Sobre Evandro Ferreira Gomes

Evandro Ferreira Gomes é fanático por futebol e torcedor do Ferroviário Atlético Clube desde os 8 anos de idade, tendo dedicado mais de 20 anos de sua vida aos trabalhos de pesquisas e entrevistas que levaram ao lançamento da 1ª edição do Almanaque do Ferrão, publicado em junho de 2013. Economista com especialização em marketing e mestrado em administração de empresas, o autor trabalha como consultor empresarial e professor universitário nos cursos de marketing, publicidade e jornalismo, além de atuar em gestão de projetos de comunicação, marketing e relacionamento em ambientes esportivos com experiência no Brasil e na Inglaterra. Foi diretor de marketing, diretor de futebol e vice-presidente do Ferroviário Atlético Clube entre 2008 e 2014, tendo atuado diretamente na edição da revista ´Expresso Coral`, criação do programa sócio-torcedor, formação e contratação de atletas, captação de patrocínios e investidores, dentre outras atividades profissionais.

ENTREVISTAS EM AMISTOSOS DE PREPARAÇÃO PARA O CERTAME DE 1988

O vídeo acima é mais uma raridade resgatada pelo Almanaque do Ferrão. Ele mostra a cobertura da TV Verdes Mares em torno de dois amistosos preparatórios do Ferroviário para o campeonato cearense de 1988. O primeiro foi contra o Barcelona do Quintino Cunha e o segundo contra o Leão das Tintas, ambos realizados no Elzir Cabral. Além de lances dos jogos, a gravação traz uma série de nomes recém contratados para o Tubarão da Barra e que foram importantes durante aquela temporada vitoriosa, ficando para sempre na história do clube. Aproveite e mate a saudade do treinador José Oliveira e do dirigente Vicente Monteiro, que anuncia no vídeo, em primeira mão, a contratação do excelente volante Toninho Barrote, além de entrevistas em campo com os jogadores Djalma, Arnaldo, Marcelo Veiga, Da Silva, Carlos Antônio, Alves e até do centroavante Roberto Granada, que acabou não ficando no elenco coral. A gravação desse material ocorreu nos dias 30 de janeiro e 6 de fevereiro, respectivamente. A ficha técnica desses amistosos, você encontra na publicação impressa do Almanaque do Ferrão. Destaque também no vídeo para a opinião dos torcedores ouvidos!

LIVE DO ALMANAQUE DO FERRÃO NO INSTAGRAM RECEBE ARNALDO

Arnaldo na Live do Almanaque do Ferrão

Dando continuidade à primeira temporada da Live do Almanaque do Ferrão em nosso perfil oficial no Instagram, receberemos no domingo, dia 14 de junho, às 21h30m, o meio campista Arnaldo, titular absoluto na vitoriosa campanha coral na temporada de 1988. Diretamente do estado de São Paulo, onde reside, o ex-atleta do Ferrão vai poder reencontrar a torcida coral virtualmente e recordar boas histórias de seu período. Arnaldo teve três passagens pela Barra do Ceará. A primeira foi no grande time de 1985, a segunda ocorreu no título estadual de 1988 e a última vez aconteceu na temporada de 1991, quando permaneceu poucos meses no clube. No Ferroviário, Arnaldo jogou 82 partidas e marcou 14 gols. Abaixo, reapresentamos um vídeo já postado aqui no blog, recordando a sua terceira chegada para defender o Tubarão da Barra, quando marcou um gol na reestreia ocorrida no estádio Elzir Cabral contra o Guarany de Sobral.

CONTO COM A HISTÓRIA DO FERROVIÁRIO COMO PANO DE FUNDO

Livro com conto que tem a história do Ferroviário como pano de fundo à venda na Amazon

Está disponível na plataforma da Amazon, uma nova obra literária que tem o Ferroviário como pano de fundo. Trata-se de um conto, intitulado “Aí é Ferrim, meu filho“, do escritor cearense Ricardo Figueroa, que garante no próprio subtítulo da publicação, uma história de família, superstição e amor ao futebol. O conto narra a história de uma família coral, composta inicialmente dos pais e de três irmãos. À medida que os anos passam, os membros dessa família testemunham o acontecimento da própria história do Ferroviário, e uma intrigante percepção, entre eles, é verificada: o time coral só é campeão, quando os três filhos estão reunidos. Aos poucos, as mudanças da vida transformam a vida dessa família e o Ferroviário encara um longo jejum de títulos. Posteriormente, com os dois irmãos já falecidos, o filho vivo escreve uma carta para o seu próprio filho, recordando a trajetória da família e desejando que o Ferroviário seja novamente campeão. Esse é o mote do conto coral escrito por Ricardo Figueroa, que é membro do coletivo literário Trupe da Escrita e atua há alguns anos no cenário cultural regional e nacional. Coube ao atual diretor de marketing do Ferroviário, Chateaubriand Arrais Filho, escrever o prefácio da obra à venda na Amazon, que recomendamos à leitura nos diversos leitores digitais.

LIVE NA ÍNTEGRA DIRETAMENTE DO INSTAGRAM COM TIAGO GASPARETTO

No último domingo, dia 7, o perfil oficial do Almanaque do Ferrão no Instagram inaugurou o episódio de estreia da nossa primeira temporada de Lives, apresentadas naquela rede social. O ex-zagueiro Tiago Gasparetto, titular absoluto no inesquecível time que disputou a Série C do Brasileiro de 2006, brindou o público com uma série de boas recordações daquele período e falou também sobre sua carreira no futebol, encerrada no ano passado. Acima, você confere o vídeo disponibilizado da resenha com o ex-atleta coral, agora eternizado aqui no blog e que também está disponível no IGTV do nosso perfil no próprio Instagram. Aproveite e recorde esse grande zagueiro.

EX-GOLEIRO CORAL SOFREU SÉRIA CONTUSÃO HÁ EXATOS 40 ANOS

Procópio em 3×4

O amazonense José das Graças Procópio da Silveira tem seus motivos para não recordar o dia 10 de junho como hoje. Há exatos 40 anos, quando enfrentava o Tiradentes, no PV, o goleiro coral chocou-se com o zagueiro Arimatéia e sofreu uma fratura dupla na mandíbula. Foi o último jogo do veterano Procópio com a camisa coral. Ele começou a carreira em seu estado natal, onde defendeu o Olímpico/AM e o Nacional/AM. Na segunda metade dos anos 1970, Procópio veio para o futebol cearense, defender as cores do Ceará. Chegou ao Ferroviário no início de 1981 para assumir o posto deixado pelo consagrado Ado e brigar pela titularidade com Salvino. Quando fazia sua oitava partida como titular na meta coral, nos jogos do campeonato cearense daquele ano, o arqueiro sofreu a fatídica contusão. Como o Tubarão da Barra já tinha feito as duas substituições permitidas por jogo, o treinador uruguaio Juan Alvarez se viu obrigado a mandar o jovem artilheiro Roberto Cearense atuar como goleiro no restante da partida. Naquela quarta-feira, o time coral atuou com Procópio, Laércio, Paulo César Piauí, Nilo e Maurício; Baltazar, Almir (Sima) e Meinha; Haroldo (Paulo César Cascavel), Roberto Cearense e Paulinho. O Tigre, do treinador Francisco Castro, perdeu com Gilmar, Carlito, Arimatéia, Luís Augusto e Adão; Jodecir, Bosco e Nilsinho; Chico Alves (Eci), Ivan e Eli. Desses, sete jogadores passaram antes pela Barra do Ceará, entre eles o próprio zagueiro Arimatéia, campeão em 1979 e já falecido, que participou do lance que ocasionou o lance infeliz com o goleiro Procópio. Ao todo, foram 10 jogos do arqueiro Procópio com a camisa do Ferrão.

TIME JÚNIOR DO FERROVIÁRIO NO CAMPEONATO CEARENSE DE 1982

Equipe de base do Ferroviário Atlético Clube na temporada de 1982 – Em pé: Benone, China, Luís Carlos, Cid, Cloude e Marquinhos; Agachados: Pedro, Juarez, Osmar, Narcélio e Wellington

O registro fotográfico acima merece o destaque nessa seção. Essa fotografia foi tirada no estádio Presidente Vargas, em 1982, num domingo pela manhã, antes do início do Torneio Início de mais um campeonato de base promovido pela Federação Cearense de Futebol, que equivalia à categoria Sub-20 de hoje em dia. Era o chamado time júnior coral, que foi campeão estadual ao final da temporada. Dessa equipe, alguns nomes figuraram entre os profissionais durante a década de 1980, alguns com mais destaque, como o atacante Narcélio, já falecido, que realizou 30 partidas na equipe principal do Ferrão. O goleiro China figurou várias vezes nos jogos como reserva imediato dos goleiros titulares, participando efetivamente de 16 jogos em campo no total. O lateral direito Benone atuou em 9 partidas, o mesmo acontecendo com o lateral esquerdo Luís Carlos, que participou de 38 jogos entre 1984 e início de 1988. O meio campista Marquinhos também atuou em 6 jogos entre os profissionais naquela década. Pedro e Osmar atuaram apenas em duas partidas, cada. Wellington participou de 8 jogos e assinalou um gol, por sua vez, Juarez entrou em um único amistoso, em 1983, entre os profissionais do Tubarão da Barra. Não há registro dos demais em jogos da equipe principal do Ferroviário Atlético Clube durante os anos 1980.

VITÓRIA DE VIRADA EM CIMA DO TREZE/PB NO BRASILEIRÃO DE 2006

Doze anos antes de decidirem um título nacional, Ferroviário e Treze/PB fizeram um jogo tenso pelo campeonato brasileiro de 2006. O vídeo acima recorda a vitória coral por 2×1, de virada, conquistada no Presidente Vargas, em Fortaleza. Os gols foram de Everton e Stênio para o Ferrão, enquanto Alisson marcou para o time paraibano. Apesar de não ter conquistado o acesso, aquela formação coral é considerada uma das melhores em todos os tempos. A vitória, conquistada na base da garra, selou a classificação coral para a segunda fase da competição. O jogo teve confusões dentro de campo. Os jogadores Nemézio, Fernandinho e Cristiano sofreram sangramentos durante os noventa minutos. Treinado por Arnaldo Lira, o Tubarão da Barra venceu com Jéfferson, Marcos Pimentel, Nemézio, Tiago Gasparetto e Guarilha; Horácio (Marcelo Mendes), Glaydstone, Claudeci (Róbson) e Everton; Stênio (Fernandinho) e Cristiano. O Treze jogou com Érico, Leandro Carlos, Alisson, Kiko e Marcos Paulo; Raminho, Viola (Calmon), Rogério Costa (Renatinho) e Leandro Diniz; Moisés e Paulinho Macaíba (Lenílson). O treinador era Celso Teixeira. O jogo foi disputado numa quarta-feira à noite, dia 2 de agosto de 2006, com um público de 1.344 pagantes. O árbitro foi Suélson Medeiros da Federação do Rio Grande do Norte. Com a vitória, o time coral passou para a segunda fase e pegaria Confiança/SE, Porto/PE e Vitória/BA, passando depois para a terceira fase e indo até o octagonal final da competição.

EM JUNHO DE 2007 FERRÃO FAZIA FINAL DE COPA CONTRA O UTRECHT

Confira essas imagens! Apesar de serem em língua estrangeira, é possível verificar alguns lances da partida final da Polar UTS Cup, disputada entre 3 e 6 de junho de 2007, na cidade de Willemstad, capital de Curaçau, e que teve Ferroviário e Utrecht na grande final. A tradicional equipe holandesa venceu por 1×0, gol de Leroy George, de cabeça, aos 30 minutos do segundo tempo. É possível visualizar esse lance no vídeo acima, juntamente com outros momentos do jogo. Para chegar à final, o Ferrão bateu o Barber, time da própria cidade, no primeiro jogo. O placar apontou 2×0 para o Tubarão da Barra em mares caribenhos. Nas mesmas imagens acima, é também possível ver um desses gols, marcado pelo lateral direito Lionn, além da comemoração dos jogadores corais após o lance, tudo isso em meio à edição com as entrevistas dos jogadores do Utrecht. Abaixo, disponibilizamos outro vídeo, também com filmagens do jogo final e com os vice-campeões aplaudindo a premiação da equipe campeã.

Curioso pra saber como o Ferrão foi bater no Caribe? O convite foi oficializado cinco meses antes, mais precisamente no dia 19 de janeiro de 2007, em carta enviada por Rignaal Francisca, presidente da Federação de Futebol das Antilhas Holandesas, para Paulo César Almeida, diretor de marketing do Ferroviário na ocasião. A federação local bancou uma semana de hospedagem e alimentação para uma delegação de 22 corais, ficando as passagens aéreas por conta da direção coral, que tinha interesse em investir na negociação de jovens atletas. Treinados pelo falecido Artur do Carmo, o Ferrão venceu o primeiro jogo com Cássio, Lionn, Júlio, Nemézio e Leonardo (Marcelão); Dedé, Róbson (Jarbson), Paulo Victor (Diego) e Valmir; Danúbio (Júnior Mineiro) e Eli (Amoroso). O segundo gol coral no jogo foi marcado por Diego. Na final contra o Utrecht, a formação foi a seguinte: Cássio, Lionn, Júlio (Marcelão), Nemézio e Leonardo; Dedé, Róbson (Júnior Mineiro), Paulo Victor (Diego) e Valmir (Jarbson); Danúbio e Eli (Amoroso). Barber e Utrecht foram, respectivamente, o segundo e o terceiro times estrangeiros a enfrentar o Ferroviário. Antes de 2007, a única equipe de outro país que o Ferrão havia enfrentado era o uruguaio Montevideo Wanderers.

ALMANAQUE DO FERRÃO TEM ESTREIA DE NOVA ATRAÇÃO

Ex-zagueiro Tiago Gasparetto em nossa Live

Domingo à noite é sempre um momento habitual para resenhas futebolísticas. Pensando nisso, o Almanaque do Ferrão inaugura uma nova plataforma de conteúdo, que vai complementar as postagens tradicionais aqui do blog e também os dados da versão impressa de nossa publicação. Dando continuidade à expansão de conteúdo transmídia, anunciada desde que foi criado o nosso perfil oficial no Instagram, essa mesma rede social receberá a mais recente novidade do projeto: uma Live com ex-jogadores importantes, narrando suas histórias e batendo um papo a partir de suas resenhas. Será a primeira temporada desse novo modelo e nomes importantes prometem destacar essa iniciativa. Para começar, no dia 7 de junho, às 21h30m, vamos receber o zagueiro Tiago Gasparetto, que se destacou em sua passagem no campeonato brasileiro de 2006, quando o Ferrão quase conseguiu o acesso nacional para a Série B do ano seguinte. Apesar de ser uma equipe que não conquistou seu objetivo principal, trata-se de uma formação que a torcida do Ferroviário sempre lembra positivamente em nossa história. Então, não perca! Vai ser bacana no domingo!

O ESCUDO DE 1940 QUE DESPERTA CURIOSIDADES, DÚVIDAS E PAIXÕES

Uniforme e escudo diferentes do Ferroviário Atlético Clube no campeonato cearense de 1940

Essa foto circulou as redes sociais nos últimos dias por conta da notícia de que o Ferroviário registrou oficialmente sua marca, além do atual escudo e também esse antigo brasão. Apesar de algumas publicações trazerem no passado essa mesma imagem se referindo ao elenco de 1941, o registro se trata verdadeiramente dos jogadores que defenderam o Ferroviário no campeonato cearense de 1940. Portanto, foi no Estadual daquele ano que o clube utilizou o escudo com uma roda de ferro e barras de trilho, simbolizando uma asa. Referido escudo foi utilizado de forma semelhante por outros times de origem ferroviária naquela década, não representando nenhum tipo de criação exclusiva do Ferroviário para aquela temporada. Ele é, inclusive, muito parecido com o símbolo interno presente no escudo do Moto Clube/MA, fundado três anos antes. A imagem da camisa com esse símbolo é nítida e, entre os jogadores, é fácil perceber o craque Zuza, ex-Great Western/PE, que ficou no Ferroviário até o encerramento do campeonato cearense de 1940, que se deu somente no início de 1941. Especificamente em 1941, ele disputou o certame local pelo Ceará. O artilheiro Jombrega é outro que não ficou no time coral para o Estadual daquele ano. Aliás, 1941 é exatamente o ano em que Valdemar Caracas mandou buscar os uniformes do São Paulo/SP diretamente da capital paulista e inaugurou a identidade visual que o Ferroviário mantém até hoje nas cores, no escudo e também muitas vezes no uniforme ao longo dos anos. Essa referência completará 80 anos em 2021 e desperta até hoje curiosidades, dúvidas e paixões. Há quem defenda radicalizar e criar um estilo próprio. Tem que ter muita coragem pra romper com a tradição de oito décadas de uma homenagem proposital promovida pelo principal fundador do clube.