que homenageou Paulo César em 2016, buscando obter mais informações sobre o paradeiro do atleta no Equador. Esperamos que o ex-goleador coral seja encontrado pela família e certamente o fato merecerá o devido destaque aqui no blog. Enquanto isso não acontece, reveja abaixo um vídeo raríssimo com dois gols do goleador Paulo César em partida válida pelo campeonato cearense de 1978.