EX-ATLETAS COM DNA CORAL SÃO HOMENAGEADOS NO CASTELÃO

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A figura simpática de Pacoti já foi até explorada em campanhas publicitárias do governo

A partir desta terça-feira, dia 16, os amantes do futebol terão mais um motivo para visitar a maior arena esportiva do Norte/Nordeste do Brasil. Para comemorar o segundo aniversário da Arena Castelão, o estádio recebe o projeto ´Pé da Fama`. A solenidade de abertura do projeto será realizada para convidados às 09 horas, no Espaço Cultural dentro do estádio que leva o nome do ex-presidente coral Etevaldo Nogueira, com a presença de grandes nomes do futebol cearense entre os homenageados, entre eles dois ex-jogadores profundamente identificados com o Ferroviário, que eternizarão seus pés na calçada da fama: Pacoti e Erandy.

Pacoti é um dos maiores atacantes da história coral em duas passagens pelo Ferrão, entre 1955-1958 e 1966-1967, com uma ótima média de 0,65 gols por jogo. Devido ao carisma do ex-jogador, o Governo do Estado do Ceará chegou a utilizar sua imagem em campanhas publicitárias na década passada. Pacoti é até hoje bastante conhecido no futebol brasileiro em razão de brilhar com a camisa do Vasco/RJ e do Sporting de Portugal. Em 1966, chegou a dirigir o comando técnico coral em apenas uma partida. Pelo artilheiro que foi e pela grande figura humana que o notabilizou, seu nome será eternamente associado ao Tubarão da Barra.

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Erandy no Ferrão em 1975

Por sua vez, Erandy será homenageado na Arena Castelão por ter sido o autor do primeiro gol do estádio, em 1973, quando defendia o Ceará. Dois anos depois, foi contratado pelo Ferroviário, onde atuou 59 vezes e marcou 30 gols. Na Barra, Erandy iniciou sua carreira como treinador naquele mesmo ano, dirigindo o clube em 138 partidas em quatro temporadas distintas, entre 1976 e 1989, consagrando-se como o quarto treinador que mais vezes dirigiu o clube. Como jogador, Erandy marcou pela primeira vez no Castelão vestindo a camisa coral contra o Guarany no Estadual de 1975.

O projeto na Arena Castelão prevê ainda outros nomes de jogadores e técnicos da história do futebol no mundo todo, além de personalidades da imprensa, que ajudaram a escrever a vitoriosa história do esporte no Brasil. Ao todos, serão 100 pegadas de personalidade do futebol, de diferentes nacionalidades e gerações. Craques que levaram o nome do Brasil ao mundo na conquista dos 5 títulos mundiais da Seleção Brasileira e de momentos inesquecíveis do futebol cearense, onde certamente figurarão outros nomes ligados ao Ferrão.

CAMPANHA NO ANO PASSADO ESCOLHEU O TIME DOS SONHOS

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Ao completar 80 anos de existência em 2013, o Ferroviário não ganhou como presente apenas o lançamento do Almanaque do Ferrão, que eternizou cronologicamente todos os jogos oficiais e amistosos da história coral. Ainda como parte das comemorações, o clube elegeu também seu ´Time dos Sonhos` através de uma votação na Internet a partir de uma criteriosa pré-lista que contemplava 5 indicações por posição. É sempre oportuno recordar os principais nomes da caminhada coral. Confira:

1 – Marcelino: Veio da Portuguesa/RJ. Esteve presente em 10 partidas no título estadual de 1970. Recordista com 1295 minutos sem sofrer gols no Estadual de 1973. Atuou 170 vezes entre 1969 e 1976. Obteve 30% dos votos.

2 – Nasa: Defendeu o clube em 76 partidas na fase vitoriosa entre 1993 e 1995. Atuava também como volante. Oriundo do Guarani de Juazeiro. Obteve projeção nacional jogando pelo Vasco/RJ. Ficou com 51% dos votos.

3 – Luiz Paes: Jogou 153 partidas entre 1966 e 1971. Parou Pelé no Jogo das Faixas do título coral de 1968 quando foi também o capitão do time. Oriundo do Náutico/PE. Ficou com 42% dos votos.

4 – Celso Gavião: Zagueiro goleador com gols importantes. Foram 32 gols em 122 partidas. Veio do Botafogo/SP. Conseguiu projeção mundial no Porto de Portugal. Parou de jogar no próprio Ferrão em 91. Obteve 45% dos votos.

5 – Lima: Chegou em 1993 oriundo do Sul América de Manaus. Fez 50 partidas com a camisa coral. Titular absoluto no título de 1994. Conseguiu projeção mundial jogando pela Roma, sendo titular da equipe italiana em algumas temporadas. Obteve 40% dos votos.

6 – Marcelo Veiga: Xodó da torcida coral no título de 1988, quando foi o capitão da equipe. Veio do Santo André/SP. Fez 13 gols em 79 jogos. Ficou até o ano seguinte e depois conseguiu projeção nacional no Santos/SP. Obteve 65% dos votos.

7 – Mazinho Loyola: Cria das categorias de base que brilhou no título de 1988. Foi negociado com o São Paulo logo em seguida. Jogou 55 vezes e marcou 16 gols pelo profissional. Encerrou a carreira no próprio clube em 2004. Obteve 47% dos votos.

8 – Coca Cola: Jogador lendário na fase áurea dos títulos de 1968 e 1970. Jogou em 324 partidas e fez 71 gols. Oriundo do Campinense/PB. Depois de atuar pelo Ferrão, jogou no futebol português. Obteve 51% dos votos.

9 – Pacoti: Um dos jogadores mais emblemáticos do futebol cearense. Jogou ainda no Sporting de Portugal. Jogou 78 vezes em duas passagens pelo clube. Fez 51 gols pelo Ferrão. Oriundo do Nacional/CE. Obteve 35% dos votos.

10 – Acássio: Principal jogador coral no bicampeonato no 94/95. Defendeu o clube 132 vezes e marcou 74 gols. Veio do Fluminense/BA. Sempre deixava sua marca de goleador em clássicos. Chegou depois a defender a camisa do Vasco/RJ. Obteve 53% dos votos.

11 – Jorge Veras: Goleador coral entre 1982 e 1984. Também sempre deixava sua marca nos clássicos contra Ceará e Fortaleza. Fez 65 gols em 155 jogos com a camisa coral. Conseguiu projeção nacional no Grêmio/RS. Obteve 35% dos votos.

Técnico – César Moraes: Conhecido como Guri, foi um dos nomes mais simpáticos do futebol cearense até hoje. Campeão estadual pelo Ferrão em 1979 e 1994. Passou sete vezes pelo clube e levantou 4 títulos ao todo. Obteve 52% dos votos.

PESSOAS DE 12 PAÍSES PRESTIGIARAM O BLOG DO ALMANAQUE DO FERRÃO

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Almanaque do Ferrão: áreas escuras registram os países no mundo com acessos ao blog

Há menos de dois meses no ar, o blog do Almanaque do Ferrão já alcançou a audiência de pessoas de 12 países do mundo conforme podemos observar na imagem acima. Além do Brasil, são registrados acessos oriundos dos Estados Unidos, Portugal, Bolívia, Uruguai, Rússia, França, Espanha, Irlanda, Itália, Tailândia e Arábia Saudita, que garantem uma interessante internacionalização da marca coral e de distribuição de conteúdo já veiculado para quase 1000 indivíduos diferentes.

Como não poderia deixar de ser, a abrangente maioria dos acessos ocorre no Brasil, onde o Ferroviário Atlético Clube possuiu torcedores espalhados por todo território nacional. Além de seus fiéis aficionados, um número grande de desportistas de outras torcidas acompanha o blog em razão do perfil de conteúdo veiculado a cada atualização. São pessoas ávidas por curiosidades, estatísticas, casos e fatos inerentes à equipes tradicionais do futebol nacional, como é o caso do Ferrão, que desperta o interesse de um contingente muito grandes de apaixonados pelo esporte mais popular do país.

EX-LATERAL URUGUAIO DO FERRÃO NA SÉRIE A DO BRASILEIRÃO

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Ramirez comemora o gol que deu o título do 3º turno do Campeonato Cearense 1980 ao Ferrão

O ano está prestes a terminar e pelo menos uma pessoa com ligações históricas com o Ferroviário tem algo a comemorar. Falamos do uruguaio Sérgio Ramirez, ou simplesmente o ex-lateral direito Ramirez, que defendeu grandes clubes no futebol da América do Sul, entre eles o Independiente da Argentina e o Flamengo/RJ no auge do clube carioca. No posto de coordenador técnico do Joinville, como se observa na foto abaixo, ele conseguiu recentemente o título de campeão brasileiro e vai disputar a Série A na próxima temporada.

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De acordo com o Almanaque do Ferrão, Ramirez vestiu a camisa coral em 18 jogos e marcou um gol histórico contra o Fortaleza, aos 36 minutos do 2° tempo de uma partida que despachou o Leão do Campeonato Cearense de 1980 e deu o título de campeão do 3° turno ao Tubarão da Barra. Em contato exclusivo com o blog, o ex-atleta coral revelou guardar boas recordações do Ferroviário, da cidade e de seu prédio de três andares na Rua Marcondes Pereira, próximo à churrascaria Parque Recreio, onde gostava de passar o tempo livre acompanhado de amigos e de seu violão.

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Disparada atrás de Rivelino no Maracanã

No Ferrão, onde chegou a disputar também o campeonato brasileiro de 1981, o atual coordenador técnico atuou de lateral esquerdo, zagueiro e lateral direito, sua posição original, que o levou a titular da seleção uruguaia nos anos 70. Até hoje Ramirez é lembrado pela briga monumental que envolveu o craque brasileiro Rivelino em pleno Maracanã, em 28 de abril de 1976, num Brasil x Uruguai de tirar o fôlego. No futebol cearense será sempre lembrado pelo gol que matou o Leão e no catarinense, pelo visto, como um dos mais respeitados pela torcida do Joinville, que por sinal tem as mesmas belas cores da bandeira do Ferroviário.

O TÍTULO DE VICE DO TORNEIO OTÁVIO PINTO GUIMARÃES

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O vice-campeão do torneio chancelado pela CBF: Zé Alberto, Edson, Léo, Renato, Serginho e Carlos Alberto; Mardônio, Carlos Antônio, Cardosinho, Wiltinho e Ronaldinho

A foto acima foi tirada na final do Torneio Otávio Pinto Guimarães, competição que levou o nome do então presidente da CBF e que foi chancelada para dar movimentação a vários clubes nordestinos que ficaram – pasmem – 2 meses sem competições oficiais no final de 1986. Como se percebe, os tempos hoje são outros. Há clubes, como o próprio Ferroviário, que chegam a ficar 9 meses parados sem jogos oficiais e o fato é visto como ´normal` por grande parte do público. É apenas a morte lenda e gradual dos times mais tradicionais do país, obrigados a encarar um calendário extremamente excludente e criminoso.

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Cícero Ramalho no Potiguar antes de ser contratado

A penúria econômica em 86 não era tão diferente da situação atual, tanto é que o Ferroviário disputou a competição com a grande maioria do elenco formado nas bases. Mardônio, Ronaldinho, Carlos Alberto, Renato, Edson, Wiltinho, Júnior Lemos, Edilson, Luís Carlos, Adalberto, Álber, Rogério e Kléber eram todos recém promovidos ao time profissional, sem falar da presença de um jovem atacante oriundo do Potiguar de Mossoró, que disputou essa competição pelo Ferrão e depois rodou o mundo até voltar e ser campeão oito anos depois. Seu nome: Cicero Ramalho, que marcou sua primeira passagem na Barra do Ceará por não ter feito nenhum gol.

América/RN, Alecrim/RN, Ferroviário, Botafogo/PB, Fortaleza e Campinense/PB disputaram o torneio em jogos de ida e volta. A final foi genuinamente cearense e realizada já em 1987 por falta de datas no calendário da CBF. O Ferrão ficou com o vice-campeonato ao ser derrotado por 2×0 pelo Fortaleza, num jogo atípico onde o time coral lançou Zé Alberto e Cardosinho sem condições regulares de jogo, ciente que perderia os pontos mesmo que vencesse a partida. Coisas do futebol do passado, que era capaz de organizar competições no intuito de movimentar os clubes, mas que permitia dúvidas de natureza ética e jurídica junto ao público quanto à seriedade das disputas.

RARIDADES EM ÁUDIO NOS 20 ANOS DA CONQUISTA DE 1994

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Edição dos campeões da revista Placar estampou bela foto do time que jogou a final

Há exatos 20 anos, o Ferroviário empatava em 0x0 com o Ceará e garantia de forma indiscutível o título máximo do Campeonato Cearense de 1994. Pra comemorar, o Almanaque do Ferrão montou uma coletânea em áudio com 20 minutos dos principais programas do rádio cearense na semana daquela memorável conquista.

Viaje na máquina do tempo e escute o lançamento da música “I Love You Ferrão“, os comentários elogiosos acerca da bela campanha coral, uma entrevista com o treinador César Moraes, o anúncio de Clóvis Dias e Lima como melhor dirigente e craque da temporada respectivamente, o saudoso Estelita Aguirre preconizando o slogan “FerroBIário” para a temporada seguinte, entre outras atrações.

O GOLEIRO QUE ENTROU PRA HISTÓRIA PELA PORTA ERRADA

Nem só de coisas boas vive esse blog. Alguns vexames serão sempre lembrados e não poderia ser diferente no Almanaque do Ferrão. A derrota fragorosa por 9×1 para o Ceará é uma das páginas tristes da história coral. Aconteceu em 14/2/1993, um fim de semana antes do carnaval, no jogo de número 2461 do Tubarão. Como há males que vêm para o bem, a vergonha alheia foi tanta que muita gente pediu o boné e o clube iniciou um processo de soerguimento que culminou com o bicampeonato 94/95. Hoje é dia de recordar a matéria do Globo Esporte na véspera do fatídico jogo. Os experientes Modali e Paulo César falavam em ´bom resultado` e ´grande apresentação`, como não poderia deixar de ser. Mas papo não ganha jogo.

É comum ouvir até hoje nas arquibancadas que o goleiro coral nessa partida era o Clemer. Ledo engano. O famoso arqueiro maranhense chegou para o Ferroviário somente depois do carnaval, justamente para ocupar a vaga deixada pelo glorioso Marquinhos, o estreante daquele domingo, que foi demitido depois dos 9×1 em sua única partida pelo time coral. No vídeo acima, Marquinhos pode ser visto em ação no treino apronto. Dizem as más línguas que até já havia se aposentado, virou treinador de goleiros, mas aceitou o convite do Ferrão para voltar aos campos naquela temporada. Pra entrar pra história. Pela porta errada.

ESPECIALISTA EM ACESSOS PASSOU PELA BASE DO FERROVIÁRIO

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As categorias de base do Ferroviário sempre foram conhecidas como um grande celeiro de talentos formados para o futebol cearense. Do campo da Barra do Ceará já saíram jogadores que vestiram a camisa de grandes times do Brasil. Alguns chegaram até a disputar competições importantes no mundo como a Champions League ou a Liga Europa. Há sempre os mais famosos, porém há também aqueles que passaram pela escolinha do clube e despontaram em outras equipes, como é o caso na foto acima do quinto jogador em pé, da esquerda para direita. Trata-se do ex-volante e atual técnico de futebol Flávio Araújo.

A foto é da década de 70. No profissional, Flávio apareceu para o futebol cearense no Ceará na década seguinte. Era um bom volante. Seu irmão, o zagueiro Júlio, jogou 6 partidas no título estadual do Ferroviário em 79, daí uma das influências de Flávio ter passado pela base coral. Sem nunca ter atuado pelo time profissional do Ferrão, o destino se encarregou de corrigir o erro e o levou de volta a Barra do Ceará como treinador, em 2002, quando dirigiu o clube em 35 partidas e o fez de forma digna, recuperando a competitividade de um time limitadíssimo formado para aquela temporada. Depois, trilhou caminhada de sucesso comandando Remo/PA, Sampaio Correa/MA e América/RN, inclusive conquistando acessos nacionais que o qualificam atualmente como um dos melhores do nordeste.