MAZINHO LOYOLA E ROBÉRIO FORAM DESTAQUE NA TELEVISÃO

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Ex-corais recepcionados pelo ex-atleta e hoje comentarista Bechara no Debate Bola

É sempre uma grande satisfação para a torcida coral reencontrar ex-atletas vitoriosos na história do clube. Quem assistiu o ´Debate Bola` na TV Diário, no último dia 9, conseguiu rever dois deles: Mazinho Loyola e Robério. Ambos compareceram ao programa para divulgar um projeto do Goiás/GO pelo qual trabalham em Fortaleza.

De acordo com dados do Almanaque do Ferrão, Mazinho Loyola disputou 55 partidas pelo time profissional e marcou 16 gols. Por sua vez, Robério fez 43 gols em 72 jogos. O primeiro foi titular no título estadual de 1988 e o segundo era o centroavante do histórico bicampeonato em 1995. “Nós dois conseguimos algo muito difícil que é ser campeão pelo Ferroviário“, disse Robério durante o programa, que também vestiu a camisa do Goiás/GO enquanto atleta.

Mazinho Loyola esteve presente no lançamento do Almanaque do Ferrão no ano passado e distribuiu simpatia tirando fotos com todos os torcedores presentes. Ele encerrou a carreira há exatos 10 anos vestindo a camisa do próprio Ferroviário, na época comandado pelo treinador Marcelo Veiga, seu ex-companheiro de equipe em 1988. Além de muitos gols do ex-atacante Robério, o arquivo do Almanaque do Ferrão tem vários lances de Mazinho Loyola com a camisa coral. Em breve, por aqui.

QUEM CRIA UMA PAIXÃO VIVE PARA SEMPRE NO CORAÇÃO

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Valdemar Cabral Caracas ~ 09/11/1907 – 14/01/2013

Não há como deixar passar um 9 de novembro em branco simplesmente porque ele não está mais de corpo presente. Impossível não lembrar de todos os anos que ele esteve lado a lado do time que fundou com os operários da estrada de ferro, época em que  o Ferroviário era verdadeiramente o Ferroviário que todo futebol cearense se acostumou a aplaudir. Algo ficou estranho depois daquele janeiro de 2013 quando ele resolveu partir. Ficaram as muitas lembranças de uma longa vida. O tempo que passa transforma saudade em sorriso e quando a família coral lembra de Valdemar Caracas, parece que nada mudou. É como se ele estivesse ainda na sua cadeira de balanço desferindo críticas implacáveis e palavras ferinas, mas nunca sem perder a doçura de uma figura essencialmente simpática e amável.

Quando Caracas partiu, uma parte da história do Ferroviário foi com ele. Sem dúvida, as páginas mais bonitas, já que traziam em si as memórias de um tempo amador, quase infantil, quando o futebol ainda andava de trem. Porém, mesmo na fase adulta da agremiação, estava lá o seu tutor, o pai, a mãe e a babá, como ele mesmo gostava de se autodefinir, doutrinando e escolhendo os rumos a seguir. Que Valdemar Caracas interceda e ilumine a trajetória do Ferroviário de onde estiver, não somente a cada 9 de novembro, mas sempre que o clube se mostrar sem paradeiro, como se ele em vida ainda estivesse. Porque quem cria uma paixão vive para sempre no coração. Feliz aniversário, Caracol!

LUIZINHO DAS ARÁBIAS VOLTANDO PARA SER CAMPEÃO NO FERRÃO

Luiz Alberto Duarte dos Santos faria mais um aniversário no dia 13 de novembro. Sua vida foi interrompida em maio de 89, aos 31 anos de idade, quando jogava no Remo/PA. No futebol cearense, o jogador conseguiu ser ídolo de duas torcidas. Depois de brilhar no Fortaleza em 83, foi anunciado como grande contratação do Ferrão em 85. Foi artilheiro. Depois de passagens pelo futebol paulista, paraense e carioca, retornou a Barra do Ceará em 88 para uma breve e última temporada. Em sua chegada, falou que voltava para ser campeão. E foi. O Almanaque do Ferrão recupera esse momento na história e recorda o vídeo que marcou o retorno de ´Luizinho das Arábias` pela última vez ao Ferroviário.

Luizinho

Biografia de um ídolo

Em 2013, o escritor carioca Jackson Sala lançou a biografia do ex-ídolo coral. Com o título ´Sai o Rei, entra Luizinho`, o autor narra toda vitoriosa trajetória do ex-jogador por clubes como Flamengo/RJ, Botafogo/RJ, Paisandu/PA, dentre outros, reconstituindo inclusive com detalhes seus últimos momentos de vida. Foram ao todo 75 jogos e 54 gols com a camisa coral, o suficiente para garantir a condição de ídolo eterno do clube. No próximo dia 13, a homenagem será completa com a recuperação dos melhores momentos de uma partida na qual Luizinho deixou sua marca três vezes e ajudou o Ferrão a conquistar mais uma vitória. É só aguardar.

ÁUDIO RARO DO VESTIÁRIO CORAL APÓS CONQUISTA DE TURNO

1985

Só Deus podia tirar o título do Ferroviário em 1985, mas as arbitragens falaram mais alto

Um dos melhores times que o Ferroviário teve foi formado em 1985. A onzena principal atuava geralmente com Serginho, Laércio, Arimatéia, Léo e Vassil; Alex, Denô e Arnaldo; Cardosinho, Luizinho das Arábias e Foguinho. A confiança no grupo levava o presidente Caetano Bayma a repetir em suas entrevistas um bordão que marcou aquela temporada: “Só Deus tira o campeonato do Ferroviário“. O grande Pajé não contava com os erros de arbitragem na reta final. Estes sim fizeram com que aquele time não fosse campeão. Tudo, menos coisa de Deus.

O querido supervisor Chicão, falecido em fevereiro desse ano, confidenciou algumas vezes que os jogadores desse elenco gostavam de uma boa noitada regada à cerveja bem gelada. Coisas do futebol daquela época, incompatíveis com o profissionalismo de hoje. Chicão falava sempre com carinho e saudade do grupo montado por Caetano Bayma, que venceu o 2° turno do Estadual em cima do Fortaleza de forma categórica e depois foi escandalosamente prejudicado na decisão do 3° turno contra o mesmo adversário quando Luizinho das Arábias teve um gol lícito anulado. Coisa pra nunca mais esquecer.

O Almanaque do Ferrão recupera abaixo um áudio raro de 29 anos atrás. A gravação foi feita no vestiário coral logo após a conquista do 2° turno. São mais de 5 minutos de entrevistas comandadas pelo então setorista Ivan Bezerra, hoje no Diário do Nordeste, que trabalhava na Rádio Uirapuru. Recorde na sequência dos entrevistados o treinador Zé Mário, o diretor Múcio Roberto, o lateral Laércio, o ponta Cardosinho, o zagueiro Léo, o preparador físico Othon Borges, o meia Denô e o lateral Válter. Coisas que o tempo não apaga e você confere só aqui.

ENTRANDO EM CAMPO PELA VEZ DE NÚMERO 3493 NA HISTÓRIA

Semana passada o Ferroviário fez seu último jogo no fatídico ano de 2014. O time coral entrou em campo pela vez de número 3493 em sua longa história, que certamente durará muito ainda apesar de todos os percalços ao longo das décadas. A última entrada em campo na temporada foi registrada no vídeo acima sob a ótica do ótimo goleiro Camilo. É uma boa chance para conferir o que se passa nos vestiário antes dos jogos, a reza, a fé, a confiança, os tapinhas nas costas, o cumprimento frio desprezível de um ou de outro, o sorriso simpático do torcedor que levou sua criança e a saudação honesta de todos que se sentem parte do mesmo barco dos jogadores que vão para uma nova batalha.

No ano mais complicado da sua trajetória, ironicamente o Ferroviário terminou aplaudido pela sua torcida de fé, e olhe que não foram poucos os que estiveram no PV. Palmas para quem mereceu, para quem ousou, para quem arregaçou as mangas não se omitindo e botando um time em campo, lutando até o momento que não dava mais. Aplausos para um desconhecido grupo de atletas que mostrou o elementar no esporte, o esforço e a dedicação, dando provas que futebol num time como o Ferroviário se faz com quem almeja brigar e chegar a algum lugar junto com o clube e não com prostitutas da bola. Que venha o próximo ano e que se tenha aprendido a lição.

O TUBARÃO QUE CONTOU COM UM CANGURU NA LINHA DE FRENTE

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Atacante paraibano Fernando Canguru vestiu a camisa coral em 1976

Repercutiu a postagem sobre os jogadores do Ferroviário que utilizaram futebolisticamente o apelido de aves e bichos. Da Paraíba, o internauta Sidney Marconi questionou a participação do ex-atacante Fernando Canguru no Tubarão da Barra, indagando se foi o mesmo atleta que defendeu com destaque o Treze da Paraíba. Sim, trata-se do próprio. Foram apenas 11 jogos pelo Ferrão, mas o suficiente para compor a galeria de bons jogadores que passaram pela Barra.

Em declaração ao site Agora Esportes, da Paraíba, Fernando Canguru recordou a sua passagem pelo futebol cearense em 1976: “foi um coisa até estranha eu ter ido jogar no Ferroviário, na época eu vinha me recuperando de uma contusão no Treze e estava um pouco afastado, então um grande amigo meu, Simplício que foi ídolo no Ferroviário, pediu por tudo para eu ir pra lá (…) treinei com o falecido Vavá, Peito de aço, da seleção brasileira, e ele me mostrou vários posicionamentos que até então eu não sabia…“, disse o ex-jogador paraibano.

Fernando Canguru só marcou 1 gol pelo Ferrão, foi no confronto contra o Tiradentes em 20/6/76, no Castelão, que valeu a vitória coral por 1×0, numa partida que o Tubarão já era treinado por César Moraes, substituindo a Vavá. A passagem de Canguru foi bastante curta e discreta na Barra, mas não há como negar que foi um dos grandes nomes do futebol nordestino a vestir a gloriosa camisa coral. O apelido animal veio em razão da ótima impulsão do ex-atacante, que fez vários gols de cabeça em sua breve carreira no futebol, quando então decidiu pendurar as chuteiras e se tornar advogado. Não fosse o trabalho de resgate do Almanaque do Ferrão, certamente Fernando Canguru seria um nome a passar batido na história do Tubarão da Barra.