POR ONDA ANDA O BAIXINHO ARNALDO, CAMPEÃO EM 1988?

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Arnaldo de volta ao Santo André

Arnaldo Ferreira de Souza foi campeão cearense pelo Ferroviário em 1988. Foi ele quem sofreu o pênalti do goleiro Cláudio, convertido em gol por Marcelo Veiga, que garantiu a vitória coral em cima do Fortaleza na grande final daquele ano. Depois de trabalhar um bom tempo no futebol japonês, o baixinho Arnaldo está de volta ao Santo André/SP, clube que o projetou para o futebol paulista, dessa vez como técnico do Sub-11, Sub-13 e Sub-15.

Poucos sabem que antes de vestir a camisa do Ferrão pela primeira vez em 1985, Arnaldo havia jogado por empréstimo no Fortaleza na temporada de 1980, treinado coincidentemente por Lucídio Pontes, seu técnico no Tubarão da Barra no título de 1988. Em novembro de 80, Arnaldo estava inclusive no meio-campo tricolor na decisão do 3º turno, quando ocorreu a espetacular vitória coral com um gol do uruguaio Ramirez, relatada pouco tempo atrás no blog do Almanaque do Ferrão.

No Ferroviário, Arnaldo jogou 82 partidas e marcou 14 gols. Depois de ser titular no excelente time de 1985, voltou a Barra para ser campeão em 1988 e teve uma terceira passagem no melancólico ano de 1991, quando o Tubarão já não tinha a pujança de temporadas anteriores. Boa sorte para o baixinho Arnaldo na sua velha casa paulista!

ESTREIAS NO DIA 5 DE JANEIRO NA HISTÓRIA DO FERROVIÁRIO

Ontem foi dia 5 de janeiro e esta data faz referência à estreia do Ferroviário em quatro diferentes edições do campeonato cearense ao longo dos anos, mais precisamente nos certames de 2003, 2008, 2013 e 2014. O Almanaque do Ferrão faz agora um breve resumo histórico de cada estreia e contextualiza o impacto comparativo do resultado da partida com o desfecho final do Tubarão na competição.

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Derrota em 2003 e vice-campeonato no final

Em 2003, o Ferroviário montou um time modesto envolto às limitações financeiras de sempre, mas que acabou ficando com o vice-campeonato por ter sido o clube que mais pontuou entre todos os participantes, com exceção evidentemente do campeão Fortaleza, que arrebatou o título arrastão conquistando dois turnos. O resultado da estreia, entretanto, não foi nada animador: derrota para o Maranguape, em pleno PV, por 1×0, num time que jogou com Zezinho, Arildo, Marcos Aurélio, Puma e Marcelo Sabiá (Andrezinho); Édio, Cícero César, Cantareli (Gil Bala) e Júnior Cearense; Danilo (Renatinho) e Guedinho. Foram estes jogadores que garantiram ao Ferroviário o direito da última participação coral na Copa do Brasil, acontecida no ano seguinte, quando a equipe ainda tinha vaga cativa na Série C do Campeonato Brasileiro.

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Estreia também da camisa preta em 2008

Outra estreia num 5 de janeiro ocorreu cinco anos depois, em 2008, no Elzir Cabral, 1×1 com o Itapipoca, numa partida que o time coral cometeu o deslize de inaugurar seu novo uniforme, na cor preta pela primeira vez na história, sob o sol desgastante de um sábado às 15h30. Os jogadores só aguentaram o primeiro tempo e voltaram de branco para a etapa final. O time formou com Marcelo Silva, Júnior Moura, Jaílson, Nemézio e Teles; Dedé, Stênio (Nilsinho), Mazinho e Júnior Ferreira (Guto); Danúbio (Leonardo) e Danilo Pitbull. A estreia nada convincente foi apenas um aperitivo para o que viria ao final da competição: pontuação baixa no Estadual mais importante dos últimos tempos, pois valia uma vaga para a Série C definitiva do Brasileirão, conquistada pelo Icasa, o que para o Ferroviário significou o rebaixamento sumário para jogar apenas a Série D nacional em caso de futuras classificações via campeonato cearense.

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Perfilados para o hino nacional na estreia de 2013

Em 2013, estreia com vitória em cima do Crato, por 1×0, no PV, com um gol do artilheiro Giancarlo nos acréscimos. Época de esperanças promovidas por uma diretoria renovada, uma equipe com média de 20,4 anos de idade e um projeto de gestão de futebol promissor com objetivos de médio e longo prazos, que valeram uma excelente primeira fase de competição apesar de gritantes limitações financeiras, quando por muito pouco a equipe não conquistou depois de 10 anos uma vaga para a Copa do Brasil. Ferrão com Fernando Júnior, Everton (Márcio), Cleylton, Anderson Borges (Kleyton) e Tinga; Lima, Maico Motta, Foguinho e Leandro; Luisinho (Romário) e Giancarlo.

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Goleada com Iarley e ilusões em 2014

No ano passado, a queda, o rebaixamento para a segunda divisão cearense, apesar da impiedosa goleada na estreia, novamente contra o Crato, 7×2 no Castelão. Sem dúvida, um resultado que escamoteou uma péssima pré-temporada e a ruptura por completo de premissas básicas da gestão de futebol em relação ao que vinha sendo posto em prática na temporada anterior. Formado por Fernando Júnior, Mota, Júnior Carvalho, Regineldo e Everton; Vagno Pereira, Haron (Anderson Lourenço) e Jack Chan (Diego); Iarley (Adilton), Rafael e Igor Eloy, essa equipe deu falsas ilusões a um ótimo público presente no estádio, fechando a série de quatro estreias estaduais no dia 5 de janeiro no decorrer de oito décadas.

DOS TREINOS NA BARRA DO CEARÁ PARA O FUTEBOL DA FINLÂNDIA

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Ex-zagueiro do Ferroviário Atlético Clube em matéria nacional do Globo Esporte

Um ex-jogador do Ferroviário foi destaque ontem na versão nacional do Globo Esporte. A matéria do noticiário esportivo nada tinha a ver com sua passagem pelo time coral ou até mesmo com o futebol do Brasil. Tratava sobre o futebol da Finlândia – isso mesmo – e alguns brasileiros relacionados com o futebol daquele país foram destaque, entre eles, Marco Antônio Manso, ex-zagueiro do Tubarão da Barra no início dos anos 90.

Segundo o Almanaque do Ferrão, foram apenas dois jogos com a camisa do time principal. Em 07/4/91, Manso entrou no lugar do meia Júnior Piripiri e estreou entre os profissionais na derrota por 1×0 para o Auto Esporte/PI, dentro do Elzir Cabral, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Um mês depois, o treinador Djalma Linhares o colocou durante um amistoso contra o Maria Clara no lugar do experiente zagueiro Valdecy. E só. O promissor Manso não teve mais oportunidades e seguiu para o futebol paulista para ganhar o mundo.

Em matéria do portal Tribuna do Ceará em 2013, Manso recordou sua saída do Ferroviário. Após treinar a semana inteira como titular para uma partida contra o Guarany de Sobral, pelo Campeonato Cearense, foi informado no vestiário que ficaria no banco a pedido da diretoria. “Verdade ou não, aceitei e assisti ao jogo do banco mesmo. Mas, como sabia do potencial que eu tinha, não poderia aceitar aquele tratamento e na semana seguinte fui embora para São Paulo”, contou.

Manso chegou a Finlândia em 1998 depois de atuar na Arábia Saudita e Ilha de Malta. Foram 10 anos como jogador do MYPA, o que valeu depois o convite para atuar como diretor executivo do clube, função que exerce até hoje após concluir vários cursos, inclusive uma graduação em Administração. Ano passado, o ex-zagueiro coral esteve no Brasil visitando as categorias de base do Fluminense/RJ, parceiro da equipe finlandesa. Manso é mais um que bebeu a água da Barra do Ceará e ganhou o mundo, fruto do seu esforço, competência e dedicação.