POR ONDE ANDA O AUTOR DO GOL QUE GARANTIU O TÍTULO DE 1968?

João Carlos: foto e camisa de 2020

Aos 84 anos de idade, esse senhor da imagem ao lado tem muitas histórias pra contar, segurando a foto histórica do campeão estadual de 1968 na moldura e vestindo a camisa de 2020 que recebeu de presente de seus familiares. Semana passada, comemoramos mais um aniversário daquela brilhante conquista invicta, até hoje não repetida por nenhuma outra equipe ganhadora das mais de cinquenta edições do campeonato cearense desde então. Residindo há vários anos na cidade de Mauá, interior de São Paulo, nosso ex-jogador lembra até hoje do gol que marcou contra o Fortaleza, no PV, no dia da inesquecível conquista. João Carlos é seu nome, parte bonita da nossa história. Pelo Ferroviário Atlético Clube, foram exatamente 97 partidas disputadas entre 1967 e 1969, além de 45 gols marcados com a camisa coral no total.

João Carlos em foto de  1968

No título invicto de 1968, João Carlos Pinto, seu nome completo, figurou na onzena principal ao lado de nomes eternamente emblemáticos como Cavalheiro, Luiz Paes, Gomes, Edmar, Coca Cola, Mano, Paraíba, Raimundinho, entre outros. Antes de vestir o manto do Ferrão, o meia atacante João Carlos já havia defendido a dupla Fortaleza e Ceará em temporadas anteriores. Depois que deixou o futebol cearense, nosso ex-jogador mudou para Pernambuco e depois foi parar no Rio de Janeiro, onde longe do futebol, trabalhou por dez anos na Kibon, famosa fabricante de sorvetes. Só depois que saiu desse emprego é que João Carlos mudou para São Paulo, levando oito filhos a tiracolo. No dia 12 de outubro, o aposentado João Carlos vai comemorar mais um aniversário junto de sua família, ainda mais numerosa com a presença de inúmeros netos. Apesar da completa deficiência visual no olho esquerdo, João Carlos se emocionou bastante ao ver a moldura com a velha foto de 1968, além  de ganhar de presente o modelo 2020 da camisa do Ferrão, que ele tanto honrou. Vida ainda mais longa para João Carlos Pinto é o que deseja a família coral.

FORMAÇÃO RARA COM DOIS LATERAIS ESQUERDOS E FACÓ NO ANO DE 1968

Ferroviário Atlético Clube em fevereiro de 1968 – Em pé: Jurandir, Douglas, Gomes, Roberto Barra Limpa, Coca Cola e Barbosa; Agachados: Lucinho, João Carlos, Facó, Edmar e Paraíba

Mais um retrato histórico pouco comum do Ferrão. Foto tirada no dia 10 de fevereiro de 1968, no Estádio Elzir Cabral, antes de um amistoso preparatório contra o time amador da Tuna Luso de Fortaleza. O árbitro do jogo foi Daniel Barbosa, figura simpática que até hoje circula nos estádios cearenses em dias de futebol como membro de quadros móveis. Onde está a raridade da imagem? Ela mostra o time escalado com dois laterais esquerdos: Roberto Barra Limpa e Barbosa. Nesse jogo, Roberto atuou improvisado na lateral direita. O goleador Facó com a camisa do Ferrão em 1968 também é coisa rara, pois alguns dias depois ele foi marcar seus gols no Santa Cruz/PE, onde brilhou por duas temporadas. Na partida em questão, o time coral fez 7×1 no adversário, já esboçando praticamente a base da equipe que conquistou brilhantemente, cinco meses depois, o título estadual invicto daquela temporada. Até hoje no futebol cearense, nenhuma outra equipe repetiu tal feito. O goleiro Douglas Albuquerque virou depois dono de uma construtora e no bicampeonato estadual 1994/1995 foi uma figura importantíssima na função de diretor de futebol. Facó foi prefeito da cidade de Beberibe algumas vezes e sempre se destacou como grande desportista. Roberto Barra Limpa foi assassinado. Alguns dessa imagem já foram morar no andar de cima. Detalhe também para a bela camisa coral, utilizada com frequência no final da década de 1960 e início dos anos 1970.

FUTEBOL CEARENSE E FERRÃO SE DESPEDEM DO PONTA DIREITA MANO

Mesmo com a saúde já debilitada, ex-jogador Mano esteve no Ferroviário em novembro de 2018

Essa semana, o ex-ponta direita Mano faleceu em Fortaleza depois de uma dura batalha contra o câncer. Cria das categorias de base do Fortaleza, quando foi descoberto pelo ex-treinador Moésio Gomes, Mano chegou ao Ferroviário em 1968 para fazer parte de um elenco que, de tão vitorioso, tornou-se histórico. Os títulos estaduais de 1968 e 1970 foram sua maior façanha no time coral, além da conquista da Taça Estado do Ceará em 1969. Em síntese, três temporadas e três títulos. Em 2014, Mano se reencontrou com alguns dos ex-campões invictos de 1968 e, no ano passado, esteve na Barra do Ceará, apesar da saúde já debilitada, para doar suas faixas de campeão cearense para o memorial coral que está sendo montado nas instalações da sede do clube. Mano, que se chamava Dionísio Muniz Trajano, era filho de Vicente Trajano, lendário atleta do Ferroviário na década de 1950. No cômputo geral, Mano defendeu o Ferrão em 99 jogos e marcou 19 gols. Para sempre na memória coral.

JOSEOLY MOREIRA E O GOLEIRO CAVALHEIRO EM RETRATO DE 1968

Joseoly e Cavalheiro em 1968

Registro histórico da chegada do novo goleiro do Ferroviário Atlético Clube para a temporada de 1968. No retrato antigo, o dirigente coral Joseoly Moreira e o arqueiro Cavalheiro. O goleiro conquistou o título estadual invicto daquele ano aos 23 anos de idade, depois de atuar por Internacional/RS e Vasco/RJ, no futebol brasileiro, e pelo Deportivo Lara da Venezuela. Sua passagem no futebol carioca rendeu a indicação para o Tubarão da Barra por intermédio do diretor Joseoly Moreira, que militava profissionalmente no Rio de Janeiro e apoiava a direção coral notadamente no setor de comunicação do clube, além do crivo do eterno ídolo Pacoti, que o conhecia das categorias de base da equipe carioca. Ao todo, foram 35 jogos do gaúcho Cavalheiro como goleiro do Ferrão. Ele largou o futebol ainda jovem e preferiu terminar a faculdade de Direito para seguir a carreira de advogado, inicialmente em Minas Gerais e depois no Rio Grande do Sul, onde reside e completará 74 anos de idade no próximo mês de outubro.

LEGENDÁRIO COCA COLA ESTAMPA MAIS UM COPO DA COLEÇÃO CORAL

Coca Cola é lembrado até hoje como um dos maiores jogadores da história do Ferroviário. E, desde que o departamento de marketing do Ferrão lançou a Série Legendários, com os copos colecionáveis, a cobrança por este ídolo era constante. Eis que agora ele aparece, em justíssima homenagem, estampando a sexta edição da coleção. Seu nome era Abelardo Cesário da Silva. O apelido – como ele mesmo declarou ao jornal Folha de São Paulo em fevereiro de 1994 – era uma alusão ao famoso refrigerante: “Como eu era pequeno e magro, me chamavam de ‘miniatura de Coca-Cola’. Reclamei e o apelido pegou. Quase ninguém sabe meu nome. Até minha mulher me chama de Coca“. Falecido em junho de 1999, é impossível não lembrar da sua importância para o Ferrão no auto de seus 324 jogos com a camisa coral entre 1965 e 1973. Foram apresentações sensacionais nos gramados cearenses, o que lhe valeu a chance de jogar no Gil Vicente, de Portugal, onde o apelido não foi permitido. “Lá voltei a ser Abelardo para não fazer propaganda de graça para a Coca-Cola“, disse. Entre tantas partidas inesquecíveis, uma foi ainda mais inesquecível e que crava a marca legendária. Na entrega de faixas do seu primeiro campeonato estadual pelo Ferrão, o famoso título invicto de 1968, o Santos/SP foi o convidado e Coca Cola aplicou um chapéu no Rei Pelé, fato até hoje lembrado nos estádios pelos torcedores.

VINTE ANOS DO FALECIMENTO DE UM DOS MAIORES ÍDOLOS DO FERRÃO

Eterno Coca Cola: ídolo e craque do Ferroviário

Semana passada completou vinte anos do falecimento de um dos maiores ídolos da história do Ferroviário Atlético Clube. No dia 7 de junho de 1999, partia para o plano celestial o senhor Abelardo Cesário da Silva, que tinha um apelido um tanto quanto curioso na década de 1960: Coca Cola. Obviamente, o apelido era decorrente do famoso refrigerante. Coca Cola era baixinho, robusto e negro, lembrando à distância a tradicional garrafa do refrigerante. Podemos dizer jocosamente que foi o primeiro caso de naming rights do futebol cearense, por que não? O pequeno Coca Cola tinha um futebol grande demais e encantou os estádios alencarinos. Foram 324 jogos com a camisa coral e 71 gols marcados entre 1965 e 1973. Foi campeão cearense em 1968 e 1970. Na entrega de faixas do seu primeiro campeonato estadual pelo Ferrão, o Santos/SP foi o convidado e Coca Cola meteu um chapéu no Rei Pelé, fato até hoje lembrado nos estádios pelos torcedores mais antigos. No vídeo abaixo, gravado dois dias após a morte de Coca Cola, Ferroviário e Fortaleza se enfrentaram pelo campeonato cearense daquele ano e os atletas corais entraram em campo segurando uma faixa homenageando o eterno ídolo coral. O jogo foi 3×2 para o adversário, que carimbou a estreia do vitorioso César Moraes como técnico do Ferroviário Atlético Clube no certame de 1999.

RETROSPECTIVA DE TODOS OS JOGOS DO FERRÃO CONTRA O SANTA CRUZ

Matéria do Correio do Ceará logo após a vitória coral em cima do Santa Cruz de Recife em 1968

Até a Série C de 2019, Ferrão e Santa Cruz/PE se enfrentaram dez vezes, a maioria dos jogos concentrados entre as décadas de 1940 e 1960. O time pernambucano costumava passar em Fortaleza durante suas excursões. No ano de 1968, o Santa Cruz se deu bem contra Ceará e Fortaleza, mas caiu no terceiro jogo para uma  onzena coral que comemorara o título estadual invicto um mês antes, o que acabou sendo considerado pela imprensa esportiva como uma vingança do futebol cearense. O último confronto ocorreu na já longínqua temporada de 1986 em amistoso preparatório para o campeonato brasileiro que envolveu as duas equipes no estádio do Arruda em Recife. Por ocasião desse último embate, devido ao fato de ser meramente uma partida amistosa e, ainda por cima, realizada num sábado à noite, apenas a Rádio Verdes Mares de Fortaleza transmitiu a única partida do Ferroviário contra o Santa Cruz em Pernambuco. Vamos à lista de jogos abaixo, mas antes atente para duas importantes curiosidades: o Brasileiro da Série C de 2019 trará os primeiros jogos oficiais entre os dois times na história e, pela primeira vez, eles jogarão no Castelão.

Jogo 01 – 21/08/1941 – Ferroviário 5×1 Santa Cruz/PE – Estádio do Prado – Amistoso
Jogo 02 – 25/01/1942 – Ferroviário 2×2 Santa Cruz/PE – PV – Amistoso
Jogo 03 – 08/02/1942 – Ferroviário 2×1 Santa Cruz/PE – PV – Amistoso
Jogo 04 – 19/03/1947 – Ferroviário 2×4 Santa Cruz/PE – PV – Amistoso
Jogo 05 – 03/01/1959 – Ferroviário 0x2 Santa Cruz/PE – PV – Amistoso
Jogo 06 – 12/12/1959 – Ferroviário 1×2 Santa Cruz/PE – PV – Amistoso
Jogo 07 – 18/08/1968 – Ferroviário 2×1 Santa Cruz/PE – PV – Amistoso
Jogo 08 – 27/05/1972 – Ferroviário 3×2 Santa Cruz/PE – PV – Amistoso
Jogo 09 – 14/07/1974 – Ferroviário 2×1 Santa Cruz/PE – PV – Taça Breno Vitoriano
Jogo 10 – 23/08/1986 – Santa Cruz/PE 1×1 Ferroviário – Arruda – Amistoso

MAIS UM ESTADUAL E O FERROVIÁRIO DE 1968 SEGUE O ÚLTIMO INVICTO

Expresso Coral sobre o título de 1968

Hoje, o Fortaleza fez 2×0 no Ceará no primeiro jogo da final do campeonato cearense de 2019. O alvinegro seguia invicto na competição e havia sério risco de finalmente vermos quebrada a hegemonia do Ferroviário campeão cearense de 1968, reconhecido há 51 anos no futebol alencarino como o ´último invicto`. Nesse quesito, as chances do Ceará nesse ano aumentaram ainda mais porque ele, e o Fortaleza, só entraram na disputa do Estadual após os jogos de oito clubes pelo primeiro turno, fruto de um calendário nacional mais desorganizado do que nunca e que acaba desnivelando o princípio da equidade entre as equipes que disputam a mesma competição, algo tão básico e extremamente necessário para a justiça nos resultados esportivos. Onze anos atrás, a então revista oficial do clube, a Expresso Coral, trazia em suas páginas uma ampla revisão sobre o último título invicto do futebol cearense. Pelo visto, a já rara edição da publicação continua mais atual do que nunca. Além disso, Ruy do Ceará e José Rego Filho, lendários dirigentes corais naquela memorável façanha, vão poder continuar tomando banho de piscina tranquilamente. Merecidamente.

Ruy e José Rego: a tranquilidade de quem só observa os adversários tentarem, tentarem, tentarem

EX-ATACANTE MANO VOLTA AO FERRÃO EM DIA DE MUITA EMOÇÃO

O ex-atacante coral Mano, campeão pelo Ferrão nas temporadas de 1968 e 1970, além de filho do ex-craque Vicente Trajano, que foi um dos maiores atletas que vestiram a camisa do Tubarão da Barra em todos os tempos, esteve na semana passada na Barra do Ceará. A visita foi um pedido do próprio Mano, que vem lutando bravamente contra problemas de saúde. Coube à repórter Cristiane Araújo, uma das colaboradoras aqui do blog, realizar o desejo do ex-ponta direita coral e organizar uma matéria de vinte minutos em seu canal no YouTube. Vale a pena conferir o emocionante material acima, que contou com a participação de ilustres torcedores corais que se deslocaram até a Barra do Ceará especialmente para a homenagem.

Mano entre as feras corais do vitorioso elenco de 1970: Amilton Melo, Paulo Velozo e Alísio

Ao todo, Mano entrou em campo 99 vezes com a camisa do Ferrão e marcou 19 gols. Foram 13 participações do ponta direita em jogos do título invicto de 1968, que completou aniversário de 50 anos em 2018. Na temporada de 1970, Mano participou de 7 jogos na vitoriosa campanha coral ao lado de nomes consagrados como o craque Amilton Melo, o goleador Paulo Velozo e o ponta esquerda Alísio. Além de dois títulos estaduais, o ex-ponta também conquistou uma terceira competição com a camisa do Ferrão, a Taça Estado do Ceará disputada em 1969, quando entrou em 8 jogos e marcou 2 gols. Foram, portanto, três títulos na memorável passagem de Dionísio Muniz Trajano pelo Ferroviário Atlético Clube. Na visita da última semana, ele fez duas doações importantíssimas para o clube: as faixas de campeão estadual de 1968 e de 1970, a primeira inclusive assinada por Pelé, que o enfrentou quando o Santos/SP foi convidado para o jogo comemorativo de entrega de faixas no estádio Presidente Vargas naquele ano. Por ocasião da doação feita diretamente ao presidente Walmir Araújo, Mano teve o privilégio de visitar em primeira mão as obras do futuro memorial de conquistas do Ferrão que está sendo brilhantemente construído pelo departamento de patrimônio do clube e que será inaugurado no começo de 2019. Foram momentos muito marcantes para o ex-atacante coral na visita ao Elzir Cabral. E que sejam eternos na lembrança de Mano, assim como ele é na história do Ferroviário.

BODAS DE OURO DO ÚLTIMO CAMPEÃO CEARENSE INVICTO

Matéria na imprensa cearense no dia 28/07/1968 prognosticando o fim do jejum de 16 anos

O último campeão invicto! Assim é conhecido até hoje o elenco do Ferroviário de 1968, que conquistou o campeonato estadual daquele ano com ampla supremacia e entrou para história eterna do futebol alencarino. Nesse sábado, dia 28 de julho, celebra-se o 50° aniversário daquela brilhante conquista. Naquele período, a diretoria coral passara por uma renovação e a chegada de jovens engenheiros da RFFSA para comandar os destinos do clube enchera de esperança a torcida coral, que não comemorava um título há 16 anos, o que era até então o maior jejum do clube em termos de conquistas. Capitaneados pelo presidente Elzir Cabral, dirigentes como José Rêgo Filho, Ruy do Ceará, Cândido Pamplona e um grupo de abnegados corais quebravam o jejum e começavam a escrever uma nova história para o clube. O jogo decisivo foi contra o Fortaleza, que também brigava pelo título naquele domingo de 1968. João Carlos marcou para o Ferrão e Croinha anotou o seu para o Fortaleza. O empate de 1×1 garantiu a conquista coral. O treinador Ivonísio Mosca de Carvalho mandou à campo naquela tarde a seguinte formação: Cavalheiro, Wellington, Flodoaldo (Luiz Paes), Gomes e Barbosa; Edmar e Coca Cola; Mano, João Carlos, Paraíba e Raimundinho (Lucinho). Nas bodas de ouro daquela conquista, é bom não esquecermos de eternizar esses nomes na memória coral. Além dos que atuaram na partida decisiva, vale destacar a participação dos que atuaram em pelo menos uma partida na competição: Roberto Barra-Limpa, Jurandir, Douglas, Facó, Ademir, Sanêga e Edilson José.

Página esportiva do Correio do Ceará destacando o grande feito coral no campeonato de 1968

Desde que foram campeões, alguns atletas do grupo coral nunca mais se encontraram.  A vida deu rumo diferente para muitos na carreira futebolística, outros simplesmente abandonaram a profissão, porém sem nunca esquecer a união daquele grupo e a importância daquele momento. Em 2014, alguns remanescentes do elenco do Ferrão de 1968 se encontraram numa churrascaria em Fortaleza e a noite foi de recordações e muita emoção. O goleiro gaúcho Cavalheiro, por exemplo, não voltava a Fortaleza há quase quatro décadas e nunca mais havia tido qualquer tipo de contato com seus antigos companheiros. O volante Edmar, titular absoluto em toda a campanha coral, comentou sobre mais um aniversário daquela conquista na última vez que teve o privilégio de estar reunido com parte daquele grupo: “Foi uma festa memorável após a partida. Nunca vi nada igual. Era um grande time. Não perdemos pra ninguém. Nós jogávamos por música e tínhamos o suporte de uma diretoria cheia de gente jovem e de palavra. Tenho orgulho de fazer parte daquela geração“, disse. Do interior do Rio Grande do Sul, o goleiro Cavalheiro também mandou uma mensagem de aniversário referente à conquista: “1968 foi um ano emblemático em todo país pela conjuntura social e política que vivíamos no país. Conquistar um título naquele ano pelo Ferroviário, time de origem humilde e proletária, e ainda de forma invicta, foi um dos maiores feitos da carreira daqueles jogadores. O Ferrão está eternizado no meu coração“, comentou. Feliz bodas de ouro, torcedor coral! 1968 para sempre!

Campeões 1968 em 2014: Mano, Luiz Paes, Edmar, Barbosa, Cavalheiro e Raimundinho